POLÍTICA
SP supera meta proposta pelo governo em compra de…
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11 meses atrásem
Pedro Pupulim
Cerca de 53,9% dos recursos repassados pelo governo federal à Prefeitura de São Paulo, através do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), foram utilizados, em 2024, para a compra de alimentos com origem na Agricultura Familiar e no Empreendedor Familiar Rural, superando a meta de 30% prevista em uma lei de 2009 que dispõe sobre a alimentação escolar. Foram mais de 50,9 milhões de reais investidos em compras de insumos para merendas escolares, um aumento de cerca de 35% em relação a 2023, quando o valor foi de 37,5 milhões.
O cardápio das escolas municipais é elaborado por nutricionistas priorizando a oferta de alimentos in natura e minimamente processados, além da compra de itens da agricultura familiar, de acordo com as diretrizes nutricionais estabelecidas pelo PNAE para toda a Rede Municipal de Ensino.
Para conscientizar e aproximar os estudantes da Agricultura Familiar, a Secretaria Municipal de Educação também promoveu o “Rolê Agroecológico”, que levou os estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental para experiências práticas de vivência na agricultura familiar e ampliar o acesso a hábitos alimentares saudáveis em hortas urbanas e rurais, tanto orgânicas quanto de base agroecológica.
A Prefeitura da cidade informou que esses investimentos feitos beneficiaram mais de 16.000 estudantes de 325 unidades educacionais diferentes.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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8 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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