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Senado: astronauta incomoda Bolsonaro, PL e Alcolumbre – 24/01/2025 – Poder
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Thaísa Oliveira
A candidatura do senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) à presidência do Senado incomodou não só o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas também a bancada do PL e o favorito ao cargo, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que tenta a maior votação da história.
O ex-presidente deixou a irritação com Pontes explícita no começo da semana ao dizer que a candidatura era “lamentável”. Bolsonaro acrescentou que o ex-ministro está pensando só em si mesmo e se disse responsável por sua eleição como senador, em 2022.
À Folha Pontes diz que se inspirou em Bolsonaro quando decidiu concorrer e avalia que o ex-presidente poderia estar chateado por ter sido impedido de ir à posse de Donald Trump, nos Estados Unidos, quando falou da situação, na segunda (20).
“Sabe quem me inspirou bastante nisso? Bolsonaro. Ele foi candidato à presidência da Câmara dos Deputados quatro vezes. Eu tinha até há pouco tempo uma foto no gabinete dele falando sozinho no plenário. É tipo assim: eu acredito em alguma coisa mesmo que ninguém acredite”, afirma.
“Tem que considerar também que foi exatamente o dia que era pra ele estar lá na posse do Trump. E ele devia estar chateado, lógico, eu também estaria chateado. É igual quando você come alguma coisa que bate mal, assim, né? Não tem problema não, tranquilo, a gente continua aí na luta.”
Nos 28 anos em que foi deputado federal, Bolsonaro disputou a presidência da Câmara quatro vezes. Ficou em último lugar em todas, a última delas em 2017.
Pontes afirma que Bolsonaro é seu amigo e que há espaço para discordância em toda amizade. O senador também diz que não gosta de guardar rancor e que pretende conversar com o ex-presidente depois: “A gente toma uma cerveja e fala sobre isso”.
Apesar de não representar ameaça em termos de votos, a candidatura do senador paulista causa mal-estar no entorno de Alcolumbre pelos sinais políticos.
Um senador diz que Alcolumbre bate na tecla de que o Senado precisa estar coeso para recuperar espaço junto à Câmara dos Deputados e ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Nesse sentido, segundo ele, a candidatura de Pontes pode passar a mensagem de que Alcolumbre não é unanimidade nem tem legitimidade para falar em nome dos 80 colegas. A própria candidatura em si, continua, já indica que Alcolumbre tem adversários internos.
A votação será no próximo dia 1º. Uma pessoa próxima a Alcolumbre diz que o senador acha que a candidatura de Pontes não atrapalha o plano dele de conseguir uma votação história, mesmo o voto sendo secreto. Segundo ela, o sentimento do amapaense é de indiferença.
A insistência na candidatura tem constrangido a bancada do PL. Um senador que prefere não se identificar diz que seria melhor para o partido até mesmo se Pontes votasse no senador Eduardo Girão (Novo-CE) —que anunciou concorrer contra Alcolumbre— em vez de ser candidato.
Apesar do incômodo, tanto senadores do PL como aliados de Alcolumbre dizem que a candidatura avulsa não compromete o espaço do partido na presidência das comissões e na Mesa Diretora.
Ao PL, já foram prometidas a vice-presidência do Senado, com o nome de Eduardo Gomes (TO), e a Comissão de Infraestrutura, com Marcos Rogério (RO). O partido também briga para emplacar Flávio Bolsonaro (RJ) na Comissão de Segurança Pública.
Retaliado pelo atual presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), por ter insistido no bolsonarista Rogério Marinho (PL-RN) para o cargo em 2023, o PL acabou sem cargos na atual Mesa Diretora e passou os dois últimos anos com duas comissões de pouco prestígio.
Pontes diz que sua candidatura é independente, e afirma ter conversado pessoalmente com Alcolumbre e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, para impedir que a bancada do PL fosse prejudicada. Segundo ele, o partido está “blindado”.
“Quando eu falei que era o candidato, ele [Valdemar] falou assim: ‘Ah, não tem problema, vai lá, não tem problema nenhum, é uma prerrogativa do senador fazer isso aí. Mas você vai ficar decepcionado’. Eu falei assim: mas é melhor eu ficar decepcionado com os outros do que ele ficar decepcionado comigo”, conta.
Pontes diz que é amigo de Alcolumbre e que vai levar a sua candidatura até o fim por pautas da direita em que acredita, como a anistia aos condenados do 8 de janeiro e o impeachment de ministros do Supremo.
Apesar do favoritismo de Alcolumbre, Pontes acredita que há entre 10 e 15 senadores contrários à candidatura do senador do Amapá. “Você tem que acreditar nas coisas. Eu teria chance zero se eu nunca me candidatasse”, diz, ressaltando ter sido o primeiro sul-americano a ir ao espaço.
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac entrega computadores para coordenações de PPGs — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi), da Ufac, entregou notebooks e computadores para as coordenações e as secretarias dos programas de pós-graduação (PPGs) da instituição. A solenidade ocorreu nesta sexta-feira, 28, no auditório da Pró-Reitoria de Graducação, campus-sede. Na ocasião, foram abordadas pautas como a liberação de mais de R$ 400 mil em recursos do Programa de Apoio à Pós-Graduação, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.
“A pesquisa e a pós-graduação foram a base que me consolidaram na gestão universitária. Queremos dialogar com os coordenadores para atender às demandas de pessoal, de espaço e de ajuste de fluxo”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Trataremos com a mesma atenção os mestrados acadêmicos, os mestrados profissionais e os programas em rede. Isso é uma condição mínima de trabalho para cada programa no seu dia a dia.”
Para o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti, a medida visa fortalecer a infraestrutura de apoio à produção científica e tecnológica regional. “São equipamentos novos, com boa configuração, que vão dar suporte aos coordenadores comandarem esses programas tão necessários para o desenvolvimento da pesquisa, da inovação e da pós-graduação em nossa região”, comentou.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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