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Semulher apresenta resultados de 2024 e anuncia continuidade de programas estratégicos

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Annie Manuela

Nesta segunda-feira, 16, a Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) divulgou durante plenária com a sociedade civil, prevista no Plano Plurianual (PPA) um balanço detalhado das ações realizadas ao longo de 2024 e reafirmou seu compromisso com políticas públicas voltadas à promoção da equidade de gênero e enfrentamento à violência contra a mulher.

“A importância que atribuímos ao diálogo e à troca de ideias é tão grande que fizemos questão de incluir esta plenária no PPA. É por meio dessas conversas e do compartilhamento de perspectivas que podemos aprimorar nosso trabalho e avançar na construção da equidade de gênero em nosso estado”, destacou a secretária de estado da mulher, Márdhia El-Shawwa.

Plenária com a sociedade civil prevista no Plano Plurianual (PPA). Foto: Felipe Freire/Secom

Durante o ano a secretaria celebrou várias conquistas como: a revitalização do Centro Especializado de Atendimento à Mulher do Juruá (Ceamju); a aquisição de veículos oriundos de emendas parlamentares e convênio federal, além do ônibus com acessibilidade que representa um marco na ampliação das políticas públicas voltadas às mulheres.

O Ônibus Lilás está presente nas áreas mais afastadas do estado. É um meio de levar serviços itinerantes às mulheres, tanto da capital como do interior, alcançando mulheres indígenas, negras, ribeirinhas, entre outras.

Secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa. Foto: Felipe Freire/Secom

“Esses ônibus levam serviços essenciais às comunidades mais distantes, sendo um instrumento de promoção de direitos e inclusão social; 16 municípios foram beneficiados com os serviços de atendimento psicológico, jurídico, de assistência social, abordagens educativas e distribuição de materiais informativos”, ressaltou Márdhia.

Entre os programas apresentados, destaca-se o “Minuto Mulher”, uma iniciativa inovadora que conta com a parceria da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), utilizando a rádio como ferramenta para disseminar informações sobre direitos femininos, serviços de apoio e conscientização social. Criado no âmbito da Lei nº 11.571/24, o programa se consolidou como um canal de comunicação direta com a população, alcançando milhares de ouvintes em áreas urbanas e rurais.

Outro ponto de destaque é o “Mulheres Recomeçando”, uma ação que integra prevenção e educação, oferecendo suporte contínuo a mulheres em situação de violência. Por meio de grupos reflexivos e atividades práticas, como cursos profissionalizantes, o programa impactou diretamente 6.349 mulheres em 2024, promovendo autonomia financeira e autoestima.

Houve destaque também para os programas regulamentados por meio de leis para que haja continuidade mesmo com mudanças de gestão governamental, como: Zona Segura (Lei n° 4.120/23), que oferece formação e certificação para estabelecimentos de lazer, para acolhimento e auxílio à mulher em caso de violência, e Não Se Cale (Decreto n° 11.539/24), que promove palestras ofertadas a servidores de instituições públicas e privadas, de prevenção e conscientização do assédio moral e sexual no ambiente de trabalho.

A Semulher intensificou seu trabalho com programas regulamentados por meio de leis. Foto: Felipe Freire/Secom

Os números gerais da secretaria refletem a amplitude de seu trabalho:

  • 57.744 pessoas foram beneficiadas diretamente pelos serviços da Semulher.
  • Mais de 500.000 pessoas foram alcançadas por meio das redes sociais, consolidando o uso de plataformas digitais como estratégia de comunicação e engajamento.

Em discurso, a gestora da Semulher destacou a importância desses resultados:

“Não estamos apenas lidando com números, mas com histórias de vidas transformadas. Nosso trabalho não é apenas uma resposta às demandas sociais, mas um compromisso com a construção de um futuro mais igualitário. Programas como o ‘Mulheres Recomeçando’ mostram que, com oportunidade e apoio, é possível superar situações de vulnerabilidade”.

A secretária também anunciou que a Semulher continuará priorizando ações educativas e de apoio às mulheres em 2025. “Essa plenária vai refletir em futuras ações para o ano de 2025, vamos ampliar o alcance dos nossos programas, levando nossos serviços a mais comunidades e investindo em iniciativas que promovam autonomia e dignidade para as mulheres de todo o estado”, afirmou.

Homenagem a algumas lideranças femininas que se destacaram na luta pelos direitos das meninas e mulheres do Acre. Foto: Felipe Freire/Secom

Durante o evento foi realizada uma homenagem a algumas lideranças femininas que se destacaram na luta pelos direitos das meninas e mulheres do Acre: Geovana Nascimento Castelo Branco, presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim/AC); Almerinda Souza Cunha, diretora administrativa da Associação de Mulheres Negras do Acre e Seus Apoiadores (AMN); Concita Maia Manchineri, do Instituto de Mulheres da Amazônia (IMA), que foi representada pela sua filha Tainá Maia; Ana Maria Nascimento da Silva, presidente do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas do Acre (Sindomestico); Vivian Gomes do Nascimento, da Associação de Mulheres do Acre (Amar) e Lidianne de Lima Cabral, representante do Coletivo de Mulheres Empreendedoras “Elas fazem acontecer”.

A Semulher foi recriada em março de 2023. Desde então, reafirma seu papel fundamental na garantia de direitos e na criação de um ambiente mais seguro e igualitário para mulheres, contribuindo para o fortalecimento da sociedade como um todo.

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna-1.jpg

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.

A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.

No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.

“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.

A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna2.jpg

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.

Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre

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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel.jpg

Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.

A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.

Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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