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Sírios voltam para as casas de onde fugiram, apenas para encontrá-las arrasadas | Notícias da Guerra da Síria
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1 ano atrásem
Damasco, Síria – Nizar al-Madani, 34 anos, ficou com lágrimas nos olhos enquanto olhava ao redor de Qaboun.
Após sete anos de deslocamento, ele retornou na terça-feira ao seu bairro na capital da Síria, Damasco, apenas para encontrá-lo arrasado.
“Ouvimos dizer que o regime demoliu o bairro, mas ver isso com os meus próprios olhos foi totalmente chocante”, disse ele.
Quando al-Madani e a sua família foram deslocados de Qaboun em 2017, muitos dos edifícios do bairro foram danificados.
“Mas hoje não há vestígios destes edifícios… O regime eliminou as características do bairro.”
Ele não foi o único que veio a Qaboun para ver o que restava depois da queda do regime de Bashar al-Assad.
Vários moradores de Qaboun que também fugiram para salvar suas vidas estão andando por aí, tentando descobrir onde poderiam estar suas casas.
Vingança e destruição
O regime de al-Assad destruiria deliberadamente áreas que se levantassem contra ele depois de recuperar o controlo, recorrendo a várias leis para legitimar isso.
A principal delas foi a Lei n.º 10 de 2018, que autorizou o estabelecimento de novas zonas urbanas em áreas danificadas pela guerra e deu aos refugiados sírios apenas 30 dias para provarem a propriedade das suas propriedades. Caso contrário, o imóvel será confiscado.
Muitas pessoas tinham demasiado medo de regressar à Síria ou aos seus bairros, temendo serem presas e acusadas de se oporem a al-Assad.
Nadeedah Hannawi, 50 anos, disse à Al Jazeera que a sua família não conseguiu provar a propriedade da sua casa, tendo fugido para o norte, onde não havia burocracia controlada pelo regime, e porque não tinham consigo os documentos de propriedade.
“O regime caído de al-Assad não apenas nos deslocou; procurou roubar as casas que construímos com as nossas poupanças”, disse Hannawi.
“Identificar onde ficava minha casa e a loja do meu marido não foi uma tarefa fácil”, acrescentou ela. “Até o cemitério que guarda os túmulos dos nossos entes queridos foi destruído.
“O mais importante hoje é que o criminoso Bashar al-Assad fugiu, o seu regime caiu e as nossas terras foram-nos devolvidas. Juntos, iremos reconstruí-lo”, disse Hannawi.
Mahmoud Jahbar, 53 anos, expressou seus sentimentos.
“O regime de Al-Assad destruiu as nossas casas e memórias, mas temos esperança de que iremos reconstruí-las para que os nossos filhos tenham um lugar para chamar de lar.”
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Nota da Andifes sobre os cortes no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para as Universidades Federais — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
23 de dezembro de 2025Notícias
publicado:
23/12/2025 07h31,
última modificação:
23/12/2025 07h32
Confira a nota na integra no link: Nota Andifes
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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
18 de dezembro de 2025A Ufac, a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer realizaram, nessa quarta-feira, 17, a entrega dos equipamentos de halterofilismo e musculação no Centro de Referência Paralímpico, localizado no bloco de Educação Física, campus-sede. A iniciativa fortalece as ações voltadas ao esporte paraolímpico e amplia as condições de treinamento e preparação dos atletas atendidos pelo centro, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a inclusão de pessoas com deficiência.
Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a preparação esportiva e garantir melhores condições de treino aos atletas do Centro de Referência Paralímpico da Ufac.
Durante a solenidade, a reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Sozinho não fazemos nada, mas juntos somos mais fortes. É por isso que esse centro está dando certo.”
A presidente da APA, Rakel Thompson Abud, relembrou a trajetória de construção do projeto. “Estamos dentro da Ufac realizando esse trabalho há muitos anos e hoje vemos esse resultado, que é o Centro de Referência Paralímpico.”
O coordenador do centro e do curso de Educação Física, Jader Bezerra, ressaltou o compromisso das instituições envolvidas. “Este momento é de agradecimento. Tudo o que fizemos é em prol dessa comunidade. Agradeço a todas as instituições envolvidas e reforço que estaremos sempre aqui para receber os atletas com a melhor estrutura possível.”

O atleta paralímpico Mazinho Silva, representando os demais atletas, agradeceu o apoio recebido. “Hoje é um momento de gratidão a todos os envolvidos. Precisamos avançar cada vez mais e somos muito gratos por tudo o que está sendo feito.”
A vice-governadora do Estado do Acre, Mailza Assis da Silva, também destacou o trabalho desenvolvido no centro e o talento dos atletas. “Estou reconhecendo o excelente trabalho de toda a equipe, mas, acima de tudo, o talento de cada um de nossos atletas.”
Já o assessor do deputado estadual Eduardo Ribeiro, Jeferson Barroso, enfatizou a finalidade social da emenda. “O deputado Eduardo fica muito feliz em ver que o recurso está sendo bem gerenciado, garantindo direitos, igualdade e representatividade.”
Também compuseram o dispositivo de honra a pró-reitora de Inovação, Almecina Balbino, e um dos coordenadores do Centro de Referência Paralímpico, Antônio Clodoaldo Melo de Castro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
18 de dezembro de 2025A Orquestra de Câmara da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 17, uma apresentação musical no auditório do E-Amazônia, no campus-sede. Sob a coordenação e regência do professor Romualdo Medeiros, o concerto integrou a programação cultural da instituição e evidenciou a importância da música instrumental na formação artística, cultural e acadêmica da comunidade universitária.
A reitora Guida Aquino ressaltou a relevância da iniciativa. “Fico encantada. A cultura e a arte são fundamentais para a nossa universidade.” Durante o evento, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, destacou o papel social da arte. “Sem arte, sem cultura e sem música, a sociedade sofre mais. A arte, a cultura e a música são direitos humanos.”
Também compôs o dispositivo de honra a professora Lya Januária Vasconcelos.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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