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Sem aquisição de ambulâncias há 3 anos, MPF pede explicações sobre dificuldades no atendimento do Samu no Acre
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5 anos atrásem
O Ministério Público Federal (MPF-AC) instaurou inquérito civil para investigar as condições de funcionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no Acre. O MPF-AC enviou um ofício para a coordenação do Samu com prazo de 30 dias para responder os questionamentos apontados.
O órgão questiona as principais dificuldades enfrentadas na prestação de serviços, número de ambulâncias disponíveis, de veículos em manutenção, se existe contrato específico para essa manutenção e de quem é essa responsabilidade.
Ao G1, o coordenador do Samu no Acre, Pedro Pascoal, explicou que a investigação é um pedido da própria coordenação que alertou para algumas dificuldades em prestar o serviço no estado acreano. Pascoal disse também que já recebeu o ofício do MPF-AC e trabalha na resposta que deve ser enviada ao órgão.
“Acredito que agora a gente consiga chegar em uma solução porque o Samu, na complexidade dos pacientes que atendemos, se não tiver um respaldo e apoio vai ficar difícil continuar dando assistência na qualidade que prestamos, mesmo com todas as dificuldades que enfrentamos”, complementou.
Dificuldades
Pascoal disse que um dos principais problemas é a falta de novas ambulâncias para atender os pacientes. Segundo ele, a última vez que o Samu adquiriu novos veículos foi em 2017 e os que estão precisam de manutenção constantemente por rodar muito. Outra situação é em relação à transferência de pacientes entre os municípios.
“É sabido, desde que o Samu foi instalado no Acre, que nossa finalidade é para atendimento em via pública, domiciliar ou ambiente público, que é o que chamamos de atendimento pré-hospitalar. O Samu não é para ficar fazendo transferência de paciente de município para outro, até porque uma vez que tiro a ambulância de dentro do município quem é que vai fazer o atendimento em caso de acidente de trânsito, de infarto em domicílio ou parto na zona rural?”, questionou.
Ao G1, a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) informou, por meio de nota, que vai abrir no próximo dia 19 um processo de licitação para a compra de 28 novas ambulâncias para atender a demanda no estado.
A pasta afirmou também que a nova gestão ‘colocou em funcionamento diversas ambulâncias que estavam paradas anteriormente por falta de manutenção. Esse é um investimento já planejado pela Sesacre que ultrapassa o montante de 5 milhões de reais para dar suporte às unidades de saúde de todo o estado do Acre’.
Ambulâncias disponíveis
Atualmente, o Acre dispõe de 32 ambulâncias do Samu, sendo quatro de suporte avançado e as demais de suporte básico. Destas, três de suporte avançado e cinco de suporte básico ficavam em Rio Branco. Com a pandemia do novo coronavírus, a coordenação aumentou para quatro o número de ambulâncias de suporte avançado e para seis de suporte básico.
A quarta ambulância fica disponível apenas para atender pacientes com Covid-19. O veículo de suporte básico foi instalado para a unidade de saúde do Conjunto Tucumã. Há cerca de quatro ambulâncias para manutenção.
Conforme Pascoal, o estado não possui nenhuma ambulância técnica. Esses veículos extras, segundo o coordenador, são usados como substituição quando algum veículo quebra e precisa de manutenção.
“Existe uma nota da Coordenação Geral de Urgência e Emergência que coloca que do quantitativo ideal da frota de trabalho, cerca de 30% tem que estar disponível para reserva técnica para que eu possa fazer minha manutenção preventiva. Hoje não tenho nenhuma ambulância de reserva técnica. A gente usa o que temos, não consigo fazer manutenção preventiva, quebra quando não aguenta mais andar. Se bate o motor são quatro a cinco dias para arrumar. É muito complicado”, criticou.
Ainda segundo Pascoal, em 2019 o Samu realizou mais de 400 transferências de pacientes do Alto Acre para Rio Branco. Em 2020, esse número chegou a 530 transferências. Com as constantes saídas das ambulâncias, a dificuldade da falta de frota, o coordenador diz que as equipes não conseguem atender as baixas, médias e altas complexidades.
“Acaba tendo que algumas transferências são nossas. Mas, 40% a 50% dessas ocorrências podiam ser resolvidas pelas ambulâncias de transporte sanitário. Não estou tirando minha responsabilidade, até porque a alta complexidade nós fazemos, transportamos os pacientes até os helicópteros se for o caso. Paciente entubado, gestante com risco de vida para mãe e feto, infarto e outras são minhas responsabilidades, estaria sendo omisso se não fizesse, mas não está dando para atender, não dou conta para atender toda demanda”, concluiu.
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre
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9 de março de 2026A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.
São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”
A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.
A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.
No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.