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Seis homicídios já foram registrados este ano em Sena Madureira e Manuel Urbano

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A região do Vale do Yaco e Purus, onde se localizam os municípios de Sena Madureira, Manuel Urbano e Santa Rosa, outrora pacata e isolada, com baixíssimo índices de crimes de homicídio, acaba de entrar para as estatísticas do sistema de segurança pública do Acre dos locais onde a violência também acontece.
Crimes de sangue e com mortes na região só ocorriam, em sua grande maioria, de forma acidental, quando caçadores se alvejavam pensando que o alvo era algum animal a ser abatido. No entanto, nos últimos dias a região tem vivido um banho de sangue humano. Só nos primeiros meses de 2019, já ocorreram seis homicídio, a média de mais de um por mês.

Major Michel Casagrande diz que a PM age com rigor mas a violência continua

“Para uma região pacata e ordeira, esses números são assustadores”, disse o comandante do 8° Batalhão da Policia Militar, responsável pelo policiamento da região, major Michel Casagrande. Ele disse que os crimes acontecem mesmo a Polícia Militar agindo de forma dura no combate ao crime. “Neste tipo de crime, em mais de 70% das vezes a Polícia Militar prende em flagrante os autores, e ainda, em 95% dos casos encaminha a autoria e materialidade delitiva para o Poder Judiciário, mas, mesmo assim, parece que as pessoas não se intimidam, mesmo com a certeza de que serão presas se cometerem os crimes”, disse o major.

No último crime, Alexandre dos Reis matou o irmão mais velho, a tiros

O último crime cometido na região foi registrado no dia 30 de abril. No dia seguinte, no feriado do Dia do Trabalho, a PM prendeu o acusado no quilômetro 2 da estrada que liga Sena Madureira a Manuel Urbano. O preso, Alexandre da Silva Reis, 23 anos, foi apontado como o assassino de irmão mais velho, Francisco de Assis da Silva Reis, 30 anos. Ele confessou o crime mas não falou sobre a motivação.
Dos seis homicídios registrados na região, quatro ocorreram em Sena Madureira e dois em Manoel Urbano. Por enquanto, nenhum crime em Santa Rosa do Purus, o que não significa que a sociedade local viva em paz, na observação do comandante da Polícia Militar. “É que lá o policiamento, por ser uma cidade menor, é mais eficaz, mas há muitas brigas bebedeiras que só não resultam em mortes graças à ação dos nossos homens”, disse Casagrande.

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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