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Sintomas fisiológicos da menopausa são subestimados – 14/03/2025 – Equilíbrio
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10 meses atrásem
Vitória Macedo
A menopausa ainda é um tabu para muitas mulheres, que enfrentam dificuldades para falar sobre as mudanças e os desafios desse período. No Brasil, 72% das que passaram por esse período acreditam que seus sintomas frequentes não são levados a sério.
Os sintomas fisiológicos da menopausa costumam ser subestimados, enquanto os psicológicos recebem mais atenção do público em geral. Essas são algumas das conclusões do estudo “Experiência e Atitudes na Menopausa”, encomendado pela farmacêutica Astellas e apresentado neste mês.
A pesquisa investiga o estigma associado à menopausa em seis países: Brasil, Alemanha, Austrália, Canadá, Estados Unidos e México. Os dados foram coletados entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, envolvendo 13.800 pessoas, em cada país esse número foi distribuído em 2.000 pessoas do público geral e 300 mulheres entre 40 e 55 anos.
O termo “menopausa” refere-se à interrupção da menstruação, que ocorre quando os ovários reduzem a produção dos hormônios femininos até o encerramento do ciclo menstrual. Esse processo geralmente acontece por volta dos 50 anos, mas a transição é gradual, variando de mulher para mulher.
Tanto no Brasil quanto globalmente, os sintomas fisiológicos, como ondas de calor, suores noturnos, ganho de peso e secura vaginal, tendem a ser subestimados. Entre as mulheres entrevistadas no país, 99% relataram impactos fisiológicos significativos, sendo os mais comuns: ondas de calor (62%), suores noturnos (45%), alterações de humor (47%), sono interrompido (33%) e confusão mental (8%).
Por outro lado, os sintomas psicológicos recebem mais atenção. No Brasil, as alterações de humor, irritação e mudanças no ciclo menstrual são amplamente reconhecidas. Entre as mulheres que vivenciaram a menopausa, 79% relataram sentimentos psicológicos negativos, como ansiedade (58%), depressão (26%), constrangimento (20%) e vergonha (16%). Globalmente, os sintomas mais superestimados incluem alterações de humor, sensação de irritação e ansiedade.
O estudo revela uma discrepância entre a percepção do público e a experiência real das mulheres. Além disso, destaca o impacto significativo da menopausa na saúde mental e no bem-estar geral.
No Brasil, os sintomas mais mencionados pelo público geral são ondas de calor (50%), alterações de humor (34%) e mudanças no ciclo menstrual (30%). Entre as mulheres que passaram pela menopausa, 62% afirmaram que as ondas de calor tiveram um impacto severo.
“Um estudo americano mostrou que as queixas de calor podem durar entre três e sete anos”, afirmou Maria Celeste Osório Wender, presidente da Febrasgo, durante o lançamento da pesquisa.
Apesar da alta frequência, a pesquisa da Astellas indica que as ondas de calor são subestimadas pelo público geral em comparação com a percepção das mulheres que passaram pela menopausa, com uma diferença de -9%.
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Curiosamente, as ondas de calor são o tema mais abordado na mídia sobre menopausa, citado por 47% dos entrevistados no Brasil. No entanto, a médica destaca que outros sintomas, como o aumento do risco cardiovascular devido a alterações metabólicas e a osteoporose, são pouco discutidos.
A pesquisa aponta que a menopausa é retratada de forma negativa e imprecisa na mídia, o que pode contribuir para a falta de conhecimento e para a manutenção de estigmas. Apenas 28% dos brasileiros acreditam que a menopausa é representada positivamente na sociedade, e esse número cai para 24% entre as mulheres que já vivenciaram essa fase. Apenas 34% consideram sua representação na mídia adequada.
Além da priorização de alguns sintomas em detrimento de outros, a pesquisa indica que certos temas são mais abordados, como o envelhecimento, enquanto impactos no ambiente de trabalho e na saúde mental recebem menos atenção.
Essas representações equivocadas contribuem para o desconhecimento sobre a menopausa. Apenas 30% dos brasileiros acreditam ter conhecimento sobre os sintomas, número que sobe para 42% entre as mulheres que já passaram por essa fase. Tanto no Brasil quanto globalmente, a menopausa ainda é vista como um tabu, e muitas pessoas se sentem desconfortáveis em falar sobre o assunto.
Na prática, para tentar mudar esse cenário, existem projetos de leis e leis municipais que visam a conscientização do tema. É o caso do PL 4574/2021 que propõe a criação do Programa de Atenção a Mulheres na Menopausa e Climatério, conservisços que serão ofertados pelo SUS. Em São Paulo, foi aprovada uma lei em dezembro de 2024 que prevê assistência à mulheres na menopausa e climatério, além de promover a Semana Estadual de Conscientização para Mulheres no Climatério e Menopausa anualmente na primeira quinzena de março.
“Embora o tema ainda seja pouco discutido, é um avanço o fato de que hoje se falar mais sobre menopausa do que no passado”, afirma Osório Wender. “É interessante refletir sobre por que esse tema não recebia tanta atenção antes e como, apesar das lacunas de informação, há um crescimento no interesse e na busca por conhecimento.”
Para a médica, pesquisas como essa são fundamentais para entender a relevância do tema e seu impacto na vida de um grande número de mulheres, que no Brasil são maioria da população.
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Nota da Andifes sobre os cortes no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para as Universidades Federais — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
23 de dezembro de 2025Notícias
publicado:
23/12/2025 07h31,
última modificação:
23/12/2025 07h32
Confira a nota na integra no link: Nota Andifes
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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
18 de dezembro de 2025A Ufac, a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer realizaram, nessa quarta-feira, 17, a entrega dos equipamentos de halterofilismo e musculação no Centro de Referência Paralímpico, localizado no bloco de Educação Física, campus-sede. A iniciativa fortalece as ações voltadas ao esporte paraolímpico e amplia as condições de treinamento e preparação dos atletas atendidos pelo centro, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a inclusão de pessoas com deficiência.
Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a preparação esportiva e garantir melhores condições de treino aos atletas do Centro de Referência Paralímpico da Ufac.
Durante a solenidade, a reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Sozinho não fazemos nada, mas juntos somos mais fortes. É por isso que esse centro está dando certo.”
A presidente da APA, Rakel Thompson Abud, relembrou a trajetória de construção do projeto. “Estamos dentro da Ufac realizando esse trabalho há muitos anos e hoje vemos esse resultado, que é o Centro de Referência Paralímpico.”
O coordenador do centro e do curso de Educação Física, Jader Bezerra, ressaltou o compromisso das instituições envolvidas. “Este momento é de agradecimento. Tudo o que fizemos é em prol dessa comunidade. Agradeço a todas as instituições envolvidas e reforço que estaremos sempre aqui para receber os atletas com a melhor estrutura possível.”

O atleta paralímpico Mazinho Silva, representando os demais atletas, agradeceu o apoio recebido. “Hoje é um momento de gratidão a todos os envolvidos. Precisamos avançar cada vez mais e somos muito gratos por tudo o que está sendo feito.”
A vice-governadora do Estado do Acre, Mailza Assis da Silva, também destacou o trabalho desenvolvido no centro e o talento dos atletas. “Estou reconhecendo o excelente trabalho de toda a equipe, mas, acima de tudo, o talento de cada um de nossos atletas.”
Já o assessor do deputado estadual Eduardo Ribeiro, Jeferson Barroso, enfatizou a finalidade social da emenda. “O deputado Eduardo fica muito feliz em ver que o recurso está sendo bem gerenciado, garantindo direitos, igualdade e representatividade.”
Também compuseram o dispositivo de honra a pró-reitora de Inovação, Almecina Balbino, e um dos coordenadores do Centro de Referência Paralímpico, Antônio Clodoaldo Melo de Castro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre
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18 de dezembro de 2025A Orquestra de Câmara da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 17, uma apresentação musical no auditório do E-Amazônia, no campus-sede. Sob a coordenação e regência do professor Romualdo Medeiros, o concerto integrou a programação cultural da instituição e evidenciou a importância da música instrumental na formação artística, cultural e acadêmica da comunidade universitária.
A reitora Guida Aquino ressaltou a relevância da iniciativa. “Fico encantada. A cultura e a arte são fundamentais para a nossa universidade.” Durante o evento, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, destacou o papel social da arte. “Sem arte, sem cultura e sem música, a sociedade sofre mais. A arte, a cultura e a música são direitos humanos.”
Também compôs o dispositivo de honra a professora Lya Januária Vasconcelos.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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