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Só Lula pode deter crise de confiança, diz Elena Landau – 04/01/2025 – Mercado

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Alexa Salomão

A economista e advogada Elena Landau declara-se pessimista com o Brasil. Na sua avaliação, o arcabouço fiscal traz apenas medidas paliativas, e o país precisa do chamado “cavalo de pau” —medidas enérgicas para conter o aumento do gasto público, com apoio inequívoco do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“O Brasil vive uma crise de credibilidade. Ninguém confia no amanhã ou que Lula vai mudar. Então, é Lula que precisa mudar essa percepção”, diz.

Segundo Landau, a resiliência do PIB (Produto Interno Bruto) e o mercado de trabalho aquecido serão “voo de galinha”, e o aumento de juros e de dólar vai penalizar a população, especialmente os mais pobres, caso o presidente insista em culpar o mercado financeiro, sem reconhecer a fragilidade fiscal.

“Essa história de que o povo não come dólar já acabou. As pessoas já entenderam que o povo come dólar: em algum momento, câmbio bate na inflação de alimentos”, afirma.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista.

A sra. defende que não há mais espaço para gradualismo no ajuste fiscal. Por quê?

O governo não entendeu, mas estamos de olho na dívida pública, que cresce muito rápido. Não pode ter previsão de que vai terminar um governo com dívida pública a 85% do PIB [hoje está em cerca de 77%]. O arcabouço fiscal faz paliativos —ajusta um pouquinho ali, um pouquinho aqui. Não está funcionando.

As expectativas estão muito ruins. Falta confiança. Não dá mais para falar de pequenos ajustes. Então, precisa dar um cavalo de pau. Não adianta olhar o copo meio cheio e dizer: ‘Ah, o PIB está crescendo, o desemprego está baixo’. Sem base estrutural, vai ser voo de galinha. Quem compra moeda brasileira ou olha Brasil quer uma demonstração de que governo leva a sério a situação.

Teve um grupo mais crítico que dizia, desde o início, que o arcabouço proposto pelo ministro Fernando Haddad não ficaria em pé…

Eu estava nesse grupo desde o início.

Não é, então, meio uma profecia que se realiza?

Sim, é. A vantagem do arcabouço fiscal foi limitar o gasto real em 2,5% num país onde o gasto crescia até mais –mas dependendo muito de receita e sem um pacote fiscal. Ainda mudaram a meta de resultado primário, de um superávit para déficit, para não desagradar Lula com contingenciamentos.

Além da questão do resultado primário, tem crescimento de vários instrumentos parafiscais, de gastos financeiros, o uso de fundos e o BNDES gastando.

Para 2024, ajudando a cumprir a meta, teve o Supremo Tribunal Federal suspendendo as emendas e ficaram de fora os gastos com mudanças climática, como incêndios e enchente no Rio Grande do Sul.

É por isso que, quando culpam o mercado, eu não concordo. A gente recebeu uma herança muito ruim de Paulo Guedes [ex-ministro da Economia] e de Bolsonaro, com desmoralização do teto, precatórios, uma série de coisas eleitoreiras. O mercado foi paciente. Aceitou a PEC da Transição e deu o maior apoio a Lula e ao arcabouço de Haddad —até chegar ao ponto em que ficou claro ser insuficiente.

O governo Lula começou com a ideia de que as taxas de juros iam ficar abaixo de 10%, e o dólar, no patamar de R$ 5, onde já estava. Agora, os juros estão apontando para 14% e o dólar tem R$ 6 como patamar mínimo.

Ou seja, nós estamos num sistema de tripé macroeconômico. Se as variáveis flutuam, algo deu errado —e a deterioração permanente vem da percepção de piora clara no quadro fiscal.

A sra. está dizendo que a política estruturada pela equipe econômica não deu certo?

Será que a equipe econômica é isoladamente culpada? Será que Fernando Haddad e Simone Tebet não tentam? Pode ser que tenham tentado, mas o presidente da República não se deu conta da gravidade da situação. No meio da discussão do fiscal, dá aumento ao funcionalismo, assina decretos liberando empresa estatal para fazer a sua gestão de investimentos –estatais que já deveriam ter acabado. Então, ele não abre mão de uma filosofia errada.

Se olharmos uma série histórica da relação da dívida com o PIB, no final do Lula 2 e no início do governo de Dilma Rousseff, estava baixa [a dívida bruta do governo geral equivalia a 55% do PIB]. Foi por isso que perguntei sobre o papel da equipe econômica.

Dilma também entregou uma relação dívida/PIB baixa para [Michel] Temer [que assumiu com o impeachment]. Mas nós não estamos falando só do heterodoxismo equivocado do papel do Estado. A equipe econômica tem que se impor.

Quando o Lula chama ministros das outras áreas para debater o pacote com o Haddad, já está fragilizando o ministro da Fazenda. Coloca o Haddad na situação de explicar o ajuste que precisa ser feito.

Nos governos Temer ou Fernando Henrique Cardoso, a equipe econômica tinha autonomia. Se dizia: ‘Ah, presidente, precisamos privatizar a Telebras, precisa ter um teto de gastos”, a resposta era, “ok, se isso é necessário para a estabilização do Real”.

Aí todo mundo me pergunta: ‘Mas você esperava coisa diferente do Lula?’ Nunca esperei nada diferente, mas não esperava uma deterioração tão rápida, nem que ele, vendo a deterioração, não fosse reagir. Isso eu acho um pouco surpreendente.

O Lula de agora é um Lula diferente do de outros governos?

Ele voltou outro. É um Lula diferente, mas também o contexto é diferente. Os orçamentos secretos não existiam. Ele não tem habilidade, capacidade para lidar com esse Congresso Nacional, onde há uma deterioração. Mas não é apenas lá. Temos uma crise institucional mais ampla no Brasil.

Os Poderes se recusam a reduzir as suas remunerações. Os tribunais de contas, que foram feitos para tomar conta das contas, têm salários extraordinários, e há quem indique a própria mulher para tomar conta das contas. Você tem criminalidade crescente. Há frustração na Saúde. Faltam vacinas. A educação melhora, mas aos pouquinhos. É preciso um grande líder para dar conta de tudo isso.

Quais os grandes pontos desse cavalo de pau no corte de gastos?

Em primeiro lugar, a Previdência. O envelhecimento da população é claro. Você vê isso pelo próprio presidente, que está com 79 anos e cheio de vigor. Não fosse um acidente de banheiro, que não tem nada a ver com a saúde dele, Lula estaria 100%. Ele deveria dar exemplo. Se está se candidatando à reeleição, por que as pessoas têm que se aposentar aos 65? Precisa também ver com seriedade as indexações. Não faz sentido indexar tudo ao salário mínimo se você quiser dar aumento real.

A segunda coisa é enfrentar o gasto tributário. Por que não mexer na Zona Franca de Manaus? É o gasto público mais ineficiente que existe no Brasil. Não cria nem emprego. Se não vai cortar, muda o conceito. Vamos investir em bioeconomia, tratar da floresta de verdade. Começaria nesses pontos, mas obviamente tem mais coisas.

A grande questão é dar um sinal. O cavalo de pau pode estar apenas na sinalização.

Falando de sinalização, Haddad entrou na cadeia nacional para falar de corte de gastos, mas anunciou isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000. Isso piorou o cenário?

Piorou porque misturou as coisas. Mas tem duas questões.

Primeiro, o pacote não veio com cortes de verdade. Boa parte do que Haddad supostamente propôs –a gente não sabe de verdade– foi esvaziada. Segundo, rico não paga imposto no Brasil, e isso é um absurdo. Mas a reforma da renda deve ser ampla, em cima de todos os mecanismos de bypass [desvios] da tributação, como PJ, Simples, MEI e uma série de pontos que o governo misturou na reforma tributária.

Há quem culpe o Congresso, e ele não é santo. Está preocupado com as suas emendas. Lira [deputado Arthur Lira, presidente da Câmara] direcionou emendas para o seu próprio estado. Alcolumbre [senador Davi Alcolumbre, cotado para ser o próximo presidente da Casa] fica negociando nomeações de agências reguladoras quando o Senado é responsável pela sabatina. Mas qual foi o pacote enviado? Foi ousado? Não. Nesse caso, o Congresso é corresponsável, mas quem deu a diretriz foi o Executivo.

O anúncio também foi mal recebido por causa da sensação de improviso. Como iam mexer no BPC [Benefício de Prestação Continuada], inventaram uma coisa populista sem pensar. No dia seguinte, a Simone foi dizer que não concordava, e o Haddad, que o pacote foi esvaziado. Aí ficou a outra sensação de desunião dentro do governo. Nunca vi reformas estruturais funcionarem sem uma cadeia de comando.

Dizem que o presidente, naquele momento, estava preocupado com o impacto na política, com a eleição, inclusive, a presidencial.

Infelizmente, agora é isso, de dois em dois anos.

Quais são os seus cenários para a economia e para a política até a próxima eleição?

Estou muito pessimista, mas tenho mais esperança na economia. Por mais que Lula tenha perdido a embocadura, ele ainda é um dos maiores políticos que o Brasil já teve. Não acredito que vai querer o suicídio, né? Ele sabe o que é a inflação. Essa história de que o povo não come dólar já acabou. As pessoas já entenderam que o povo come dólar: em algum momento, câmbio bate na inflação de alimentos.

Nenhum governo fica passivo frente à piora do poder de compra da população. Olhe Javier Milei, na Argentina. Apesar do PIB caindo, da pobreza aumentando, está se segurando porque reduziu a inflação do patamar de 20% para 2%. A inflação é inimiga do pobre.

Acredito que, apesar de o ajuste fiscal não estar no seu DNA do presidente, ele vai dar algum sinal. O Brasil vive uma crise de credibilidade. Ninguém confia no amanhã ou que o Lula vai mudar. Então, é Lula que precisa mudar essa percepção.

Na política, não vejo grandes nomes aparecendo até 2026. A minha expectativa é que a nova geração virá apenas em 2030. A gente vai ter que aguentar a polarização. Vejo isso até pelas respostas que recebo aos meus artigos. Nunca são comentários sobre conteúdo –sempre é contra Bolsonaro, ou contra Lula.


RAIO-X

Elena Landau, 66

Nascida no Rio de Janeiro, é advogada e economista, com mestrado em economia pela PUC-RJ, da qual foi professora no Departamento de Economia. Atuou no conselho de administração de várias empresas, entre elas Vale, Cemig, AES e Eletrobras, cujo conselho também presidiu. Foi diretora de Desestatização no BNDES no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Sócia no escritório Sergio Bermudes, também lecionou na Faculdade de Direito da FGV-RJ. Na vida política, foi assessora econômica da presidência do PSDB durante a gestão de Tasso Jereissati e atuou como coordenadora do programa econômico de Simone Tebet (MDB) na campanha presidencial de 2022. É colunista do jornal O Estado de S. Paulo.



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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Ufac realizou a cerimônia de certificação dos estudantes concluintes do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAp), referente ao ano letivo de 2025. Pela primeira vez, a solenidade ocorreu no campus-sede, na noite dessa quinta-feira, 29, no Teatro Universitário, e marcou o encerramento de uma etapa da formação educacional de jovens que agora seguem rumo a novos desafios acadêmicos e profissionais.

A entrada da turma Nexus, formada pelos concluintes do 3º ano, foi acompanhada pela reitora Guida Aquino; pelo diretor do CAp, Cleilton França dos Santos; pela vice-diretora e patronesse da turma, Alessandra Lima Peres de Oliveira; pelo paraninfo, Gilberto Francisco Alves de Melo; pelos homenageados: professores Floripes Silva Rebouças e Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti; além da inspetora homenageada Suzana dos Santos Cabral.

Guida destacou a importância do momento para os estudantes, suas famílias e toda a comunidade escolar. Ela parabenizou os formandos pela conquista e reconheceu o papel essencial dos professores, da equipe pedagógica e dos familiares ao longo da caminhada. “Tenho certeza de que esses jovens seguem preparados para os próximos desafios, levando consigo os valores da educação pública, do conhecimento e da cidadania. Que este seja apenas o início de uma trajetória repleta de conquistas. A Ufac continua de portas abertas e aguarda vocês.”

Durante o ato simbólico da colocação do capelo, os concluintes reafirmaram os valores que orientaram sua trajetória escolar. Em nome da turma, a estudante Isabelly Bevilaqua Rodrigues fez o discurso de oradora.

A cerimônia seguiu com a entrega dos diplomas e as homenagens aos professores e profissionais da escola indicados pelos concluintes, encerrando a noite com o registro da foto oficial da turma.

 



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Especialização em Enfermagem Obstétrica tem aula inaugural — Universidade Federal do Acre

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Especialização em Enfermagem Obstétrica tem aula inaugural — Universidade Federal do Acre

O curso de especialização em Enfermagem Obstétrica teve sua aula inaugural nesta terça-feira, 27, na sala Pedro Martinello do Centro de Convenções, campus-sede da Ufac. O curso é promovido pela Universidade Federal de Minas Gerais, com financiamento do Ministério da Saúde, no âmbito da Rede Alyne; a Ufac é um dos 39 polos que sedia essa formação em nível nacional.

A especialização é presencial, com duração de 16 meses e carga horária de 720 horas; tem como objetivo a formação e qualificação de 21 enfermeiros que já atuam no cuidado à saúde da mulher, preparando-os para a atuação como enfermeiros obstetras. A maior parte dos profissionais participantes é oriunda do interior do Estado do Acre, com predominância da regional do Juruá.

“Isso representa um avanço estratégico para o fortalecimento da atenção obstétrica qualificada nas regiões mais afastadas da capital”, disse a coordenadora local do curso, professora Sheley Lima, que também ressaltou a relevância institucional e social da ação, que está alinhada às políticas nacionais de fortalecimento da atenção à saúde da mulher e de redução da morbimortalidade materna.

A aula inaugural foi ministrada pela professora Ruth Silva Lima da Costa, com o tema “Gravidez na Adolescência e Near Miss Neonatal na Região Norte: Dados da Pesquisa Nascer no Brasil 2”. Ela é doutora em Ciências da Saúde pela Fiocruz, enfermeira da Ufac e docente da Uninorte.

 



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Calendário 2026 do Acre: Veja o calendário do Governo e Judiciário que vai ditar o ritmo do ano

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Foto de capa [internet]

Clique aqui para baixar o calendário estadual completo: Decreto 11.809, Calendário 2026 Acre, ed. 14.173-B, de 22.12.2025

Há quem organize a vida por metas, há quem organize por boletos… e existe um grupo que planeja o ano inteiro por uma régua silenciosa, porém poderosa: o calendário oficial. Desde início de janeiro, essa régua ganhou forma no Acre com dois instrumentos que, na prática, definem como o Estado vai pulsar em 2026 — entre atendimentos, plantões, prazos, audiências e aquele respiro estratégico entre uma data e outra.

De um lado, o Governo do Estado publicou o Decreto nº 11.809, de 22 de dezembro de 2025, fixando feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos do Poder Executivo, do dia 1º de janeiro ao último dia do ano, com a ressalva de que serviços essenciais não podem parar.

Do outro, o Tribunal de Justiça do Acre respondeu com a sua própria cartografia do tempo: a Portaria nº 6569/2025, que institui o calendário do Poder Judiciário acreano para 2026, preservando o funcionamento em regime de plantão sempre que não houver expediente. O texto aparece no DJe (edição nº 7.925) e também em versão integral, como documento administrativo autônomo.

Clique aqui para baixar o calendário forense completo: DJE – Portaria 6.5692025, edição 7.925, 22.12.2025

O “mapa do descanso” tem regras — e tem exceções

No calendário do Executivo, as datas nacionais aparecem como pilares já conhecidos (como Confraternização Universal, Tiradentes, Dia do Trabalho, Independência, Natal), mas o decreto também reforça a identidade local com feriados estaduais e pontos facultativos típicos do Acre.

Chamam atenção duas engrenagens que costumam passar despercebidas fora da rotina pública:

  1. ponto facultativo não é sinônimo de folga garantida — a chefia pode convocar para expediente normal por necessidade do serviço;
  2. quando o servidor é convocado nesses dias, o decreto prevê dispensa de compensação para quem cumprir horário no ponto facultativo.

No Judiciário, a lógica é parecida no objetivo (manter o Estado funcionando), mas diferente na mecânica. A Portaria do TJAC prevê expressamente que, havendo necessidade, pode haver convocação em regime de plantão, respeitando-se o direito à compensação de horas, conforme regramento administrativo interno.

Quando o município faz aniversário, a Justiça muda o passo

O “calendário do fórum” também conversa com o mapa das cidades. A Portaria prevê que, em feriado municipal por aniversário do município, não haverá expediente normal nas comarcas correspondentes — apenas plantão. E, quando o município declara ponto facultativo local, a regra traz até prazo de comunicação no interior: pelo menos 72 horas de antecedência para informar se haverá adesão.

É o tipo de detalhe que não vira manchete — mas vira realidade para quem depende de balcão, distribuição, atendimento e rotina de cartório.

Um ano que já começa “com cara de planejamento”

Logo na largada, o Executivo lista 1º de janeiro como feriado nacional e já prevê, para 2 de janeiro, ponto facultativo (por decreto específico citado no anexo). Também aparecem o Carnaval e a Quarta-feira de Cinzas como pontos facultativos, desenhando, desde cedo, o recorte de semanas que tendem a ser mais curtas e mais estratégicas.

No Judiciário, a Portaria organiza o mesmo período com olhar forense — e, além de datas comuns ao calendário civil, agrega as rotinas próprias do Poder Judiciário, preservando a prestação jurisdicional via plantões e regras de compensação.

Rio Branco também entra no compasso de 2026

Para além do calendário estadual e do Judiciário, a capital também oficializou seu próprio “mapa do tempo”: o Prefeito de Rio Branco editou o Decreto Municipal nº 3.452, de 30/12/2025, estabelecendo os feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos e entidades do Poder Executivo Municipal, com referência expressa ao calendário do Estado.

Na prática, a cidade reforça o mesmo recado institucional: serviços essenciais não param, funcionando por escala ou plantão, e os gestores ficam autorizados a convocar servidores em dias de ponto facultativo, sem exigência de compensação para quem cumprir expediente. No anexo, aparecem datas que impactam diretamente a rotina da população, como o Carnaval (16 a 18/02, ponto facultativo), o Dia do Servidor Público (28/10, ponto facultativo) e o Aniversário de Rio Branco (28/12, feriado municipal) — fechando o ano com a véspera de Ano Novo (31/12, ponto facultativo).

Clique aqui para baixar o calendário municipal completo: DOE, edição 3.452, de 30.12.2025 – Calendário Prefeitura de Rio Branco-AC

Por que isso importa 

O calendário oficial é mais do que uma lista de “dias marcados”: ele é o roteiro do funcionamento do Estado. Para o cidadão, significa previsibilidade; para advogados e jurisdicionados, significa atenção ao modo como cada órgão funcionará em datas críticas; para gestores, significa logística e escala; e para o próprio Acre, significa um desenho institucional que equilibra tradição, trabalho e continuidade.

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