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SP deve ter chuva forte a partir da tarde desta sexta (15) – 15/11/2024 – Cotidiano

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Claudinei Queiroz

O feriado de Proclamação da República, celebrado nesta sexta-feira (15), deve ter muita chuva no estado de São Paulo, com risco elevado de alagamentos, enchentes e transbordamentos de rios e córregos tanto na região metropolitana quanto em cidades do interior.

A previsão do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas) da Prefeitura de São Paulo é de o dia começar com céu nublado na capital paulista, com os termômetros na marca dos 16°C na madrugada e 23°C de máxima à tarde. O problema é que toda a região Sudeste está com muita umidade do ar, o que deve provocar chuva na forma de pancadas de moderada a forte intensidade a partir da tarde, elevando o risco para a formação de alagamentos e transbordamentos de rios e córregos.

Esse tempo chuvoso nesta sexta pode atrapalhar o deslocamento dos 64.851 candidatos que disputarão o vestibular da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho) em 35 cidades brasileiras, sendo 31 no estado de São Paulo, das 14h às 19h. Por isso, os estudantes precisam sair com antecedência para não perderem o horário.

Essa chuva mais forte deve continuar até a manhã de sábado (16), que também deverá ter o céu com muitas nuvens e o aparecimento do sol, mas com possibilidade de chuva isolada e passageira. A temperatura nesse dia deve variar entre 19°C e 23°C.

Segundo o CGE, esse cenário meteorológico é provocado pelo fluxo de umidade da região Centro-Norte do país, associado a uma frente fria praticamente estacionária no oceano Atlântico na altura do Sudeste.

Isso deve fazer com que o sábado comece com tempo instável e chuvoso desde a madrugada, mantendo-se assim na maior parte do dia. Nesse dia, a previsão é de precipitação de cerca de 40 mm na região metropolitana de São Paulo, quadro que eleva consideravelmente o risco de formação de alagamentos, transbordamento de rios e córregos, bem como quedas de árvores.

“São esperados elevados volumes de chuva, o que também aumenta a condição de deslizamentos de terra. As temperaturas variam entre mínima de 18°C e a máxima não passa dos 23°C. Umidade relativa do ar em alta com valores mínimos acima dos 75%. No domingo (17) a condição de chuva intensa diminui, mas ainda há previsão de precipitação isolada, porém de curta duração ao longo do dia. Temperatura mínima de 18°C e máxima ao redor dos 25°C”, informa o CGE.

Para o interior do estado, a previsão é que esta sexta seja ainda mais chuvosa em algumas regiões do que na capital. O CGE da Defesa Civil estadual emitiu um boletim informando que há condições para temporais, seguidos por raios e rajadas de vento nas regiões de Araraquara, Barretos, Bauru, Campinas, Franca, Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto e Sorocaba.

Já as regiões do Vale do Paraíba, São José dos Campos, Baixada Santista, litoral norte, São José do Rio Preto, Araçatuba, Vale do Ribeira, Itapeva e região metropolitana de São Paulo devem registrar acumulados mais baixos, porém, não são descartados momentos de fortes chuvas.

“Diante deste cenário, fique atento às recomendações da Defesa Civil e se programe ao sair de casa ou viajar. Evite áreas arborizadas durante a tempestade, devido ao risco de quedas de árvores. Jamais enfrente áreas alagadas ou com enxurradas. Uma lâmina com 15 cm de água pode arrastar uma pessoa e com 30 cm, levar um automóvel”, alerta a Defesa Civil.

O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) informa que não há previsão de ventos muito fortes no estado de São Paulo, apenas moderados, entre 40 e 60 km/h. Com esses, porém, galhos podem ser danificados e provocar apagões. O instituto destaca que o risco passa a ser elevado a partir de 75 km/h, quando pode ocorrer quedas de árvores e danos em construções. Rajadas de 90 km/h ou acima já entram no nível crítico, representando a possibilidade de árvores arrancadas e danos estruturais em construções.



Leia Mais: Folha

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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