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Seth Meyers mostra lado ‘não tão legal quanto você pensa’ – 27/10/2024 – Televisão
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2 anos atrásem
Anna Peele
Nova York
The New York Times
Um buraco permaneceu no escritório de Seth Meyers no “Saturday Night Live” durante sete anos. Um esboço que ele havia escrito foi cortado para dar lugar a outra peça e, em um acesso do que Meyers descreveu como “petulância de bater portas”, ele abriu a porta do camarim com tanta força que a maçaneta atravessou a parede.
Michael Shoemaker, um produtor do programa que talvez tenha se tornado o parceiro profissional mais próximo de Meyers, se recusou a consertar o buraco. “Quero que você veja isso todos os dias”, Meyers lembrou Shoemaker dizendo a ele. “Quero que você se lembre de quão pequena foi a coisa.”
Shoemaker disse que sua resposta ao acesso de raiva de Meyers foi um pouco mais simples: “Pare com isso”, ele lhe disse. Então Shoemaker citou o pai de Meyers, que ele havia conhecido: “Quando algo dá errado, você tem que pensar, o que foi que você fez que poderia ter feito melhor?”.
A mesquinharia agravada pode parecer em desacordo com a persona que Meyers construiu ao longo de mais de duas décadas na televisão: 13 anos no “SNL”, com os últimos oito como âncora do Weekend Update, seguidos por uma década como o anfitrião comicamente preciso, mas afável, do Late Night With Seth Meyers. Ele atingiu uma nota igualmente charmosa em 2019 em seu primeiro especial de stand-up, “Lobby Baby”, sobre o nascimento de seu segundo filho no local inesperado que o título sugere.
No entanto, em seu novo especial da HBO de Meyers, “Dad Man Walking”, a ideia de que ele poderia ser um antagonista —mesmo que apenas do tipo mais benigno e humorístico— pode fazer mais sentido. É sobre paternidade, especificamente a realidade de que “bons pais têm momentos em que realmente odeiam o que seus filhos estão fazendo”, disse Meyers. E, embora o tom amplamente rabugento do especial pareça uma mudança, na verdade reflete uma faceta de Meyers que sempre esteve lá.
“Dad Man Walking” é o exemplo mais recente de Meyers encontrando uma maneira de canalizar os aspectos mais irritadiços e menos lisonjeiros de sua personalidade de maneiras mais produtivas. E, embora ele ocasionalmente tenha lutado para controlar tais impulsos no passado —como na história do buraco na parede—, agora ele sabe como gerenciá-los e fazê-los funcionar a seu favor. Neste caso, eles alimentaram tanto o material para “Dad Man Walking” quanto a razão um tanto vingativa para fazer o especial em primeiro lugar.
“Eu faço esses especiais para provar uma coisa que ninguém nunca me pediu para provar”, disse ele. “Que eu também posso fazer stand-up, porque não acho que as pessoas me veem assim.”
Um quarto de século como uma personalidade popular na TV aberta americana é o mais próximo de uma posição vitalícia que se pode chegar na indústria do entretenimento. Dado isso, “às vezes é divertido ser movido por um ‘ninguém acreditou em mim’ muito irracional”, disse Meyers.
Seu desejo de invalidar seus detratores imaginários foi uma razão (a outra sendo a greve dos roteiristas) para começar uma residência com John Oliver no ano passado no Beacon Theater, em Manhattan. Meyers desenvolveu o material que se tornou “Dad Man Walking” durante essas apresentações mensais —a residência está programada para continuar até 2025—, embora ele tenha tido que superar o nervosismo inicial sobre como seria recebido.
“John é tudo o que você espera que ele seja se você o ama em Last Week Tonight”, disse Meyers. “E estou preocupado que eu não esteja saindo como o Seth que eles conhecem do Late Night.” Isso significava mostrar ao público uma parte do que Meyers chamou de “um pouco de (palavrão) em mim”.
Oliver já estava ciente dessa faceta de Meyers, exibida durante o podcast Strike Force Five, que eles apresentaram durante a greve de Hollywood para arrecadar dinheiro para funcionários desempregados. Ao lado de Jimmy Kimmel (o líder de fato do programa), Stephen Colbert (a figura paterna) e Jimmy Fallon (o alvo de muitas piadas), Oliver e Meyers eram os brincalhões do grupo, entrando com piadas rápidas.
“Ele parece ser um garoto realmente legal, educado e amigável, mas ele tem um senso de humor realmente afiado que pode trazer à tona sempre que quiser”, disse Oliver. “É como jogar tênis com um amigo, certo? Você pode pensar que está tendo uma boa troca, batendo a bola de um lado para o outro, e então, de repente, ele simplesmente esmaga a (palavrão) de todos. É tipo: ‘Ah, você poderia ter feito isso a qualquer momento, hein?’.”
Se a aura de exasperação do especial de comédia é desconhecida para os fãs do Late Night, seria menos para os três filhos de Meyers. Ele contou uma viagem de carro durante a qual estava “entrando em conflito” com seu filho do meio (e bebê do lobby), Axel, que estava “sendo impossível”. Ashe, seu filho mais velho, virou-se para seu amigo e disse, encantado: “Oh, veja, meu pai está prestes a perder a cabeça”.
Meyers perde a cabeça muitas vezes em “Dad Man Walking”. Outro título proposto foi “White Man Walking”, após uma piada no especial sobre atravessar a rua com seus filhos loiros, mas o diretor do especial, Neal Brennan, disse a ele que seria “catastrófico”.
As queixas de Meyers com seus filhos variam do prático ao insignificante —por exemplo, ele odeia a maneira como eles jogam dados. Ele também se concentra nas diferenças entre ele e sua esposa, Alexi Ashe, quando se trata de paternidade. Meyers disse que Ashe, que revisa e tem liberdade para vetar piadas que dizem respeito a ela, lhe disse: “Não me importo com o quão má você me faça parecer, desde que você sempre me faça estar certa”. Ele obedece, descrevendo a versão de si mesmo retratada no especial como “o idiota da casa”.
Meyers está em seu momento mais animado quando está imitando outras pessoas. Ele pode incorporar a raiva de seu pai por ele não usar seu aparelho ortodôntico quando criança, ou recriar o constrangimento de tomar sorvete com Joe Biden após uma entrevista e depois lamber seu cone ao fundo enquanto jornalistas questionavam o presidente sobre a guerra em Gaza.
Shoemaker, que agora produz o Late Night e é produtor executivo de “Dad Man Walking”, disse que Meyers adora incorporar essas cenas performáticas em seu stand-up porque “ele é um impressionista secretamente brilhante”. Mas nem todos concordam com essa avaliação.
“Ééé, eu não iria tão longe”, disse Lorne Michaels, chefe de Meyers no “SNL” e no Late Night, soando muito como a imitação que Meyers faz dele. “Mas ele é bom o suficiente.”
Nos ambientes exaustivos e opressivos do “SNL”, reclamar criativamente é uma linguagem de amor. Andy Samberg, que passou sete anos no programa com Meyers, disse: “Não há nada que me faça mais feliz do que quando Seth está, tipo, alegremente incomodado com algo, e ele começa a desabafar”.
Quando Meyers conseguiu o emprego no Late Night, em 2014, no entanto, ele percebeu que tal fofoca é contraproducente quando você é a estrela do show. Ele entrava na sala dos roteiristas para fofocar, lembrou, e “todo mundo parava o que estava fazendo”. Ele não era mais parte de um grupo, autorizado a desabafar livremente, mas o líder que tinha que compartimentar seus sentimentos —que incluíam uma ansiedade profunda sobre seu novo trabalho.
“Não parecia uma promoção”, disse ele. “Eu estava preocupado que não fosse funcionar.”
Shoemaker disse que quando Meyers chegou ao Late Night, eles desenvolveram uma técnica para tornar o show um ambiente sem raiva. Quando Meyers sente que está prestes a perder a cabeça, ele e Shoemaker entram em um escritório que no inverno tem vista para a famosa árvore de Natal do Rockefeller Center, fecham a porta e desabafam em sussurros febris juntos. “Você quer saber o que mais me irrita? Essa (palavrão) coisa!” Shoemaker gritou em voz baixa, demonstrando a tática. A ideia é dar a Meyers uma maneira de canalizar e expelir a frustração sem sujeitar todos os outros a ela.
“Uma equipe assustada nunca é uma que produz o melhor trabalho”, disse Meyers. “Ou pelo menos é isso que estamos tentando como um experimento, e estamos descobrindo que é muito bom.”
Outros que trabalham no Late Night sugerem que, apesar de sua apreensão inicial sobre o trabalho, Meyers criou um ambiente positivo e produtivo —o que não é garantido na TV de final de noite.
“Ele é realmente cuidadoso com seu tempo, e então o resultado é que você só recebe o melhor dele”, disse a comediante Amber Ruffin, que escreve para e aparece no “Late Night” e teve vários shows produzidos por Meyers. “Muitos chefes querem que o trabalho seja sua vida inteira, mas Seth e Shoe [apelido de Shoemaker] querem que você possa ter uma ótima vida porque este é o seu trabalho.”
Meyers agora é o apresentador do Late Night há uma década. Ele não tem planos de sair, mas sabe que não será um anfitrião e chefe afável para sempre. O que é outra razão pela qual projetos como “Dad Man Walking” o atraem.
“Quando acabar, não quero dizer: ‘O que vou fazer agora?'”, disse ele sobre o Late Night. “Quero poder dizer: ‘Então vou continuar fazendo essas coisas agora’.”
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23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
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21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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