POLÍTICA
Senado vai debater ‘viés político’ de críticas ao…
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1 ano atrásem
Pedro Pupulim
A Comissão de Educação do Senado Federal agendou para o próximo dia 17 de dezembro uma audiência pública para debater um suposto viés político e ideológico presente em livros didáticos que abordam o agronegócio brasileiro. Autor do requerimento, o senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) justificou sua solicitação com base em um mapeamento feito pela USP apontando que 60% das menções feitas ao agro nos livros didáticos são negativas.
Segundo Marinho, o estudo da instituição foi feito por 12 analistas de conteúdo e especialistas do agronegócio durante mais de 3.000 horas com o objetivo de avaliar de forma isenta mais de 9.000 páginas que compõem 10 das principais editoras que fornecem livros para o Plano Nacional do Livro Didático, utilizados nas redes pública e privada em todo o país.
O senador apontou está em curso um projeto para formar cidadãos que atribuem ao setor uma imagem negativa, e ressaltou a relevância do agronegócio para o Brasil.
“Estamos vendo um projeto ideológico em que tenta fazer do agro o grande vilão do mundo. O agro é o mais importante segmento econômico do país. Gera riquezas e empregos e produz o alimento que é consumido aqui e mundo afora. Porque vilanizar o agro?”, disse.
Foram convidados para a audiência pública os representantes da Associação De Olho no Material Escolar, da USP, do Ministério da Educação, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, e do Ministério da Agricultura e Pecuária.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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8 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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