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SP cria órgão para unificar informações de radares – 22/01/2025 – Cotidiano
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Fábio Pescarini
O Governo de São Paulo vai unificar informações de todos os radares meteorológicos do estado e de outros instrumentos de monitoramento de previsão do tempo, inclusive da iniciativa privada. As informações serão gerenciadas pelo Cepram (Centro Paulista de Radares e Alertas Meteorológicos), criado a partir de um decreto publicado no último dia 18 de dezembro.
O novo órgão, que tem sido chamado informalmente de “Cemaden paulista”, em alusão ao Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, está sendo montado nas instalações do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), da Defesa Civil, que está em obras no Palácio dos Bandeirantes, sede da gestão estadual.
O anúncio do Cepram está previsto para a manhã desta quarta-feira (22) e será feito pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O investimento total é estimado em R$ 44 milhões, custo que inclui também sistemas de alertas. O valor contempla, entre outros, a compra de radares meteorológicos, sirenes instaladas em sete municípios e contratação de serviços de meteorologia.
Somente a reforma da estrutura atual do CGE custou cerca de R$ 600 mil. A estimativa é que as instalações fiquem prontas até o fim do mês.
“A gente já vem trabalhando com essas informações, mas o decreto deu mais legitimidade”, afirma o coronel Henguel Ricardo Pereira, coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil.
O Cepram funcionará sob gestão da Defesa Civil estadual e contará com profissionais especializados como meteorologistas, hidrólogos e geólogos de ao menos três secretarias, mais a Casa Militar do gabinete do governador. Os dados serão abertos.
Atualmente, o estado de São Paulo conta com sete radares meteorológicos, dois deles adquiridos recentemente, o de Ilhabela, no litoral norte, que custou R$ 10 milhões, e outro instalado em Campinas, comprado por cerca de R$ 4 milhões e gerenciado pelo Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura), da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
Dos sete, um é gerido pela SP Águas, dois são pela USP (Universidade de São Paulo), três pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) e um pela Unicamp.
Outros dois estão em processo de importação e deverão ser instalados em aproximadamente um ano no Guarujá, na Baixada Santista, e no centro do estado —este terá um raio de atuação de 400 km.
Com dados disponíveis em um único lugar, a ideia é fazer uma cobertura meteorológica mais refinada e informativa de todo o território paulista, inclusive com previsão de eventos extremos.
Também serão utilizadas informações de equipamentos privados, como o de meteorologia do porto de Santos, ou voltados à previsão meteorológica para agricultura.
O projeto de integração começou a ser fomentado após a as chuvas do Carnaval em 2023 que mataram 64 pessoas em São Sebastião, em um evento climático rotulado como extremo.
“As mudanças climáticas chegaram e bateram na nossa porta, é uma realidade”, afirma o chefe da Defessa Civil de São Paulo.
Por enquanto, diz, as imagens geradas pelos radares são analisadas individualmente. Mas a ideia é que sejam sobrepostas.
A segunda fase do projeto é unir as informações do Cepram aos serviços de meteorologia de estados que fazem divisa com São Paulo. “O centro servirá de referência para outros estados”, diz.
Com os dados em mãos, diz o coronel Henguel, será possível tomar decisões preventivas e emitir alertas mais assertivos para áreas de risco.
As chuvas deste mês em Peruíbe, no litoral sul paulista, deixaram quase 500 desabrigados, mas não houve nenhuma morte, diz ele, porque todas as pessoas que estavam na região foram avisadas do perigo — desde o início de dezembro, alertas compulsórios são disparados para telefones celulares que estejam em áreas de riscos extremo ou severo no estado de São Paulo.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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