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Sesacre, Semsa e Ufac realizam curso de aperfeiçoamento em cuidado pré-natal em Rio Branco
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1 ano atrásem
Halyce Santana
A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e a Universidade Federal do Acre (Ufac), iniciou nesta segunda-feira, 17, o Curso de Aperfeiçoamento em Cuidado Pré-Natal, com o objetivo de aprimorar o atendimento às gestantes no estado e reduzir as taxas de morbidade e mortalidade materna e infantil, no Anfiteatro Garibaldi Brasil, em Rio Branco.
A chefe do Departamento de Atenção Ambulatorial Especializada da Sesacre, Emanuelly Nóbrega, destacou a relevância do cuidado materno-infantil para a gestão estadual.
“O cuidado com a saúde materna e infantil é uma prioridade da gestão estadual, sendo fundamental para o bem-estar de nossa sociedade. O pré-natal não é apenas um conjunto de consultas, mas um cuidado contínuo que envolve a prevenção, o diagnóstico precoce e a orientação adequada, sempre com o objetivo de proporcionar uma gestação tranquila”, afirmou.
O evento de abertura contou com a participação de representantes das três instituições envolvidas na viabilização do curso, que discutiram a importância do papel do enfermeiro na qualidade do pré-natal e no acompanhamento precoce, o que pode reduzir desfechos desfavoráveis no ciclo gravídico-puerperal.

“Esses profissionais vão conseguir fazer um diagnóstico situacional dentro do território em que atuam e elaborar um projeto de intervenção para melhorar o cuidado pré-natal na Atenção Primária. Esperamos que esse cuidado seja potencializado e que, com isso, possamos diminuir os índices de mortalidade materna, fetal e infantil no nosso estado”, finalizou o coordenador da Rede Cegonha/Alyne, Walber Carvalho.

“Acreditamos que, com a qualificação dos nossos profissionais, vamos alcançar uma redução na morbimortalidade materna, com melhorias significativas nos nossos indicadores. Queremos trazer qualidade para nossas gestantes e aprimorar o atendimento”, pontuou a diretora de Políticas de Saúde da Semsa, Jocelene Soares de Souza.
Como parte dos avanços na rede de saúde, estão sendo implementados novos serviços e medicações, como a suplementação de cálcio, além da ampliação na oferta de exames, incluindo o de tolerância à glicose e urinocultura, conforme as recomendações da Ufac, baseadas em estudos científicos. Outro importante passo foi a criação de um ambulatório especializado no atendimento à saúde da mulher, localizado na Urap Barral y Barral, em Rio Branco.

Com carga horária de 180 horas, o curso é destinado a 60 enfermeiros da Atenção Primária à Saúde, distribuídos pelas 12 regionais de saúde do Acre. O objetivo é proporcionar atualização contínua sobre práticas de cuidado, conforme as diretrizes do caderno de atenção básica e as evidências científicas mais recentes. Além disso, serão abordados temas como o manejo da nova caderneta da gestante, identificação de problemas na assistência pré-natal na Atenção Básica e a elaboração de um plano de ação baseado nas necessidades identificadas.
O curso terá a duração de nove meses, com encerramento previsto para novembro de 2025. Em sua metodologia, serão utilizadas abordagens ativas, com a participação dos enfermeiros na construção das discussões.

“Fomos procurados no ano passado pela Sesacre para elaborar um curso para os enfermeiros que trabalham na rede com o cuidado para o pré-natal. A Ufac, enquanto instituição formadora, sentou para organizar um curso que atendesse à necessidade de atualização dos enfermeiros da rede”, explicou a coordenadora do curso de enfermagem e representante da Ufac, Clisângela Lago Santos.
Nos próximos dias será realizado, no Centro de Convenções da Ufac, o levantamento da situação-problema, com análise de casos clínicos, discussões em grupo e utilização de evidências científicas, protocolos e notas técnicas. Os participantes serão divididos em grupos de trabalho, abordando temas como legislação, estratificação de risco gestacional, referência e contrarreferência, e consulta ao pré-natal de risco habitual, resultando na construção de um plano de ação.
Apesar dos avanços na cobertura do acompanhamento pré-natal, a incidência de sífilis congênita e hipertensão arterial sistêmica, que é a principal causa de morbimortalidade materna e perinatal no Brasil, ainda representam desafios para a saúde pública no Acre.

Beatriz Christinny Souza, residente em Enfermagem Obstétrica e presente no evento, ressaltou a importância do curso para a melhoria dos cuidados às gestantes.
“Este evento nos ajuda a aperfeiçoar os cuidados prestados, o que reflete diretamente na qualidade dos nossos indicadores de assistência. Os enfermeiros terão a oportunidade de se atualizar e melhorar o acompanhamento das gestantes”, concluiu.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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