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Semulher, Senac e Banco da Amazônia garantem investimento de R$ 571,8 mil em cursos profissionalizantes e autonomia financeira para mulheres do Acre
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Rebeca Martins
A Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) realizou a assinatura de contrato de serviço com o Serviço de Aprendizagem Comercial (Senac), e assinatura de acordo de cooperação técnica com o Banco da Amazônia (Basa), na sexta-feira, 28, na sede da pasta, em Rio Branco.

O acordo assinado com o Senac possibilitará que mulheres recebam cursos profissionalizantes nos 22 municípios do Acre. O valor investido é de R$ 571,8 mil e será inteiramente destinado para os cursos de qualificação profissional da Secretaria da Mulher.

Os cursos ofertados fazem parte do programa chamado Impacta Mulher, que incentiva mulheres que estão em situação de violência doméstica ou vulnerabilidade social a terem oportunidade de empreender para conseguirem romper com o ciclo de violência. A estimativa é que mais de mil mulheres em todo o estado serão contempladas pelos cursos profissionalizantes.
Já a parceria com o Banco da Amazônia dará a oportunidade de microcrédito para as mulheres beneficiadas pelos cursos, possibilitando sua autonomia financeira e incentivando o empreendedorismo feminino.
O que disseram
“Nosso governo veio para reestruturar as políticas públicas para a promoção dos direitos das mulheres, e são várias formas de se enfrentar a violência contra as mulheres. Eu destacaria três pilares principais: a denúncia, a superação psicológica e a promoção da independência financeira. A Semulher também oferece serviços de acolhimento psicológico. Um exemplo disso é o programa ‘Mulheres Recomeçando’, que oferece rodas de conversa, atendimento psicológico semanal e, ao final, cursos profissionalizantes para que essas mulheres possam ser inseridas no mercado de trabalho”, destacou a secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa.

A titular da pasta das Mulheres também apresentou a atuação durante o Mês da Mulher e acrescentou que tanto a população feminina da capital quanto do interior será assistida. “Esse ano, vamos intensificar as atividades no interior do estado, também dando continuidade as ações aqui da capital. Durante o Mês da Mulher, todos os dias a Semulher vai estar atendendo em algum município”, disse.

“Quero iniciar agradecendo o governo do Estado e a Secretaria da Mulher. Isso nos causa muito orgulho e é um desafio, pois, chegaremos em todos os municípios, inclusive os isolados. Quando alguém ver um barco passando pelo rio, com forno, com panelas, levando alguma coisa para esse curso acontecer em algum município isolado como Jordão, Porto Walter ou Marechal, quando alguém ver embarcando em um avião um lavatório, uma cadeira de corte indo para Santa Rosa, não ache estranho porque é o Senac, a Semulher e o governo do Estado mobilizando para atender essas comunidades”, ressaltou o diretor regional do Senac, Abrãao Suteli Maia.

O superintendente regional do Basa, Edson Ferreira Souza, explicou sobre o microcrédito e evidenciou que a iniciativa é essencial aos pequenos negócios. “É uma alegria do Banco da Amazônia poder estar aqui hoje e assinar o termo de cooperação técnica com a Semulher. Viemos estreitar os nossos laços, principalmente no que for em termo de política de crédito aplicado às mulheres e aos pequenos negócios”, destacou.

“Falando um pouco da minha experiência como mulher indígena, como uma liderança que representa 18 povos indígenas aqui no estado do Acre, quero dizer que o banco da Amazônia proporcionou muitas portas abertas para mim, com o microcrédito. Eu pude comprar materiais e dar continuidade ao meu trabalho. Quero compartilhar com vocês que isso vai impactar várias outras mulheres”, disse a liderança indígena Xiu Shanenawá Gemina.

Maria José Santos foi uma das mulheres contempladas com os cursos ofertados pela Semulher, ela conta em seu relato que a profissionalização está diretamente ligada a quebra do ciclo de violência. “Fiz dois cursos de customização e queria agradecer a Deus e a Semulher, que está nos possibilitando mudar de vida, ajudando a sair desse ciclo de violência e de relacionamentos abusivos”, relatou.

Diversas modalidades de cursos estão disponíveis, como o curso de manicure e pedicure e cuidadora de idosos. Essa profissionalização é completamente gratuita e acontece na capital e também nos municípios do interior. Para se inscrever, basta entrar em contato com a Secretaria da Mulher pelo WhatsApp (68) 99930-0420 ou pelo instagram @semulherac. Caso a mulher queira se inscrever presencialmente, ela pode se encaminhar à sede da Semulher, em Rio Branco, no endereço: Rua João XXIII, Village Wilde Maciel, 1137 ou na Unidade Móvel de Atendimento à Mulher, o Ônibus Lilás.

Estiveram presentes na solenidade o diretor regional do Senac, Abrãao Suteli Maia, o superintendente regional do Banco da Amazônia (Basa), Edson Ferreira Souza, a presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim), Geovana Castelo Branco, o procurador-geral adjunto para Assuntos Jurídicos do Ministério Público do Acre (MPAC), Francisco José Maia Guedes, representando o poder Judiciário do Acre (TJAC), a juíza de Direito Louise Santana, a coordenadora da Associação de Mulheres Negras, Almerinda Cunha, a coordenadora da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Elenice Frez, a secretária adjunta de Planejamento (Seplan), Kelly Lacerda, o procurador-geral adjunto para Assuntos Jurídicos, em exercício, Francisco José Maia Guedes, entre outras autoridades.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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