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Semulher lança projeto ‘De Homem para Homem’ e cartilha ‘Como conversar com homens sobre violência contra mulheres?’
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2 anos atrásem
Rebeca Martins
Em alusão ao Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres, também chamado de Laço Branco e Laço Lilás, a Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) realiza o lançamento do projeto ‘De Homem para Homem’ e da cartilha ‘Como conversar com homens sobre violência contra mulheres?’, nesta sexta-feira, 6, na sede da instituição, em Rio Branco.

A Semulher idealizou esse projeto com o objetivo de desenvolver oficinas para conscientização dos homens sobre a violência contra meninas e mulheres, para uma cultura de diálogo, promovendo paz e impactando na redução dos feminicídios no estado do Acre. A cartilha será utilizada nesse contexto, mas também distribuída para a sociedade e em órgãos públicos, com informações relevantes de enfrentamento à violência. O material foi desenvolvido pelo Instituto Papo de Homem e adaptado para a Secretaria da Mulher do Acre.

A cartilha é fruto da emenda do deputado estadual, Whendy Lima, que pediu para que o público-alvo da ação fossem os homens. Na ocasião, o deputado foi representado pela sua mãe, Silvia Praxedes, que ressaltou a importância de se trabalhar esse assunto e da necessidade de encaminhar recursos para que políticas públicas como essa sejam incentivadas.

Um dos homens presentes na cerimônia, o soldado da Polícia Militar Lucas Moura, de 27 anos, disse que a partir desse projeto educativo, seria possível observar uma mudança na sociedade quanto às taxas de violência contra mulher. “Projeto excelente promovido pela Secretaria da Mulher. Na nossa função, enquanto policiais militares, atendemos, diariamente, casos de violência contra a mulher. Então, entendemos a importância de trazer esse trabalho de conscientização, porque esse projeto trouxe uma viabilização para os homens, um projeto voltado para homens, inclusive agressores, com certeza vai trazer um movimento, um caminho e frutos futuros em relação ao combate que a Semulher já vem fazendo. Assim, com certeza, vamos minimizar esses impactos negativos”, salientou.

Representando o governador Gladson Cameli, o secretário de Estado de Governo, Luiz Calixto, saudou o lançamento das ações e o fomento às atividades que levam ao fim da violência de gênero na sociedade. “Queria parabenizar o deputado Whendy Lima pela iniciativa, mostrando que os recursos das emendas parlamentares têm uma destinação produtiva e educativa. A Secretaria da Mulher trabalha nesse âmbito educativo, preventivo e tem feito, por meio disso, com que as mulheres fiquem mais seguras. Nossa missão é zerar as taxas de feminicídio”, destacou.

A secretária da Mulher, Márdhia El-Shawwa, explicou que cuidar do público masculino, quando o assunto é violência contra a mulher, não é uma tarefa fácil. “É necessário muito estudo, muito empenho, para que possamos conversar com os homens sobre esse tema. Estamos felizes por dar mais um passo em direção aos direitos das mulheres, para que todas possam viver com liberdade e dignidade”, disse.

Estiveram presentes a comandante-geral da Polícia Militar, Marta Renata, a defensora pública Juliana Caobianco; o gestor adjunto da Secretaria de Agricultura do Acre (Seagri), Edvan Maciel; a delegada da Polícia Civil, Juliana de Angelis, além de representantes do Corpo de Bombeiros Militar, da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e do Ministério Público do Acre (MPAC), e demais autoridades.
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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