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Sesacre e Conass realizam primeira oficina para criação da Escola de Saúde Pública no Acre

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Halyce Santana

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), promoveu, nesta quinta-feira, 20, a primeira oficina para a criação da Escola Estadual de Saúde Pública do Acre. O evento, que teve como objetivo planejar os passos iniciais para a implantação da escola, um importante passo para garantir a qualificação da assistência à saúde no estado, ocorreu no auditório da instituição de ensino superior Estácio Unimeta, em Rio Branco.

O evento ocorreu na instituição de ensino Estácio Unimeta, na manhã desta quinta-feira, 20. Foto: Luan Martins/Sesacre

Durante a abertura do evento, o secretário de saúde do Acre, Pedro Pascoal, enfatizou a importância da educação permanente para garantir a qualidade da assistência à saúde. “Uma das pautas importantes para garantir uma assistência de qualidade na ponta é a educação permanente dos nossos profissionais de saúde. Estamos recebendo a equipe técnica do Conass para assessorar, movimentar e conduzir as oficinas, que irão estruturar o nosso próximo plano de ação: a Escola de Saúde Pública. Ela será um dos pilares fundamentais para levarmos assistência de qualidade à população”, afirmou.

Secretário de saúde do estado, Pedro Pascoal, compôs a mesa de abertura do evento. Foto: Luan Martins/Sesacre

Estruturação da Escola de Saúde Pública
A oficina foi organizada em dois momentos distintos. O primeiro encontro teve como foco a discussão sobre os modelos de escolas de saúde pública já existentes em outras partes do Brasil. Os participantes formaram um grupo de trabalho composto por representantes do Conass e da Sesacre, com a responsabilidade de avaliar as possibilidades de institucionalização da escola no Acre e delinear as estratégias necessárias para sua implementação de forma eficaz e sustentável. As discussões seguem até a sexta-feira, 21.

A segunda oficina será realizada pelo mesmo grupo de trabalho, e terá como foco a elaboração de um Plano de Trabalho para a consolidação da escola, além de definir as etapas necessárias para a efetivação do projeto. As discussões continuarão tanto internamente, na Sesacre, quanto com os parceiros estratégicos do estado.

Haroldo Pontes, assessor técnico do Conass, destacou que a criação de uma Escola de Saúde Pública é mais uma estratégia que fortalece o SUS. Foto: Luan Martins/Sesacre

“Estamos aqui para ajudar na elaboração de uma proposta para uma escola de saúde pública vinculada à Sesacre. As escolas de saúde pública são fundamentais para a construção e fortalecimento da nossa maior política pública, que é o SUS”, afirmou Haroldo Pontes, assessor técnico do Conass.

Avanços na saúde pública do Acre

A criação da Escola de Saúde Pública trará diversos benefícios à população, pois com a capacitação contínua dos profissionais de saúde, será possível melhorar significativamente a qualidade da assistência prestada. A escola permitirá que os profissionais acompanhem novas tecnologias e técnicas, garantindo um atendimento mais qualificado, seguro e humanizado à população. Essa iniciativa também ajudará a integrar o estado aos avanços na formação e capacitação de profissionais da saúde, contribuindo para um SUS mais eficiente.
O deputado estadual Adailton Cruz, presente no evento, destacou a importância da criação da escola e o compromisso com a qualificação dos profissionais de saúde.

Deputado estadual Adailton Cruz esteve presente no evento. Foto: Luan Martins/Sesacre

“A Escola de Saúde Pública é essencial para termos um instrumento de atualização e capacitação dos nossos trabalhadores. Isso demonstra compromisso com a assistência de qualidade e, acima de tudo, com os nossos trabalhadores. A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa está aqui para apoiar e reconhecer o esforço. Com certeza, isso é um grande passo para melhorar ainda mais nossa saúde pública”, concluiu Adailton.

Fortalecimento do SUS

Com a realização dessas oficinas e a criação da Escola de Saúde Pública, o Acre avança na qualificação da sua rede de saúde. O projeto visa, acima de tudo, proporcionar um atendimento de saúde mais eficiente, eficaz e humanizado, resultando em benefícios diretos para a população acreana. A parceria entre a Sesacre e o Conass é um passo significativo para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde no estado.

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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