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“Somos contra esta guerra para a qual o Hezbollah nos arrastou”

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Ao pé da velha alfarrobeira, na praça da igreja de São José, em Kfarwa, Ibrahim Bechara fuma narguilé com dois amigos. Fouad Younès, um sírio deslocado, fala com eles. O som dos bombardeamentos israelitas que caíram esta quarta-feira, 16 de Outubro, sobre Nabatiyé, doze quilómetros mais a sul, desperta, a intervalos regulares, a aldeia cristã libanesa do seu torpor.

“Eu sou um homem teimoso”diz o velho dono da mercearia, em tom de brincadeira, antes de saltar da cadeira para dar as boas-vindas a um cliente que entra nas suas instalações com prateleiras escassamente abastecidas. Na segunda-feira, 14 de outubro, Kfarwa recebeu uma ordem de evacuação do exército israelense. A aldeia, localizada às margens do rio Zahrani, entre Saïda e Nabatiyé, fica, no entanto, a mais de 40 quilómetros, em linha recta, da linha de demarcação entre Israel e o Líbano.

As casas de pedra, floridas com buganvílias fúcsia e cercadas por romãzeiras e goiabeiras, foram deixadas à proteção dos santos, cujos ícones guardam as soleiras das portas. Os 300 habitantes que vivem em Kfarwa durante todo o ano foram para Beirute e para o Monte Líbano. A maioria são agricultores que já não têm acesso aos seus campos de oliveiras ou funcionários públicos que já não podem trabalhar em Nabatiyé, devastada pelos bombardeamentos.

Ibrahim, um professor aposentado, cuida de uma mercearia na aldeia cristã de Kfarwa, sul do Líbano, em 16 de outubro de 2024.

Cerca de trinta homens, determinados a ficar, improvisaram vigias para dissuadir ladrões e combatentes do Hezbollah que seriam tentados a invadir a aldeia para lançar foguetes contra Israel. “Não temos medo de sermos bombardeados porque não há alvos militares na aldeia. Estamos protegidos por São José. Somos contra esta guerra para a qual o Hezbollah nos arrastou, mas não podemos fazer nada, é um Estado dentro de um Estado que recebe ordens do Irão”.diz um homem de cinquenta anos em torno do qual se organizam os jovens da aldeia.

“Os israelenses sabem tudo sobre nós”

Alguns usam camisetas pretas e calças militares. Nesta aldeia onde a maioria apoia as Forças Libanesas, um partido de direita cristã, todos têm um avô ou pai que lutou durante a guerra civil (1975-1990) dentro das Falanges Cristãs. Alguns foram mortos por fedayeen palestinos. “Não somos uma força policial ou um exército. Não há necessidade de criar milícias, o exército libanês nos protege. Monitoramos as idas e vindas nas estradas que levam à aldeia. No início da guerra, eles entraram porque precisavam usar a estrada para acessar suas posições”, continua o homem de cinquenta anos.

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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre

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2026.09.24 Visita ao laboratório Charles Mérieux (2).jpg

A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.

O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.

A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Membros da Academia Acreana de Letras visitam a Ufac — Universidade Federal do Acre

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2026.09.25 Visita da Academia Acreana de Letras (2).JPG

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, recebeu membros da Academia Acreana de Letras (AAL), que vieram parabenizá-lo pelo mandato e iniciar as tratativas para fortalecimento da parceria institucional, com incentivo à cultura, à literatura e à extensão acadêmica no Estado. A visita de cortesia ocorreu nesta sexta-feira, 25, na sala de reuniões da Reitoria, campus-sede.

As instituições definiram como encaminhamento a elaboração de um termo de cooperação técnica para aproximar as ações da AAL dos cursos de graduação e das pró-reitorias, com destaque para a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura. A parceria busca integrar a universidade aos projetos culturais da academia, além de apoiar a realização de um grande evento comemorativo ao aniversário da AAL, previsto para este ano, entre 29 de outubro e 17 de novembro.

“Recebo a Academia Acreana de Letras com muita gratidão. Vamos aproximá-la dos nossos processos formativos e das nossas ações de extensão”, disse o reitor Josimar Ferreira. “A universidade já planeja lançar um edital na área de cultura por meio da Agência de Inovação e a academia terá um papel central nesse contexto.”

O presidente da AAL, José Dourado de Souza, ressaltou a relevância da aproximação com a Ufac. “Ficamos muito felizes em prestar essa homenagem ao reitor Josimar, uma pessoa de muita experiência e aberta ao diálogo. A academia busca esse apoio institucional e de materiais para continuar promovendo eventos culturais e ações nas escolas.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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NAI da Ufac realiza evento cultural sobre arte, corpo e inclusão — Universidade Federal do Acre

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1º Evento Cultural Entresentidos-2026 (2).jpg

O Núcleo de Apoio à Inclusão (NAI), da Ufac, realizou a abertura do 1º Evento Cultural Entresentidos: Arte, Corpo e Inclusão, nessa quinta-feira, 24, na modalidade online. Nesta sexta-feira, 25, o evento teve sua etapa presencial no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede. A iniciativa faz alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro.

A Ufac conta com mais de 700 estudantes com deficiência matriculados nos campi sede e Floresta, em Cruzeiro do Sul. O evento marca a transição institucional do NAI, que, a partir da recente reestruturação administrativa da universidade, passou a integrar a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), criada há pouco mais de um mês, tendo como pró-reitora a professora Letícia Mamed.

“A intenção da Proafe é justamente considerar esse público como o centro da nossa política institucional, que estamos organizando, consolidando e ampliando na Ufac”, disse Letícia. “Queremos garantir que esses estudantes não apenas ingressem na universidade, mas tenham uma trajetória de qualidade no ensino, na pesquisa e na extensão até a sua diplomação.”

Professora da rede estadual e mestranda de Matemática da Ufac, Sthefhanie Vidal tem deficiência visual. “Quando você vai a um show sem acessibilidade, você só ouve a multidão e o cantor. Mas quando há audiodescrição e você compreende as expressões faciais, o figurino e a movimentação no palco, você se sente parte real do evento”, pontuou. “Ver o NAI e a Proafe incentivando a cultura acessível é extremamente satisfatório e nos motiva a colaborar para que essa inclusão seja efetiva.”

Assistente social da Ufac, Carla Peres enfatizou o caráter reflexivo da programação. “Este é um momento único e significativo para compreendermos a diversidade que atravessa a nossa universidade. O espaço acadêmico é um aprendizado diário entre diferentes sujeitos e culturas.” Ela agradeceu o trabalho dos intérpretes de língua brasileira de sinais e a parceria com o projeto “Mão em Cenas”, que contribuiu com exposições e apresentações teatrais sobre a expressividade e a identidade dos corpos.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

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