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Simplicidade: a lição do Papa Francisco para posteridade; vídeo

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O corredor brasileiro Pedro Arieta parou de correr a Maratona de Boston para ajudar um outro atleta que caiu na pista e não conseguia se levantar. Fotos: @luizacaravo/TikTok

Desde que partiu, a cada dia é lembrado algo que ele tenha ensinado. Mas, certamente, o Papa Francisco deixará como grande lição a simplicidade, como o pontífice que se recusou a usar os trajes de gala, morar em um local rico, usar carro sofisticado e que carregava a própria maleta. Para o enterro, deixou um testamento: tudo com o máximo de modéstia e que queria descansar sob os pés da Virgem Maria.

Nesta quarta-feira (23), o corpo do Papa será levado para a Basílica Papal de Santa Maria Maggiore e haverá uma cerimônia. A igreja era favorita dele, ao deixar o hospital recentemente, ele foi até lá rezar para a Virgem. No sábado (26), será o sepultamento: caixão simples, de madeira, e ele estará com as roupas habituais.

O rito tradicional será seguido, mas sem luxo, como Francisco pediu.  Em 29 de junho de 2022, o Santo Padre anteviu que teria poucos anos de vida. Decidiu, então, deixar o testamento detalhando como gostaria de ser velado e enterrado. “O túmulo deve estar na terra; simples, sem decoração particular e com a única inscrição: Franciscus.”

Testamento repleto de ensinamentos

O testamento de Francisco ensina a cada frase, sem dor nem melancolia. Ele se despedia da vida como quem encerra uma viagem, bem aproveitada. “Sentindo que o fim da minha vida terrena se aproxima e com viva esperança na Vida Eterna, desejo expressar minha vontade apenas com relação ao local do meu sepultamento”, disse ele no texto.

Anos antes de eclodirem conflitos em Gaza, que se estenderam por boa parte do Oriente Médio, o Papa mencionou a preocupação com a paz e a fraternidade. Também citou a fragilização do estado de saúde.

“Que o Senhor dê a merecida recompensa àqueles que me amaram e continuarão a orar por mim. Ofereci ao Senhor o sofrimento que se fez presente na última parte da minha vida pela paz mundial e pela fraternidade entre os povos.”

Leia mais notícia sobre o Papa 

São Francisco, referência de vida

O homem que escolheu o nome de Francisco, o santo dos desvalidos e protetor dos animais, era também aquele que zelava pelos pobres. O Papa Francisco mandou construir um local para que as pessoas em situação de rua pudessem se sentir acolhidas no Vaticano.

O padre Júlio Lancellotti, conhecido pelas ações de caridade destinadas aos vulneráveis que estão nas ruas em São Paulo, contou que certo dia recebeu um telefonema do Papa. Na conversa, Francisco pediu que ele se mantivesse firme nas convicções de ajudar os mais desprotegidos.

Logo depois da morte do Santo Padre, Lancellotti intensificou o trabalho. Foi dia de vacinação do “povo da rua”, como gosta de chamar. Todos receberam a imunização no Ambulatório Papa Francisco e rezaram pelo Santo Padre. “Ele pedia que eu dissesse que rezava por eles e que eles rezassem por ele”, contou o sacerdote brasileiro.

O testamento completo

Diante do homem que defendia os mais sofridos, sem nunca perder a simplicidade, a lição foi deixada também por escrito, no testamento. A seguir, o texto completo.

“Em nome da Santíssima Trindade. Amém.

Sentindo que o fim da minha vida terrena se aproxima e com viva esperança na Vida Eterna, desejo expressar minha vontade apenas com relação ao local do meu sepultamento.

“Em nome da Santíssima Trindade. Amém.

Sentindo que o fim da minha vida terrena se aproxima e com viva esperança na Vida Eterna, desejo expressar minha vontade apenas com relação ao local do meu sepultamento.

Sempre confiei minha vida e meu ministério sacerdotal e episcopal à Mãe de Nosso Senhor, Santa Maria. Portanto, peço que meus restos mortais descansem aguardando o dia da ressurreição na Basílica Papal de Santa Maria Maggiore.

Desejo que minha última jornada terrena termine neste antigo santuário Mariano onde eu ia rezar no início e no fim de cada Viagem Apostólica para confiar com confiança as minhas intenções à Mãe Imaculada e agradecer-Lhe por seu dócil cuidado materno.

Peço que meu túmulo seja preparado no nicho da nave lateral entre a Capela Paulina (Capela da Salus Populi Romani) e a Capela Sforza da citada Basílica Papal como
indicado no documento em anexo.

O túmulo deve estar na terra; simples, sem decoração particular e com a única inscrição: Franciscus.

As despesas com a preparação do meu enterro serão custeadas pela verba do benfeitor que me providenciei, a sua transferência para a Basílica Papal de Santa Maria Maggiore e que providenciei instruções apropriadas ao Mons. Rolandas Makrickas, Comissário Extraordinário do Capítulo Liberiano.

Que o Senhor dê a merecida recompensa àqueles que me amaram e continuarão a orar por mim. Ofereci ao Senhor o sofrimento que se fez presente na última parte da minha vida pela paz mundial e pela fraternidade entre os povos.

Santa Marta, 29 de junho de 2022″

Que ser humano incrível! Obrigado por existir Francisco!

A Basílica Papal de Santa Maria Maggiore foi o local escolhido pelo Papa Francisco para ser enterrado, com simplicidade e, numa  lição ao mundo.Foto: Vatican News

A pedido do Papa Francisco, o padre Júlio Lancelotti, ampliou o acolhimento aos vulneráveis em São Paulo:

A vacinação contra gripe foi no ambulatório Papa Francisco:

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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