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Síria condena ataques aéreos mortais de Israel em ‘locais civis’ perto de Damasco | Israel ataca o Líbano Notícias

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O Ministério das Relações Exteriores da Síria pede “ação urgente” da ONU para impedir a “agressão israelense” contra civis.

O Ministério das Relações Exteriores e Expatriados da Síria apelou às Nações Unidas para que atuem após os ataques aéreos israelenses ao sul da capital síria, Damasco, que um monitor de direitos humanos disse ter matado duas pessoas e deixado outras cinco feridas.

A agência de notícias estatal síria SANA, citando uma fonte militar, disse que o ataque na noite de segunda-feira, por volta das 17h18, horário local (14h18 GMT), envolveu aviões de guerra israelenses atingindo “uma série de locais civis ao sul de Damasco, resultando em perdas materiais”. ”.

“O inimigo israelense lançou um ataque aéreo a partir da direção das colinas ocupadas do Golã sírio”, disse a fonte militar à SANA.

Ministério das Relações Exteriores da Síria condenou o último ataquequalificou de “criminosos” os ataques com mísseis israelitas contra áreas civis e instou os membros da ONU a tomarem medidas rápidas para “travar a agressão israelita” e responsabilizá-la.

“A República Árabe Síria condena a agressão lançada pela entidade sionista esta noite”, disse o ministério num comunicado.

“A Síria apela aos Estados-membros das Nações Unidas para que tomem medidas urgentes e firmes para parar a agressão israelita e responsabilizar os seus perpetradores pelos seus crimes.”

Segundo relatos, Caças israelenses realizaram três ataques na área de Sayyidah Zaynab, localizada a cerca de 10 km (6 milhas) ao sul de Damasco.

O primeiro ataque atingiu a junção Kaou Sudan, perto de Sayyidah Zaynab, que estava lotada de pessoas deslocadas que fugiram dos ataques de Israel ao Líbano. O segundo ataque ocorreu nas proximidades de um hotel, localizado a sudeste de Sayyidah Zaynab, e o terceiro ataque teve como alvo fazendas na área.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (SOHR), com sede no Reino Unido, disse que dois membros do movimento Hezbollah do Líbano foram mortos e cinco ficaram gravemente feridos em ataques aéreos israelenses em uma fazenda na área.

Numa rara admissão, a Força Aérea Israelense afirmou na manhã de terça-feira que havia atingido “alvos” na sede da inteligência do Hezbollah na “região síria”.

“O quartel-general de inteligência do Hezbollah opera uma filial na Síria, que inclui um sistema de coleta e avaliação”, disse a Força Aérea Israelense em uma postagem nas redes sociais.

“O ataque aos ativos do quartel-general da inteligência militar na Síria junta-se aos ataques no Líbano, prejudicando as capacidades de inteligência da organização terrorista Hezbollah”, disse a Força Aérea.

Sayyidah Zaynab, considerada um reduto do Hezbollah e local de um importante santuário xiita, foi alvo de ataques israelenses anteriores.

Fontes dizem que continua no topo da lista de alvos de Israel devido à presença de membros do movimento libanês que fugiram para a Síria.

Israel realizou centenas de ataques contra alvos na Síria durante anos, a maioria sem admitir responsabilidade, e intensificou esses ataques desde o ataque de 7 de Outubro ao sul de Israel por combatentes do Hamas.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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