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Streeting defende o uso do setor privado pelo NHS, mas diz que deve ‘puxar seu peso’ | Serviço Nacional de Saúde
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2 anos atrásem
Pippa Crerar and Denis Campbell
Wes Streeting defendeu o uso crescente do sector privado para ajudar a enfrentar as longas listas de espera para tratamento, mas disse que os prestadores devem “fazer a sua parte” e não retirar recursos do NHS.
O secretário de saúde, que já disse “esquerdistas de classe média” arriscou colocar a pureza ideológica à frente do atendimento ao paciente, disse que seria “totalmente pragmático” quanto ao uso da capacidade ociosa no setor privado.
O governo anunciado esta semana que os hospitais privados forneceriam aos pacientes do NHS em Inglaterra até 1 milhão de consultas, exames e operações adicionais por ano, como parte do esforço para acabar com o atraso.
“Os conservadores abriram neste país um sistema de dois níveis, onde aqueles que pudessem pagar pagariam para se tornarem privados, sendo vistos mais rapidamente, e aqueles que não pudessem seriam deixados para trás”, disse Streeting.
“É uma questão de princípio para mim que acabemos com esse sistema de dois níveis. Onde houver capacidade disponível no setor independente, iremos utilizá-la. Concordámos em trabalhar com eles e eles trabalharão connosco para reduzir Serviço Nacional de Saúde tempos de espera.”
Mas acrescentou: “Ao mesmo tempo, o sector independente tem de exercer a sua influência. Tem que haver capacidade genuinamente adicional.
“Sou totalmente pragmático quanto a isto… O setor independente da saúde não vai a lado nenhum e pode ajudar-nos a sair do buraco em que nos encontramos.
Mas o Centro de Saúde e o Interesse Público, que acompanha a privatização do NHS, disse que Streeting estava a dizer “absurdo total” sobre o sector privado fornecer capacidade extra porque quase todos os médicos que utiliza para realizar operações são funcionários do NHS.
“Simplificando, os hospitais privados são incapazes de realizar quaisquer operações sem recorrer a cirurgiões consultores ou anestesistas do NHS”, afirmou. “Permitir que os consultores do NHS façam o trabalho fácil no sector privado priva o NHS de pessoal e de rendimentos.”
Streeting, cujo departamento recebeu £ 22 bilhões extras no orçamento, disse que queria fazer uma “grande aposta em tecnologia” na revisão de gastos para ajudar a melhorar a produtividade no NHS.
Mas ele acrescentou: “O pessoal do NHS diz que adoramos o que você diz sobre IA, genômica, aprendizado de máquina, mas ficaríamos gratos se pudéssemos simplesmente ligar uma máquina e ela funcionaria pela manhã”.
Como parte do plano de 10 anos do governo para o NHS, a ser publicado nesta Primavera, Streeting pretende mudar o foco da doença para a prevenção, com o objectivo de reduzir o tempo que as pessoas passam cronicamente doentes.
Streeting disse que ainda é o seu plano “introduzir” a indústria alimentar na promoção de opções mais saudáveis para enfrentar a crise da obesidade, e está a trabalhar com o sector e outros departamentos de Whitehall num plano a ser publicado este ano.
Ele também disse que os medicamentos para perda de peso não poderiam ser um “cartão para sair da prisão” para pessoas que desejam perder algumas pedras e, em troca, os pacientes devem melhorar sua dieta e exercícios. “As evidências são extremamente encorajadoras, mas são complicadas e cheias de nuances”, acrescentou.
Ele sugeriu que a mudança planejada nos cuidados de saúde dos hospitais para a comunidade não resultaria no fechamento de instalações locais. “A garantia que posso oferecer é que, com a nossa sociedade cada vez mais envelhecida, os hospitais vieram para ficar e têm um papel importante a desempenhar.”
A crise de inverno do NHS continua a agravar-se, com mais pessoas hospitalizadas a serem tratadas contra a gripe e um número recorde de longos atrasos na entrega de ambulâncias do pronto-socorro.
A intensa pressão sobre o serviço em meio à onda de frio em todo o Reino Unido fez com que os pacientes fossem tratados em cadeiras “o dia todo e a noite toda” e que a academia do hospital fosse transformada em uma enfermaria lotada.
Uma média de 5.408 pessoas estavam hospitalizadas em Inglaterra com gripe todos os dias na semana passada – o segundo maior número desde a pandemia de Covid e um aumento de 21% em relação aos 4.469 observados na semana anterior.
O que Streeting chamou de “onda de gripe” também fez com que mais pessoas recebessem cuidados de vida ou morte em cuidados intensivos (256) do que uma semana antes (211).
NHS Inglaterra dados mais recentes sobre “sitreps de inverno”publicado na quinta-feira, mostrou que 19.554 pessoas ficaram presas na traseira de uma ambulância na semana passada por pelo menos uma hora antes de serem entregues à equipe do pronto-socorro porque os hospitais estavam muito ocupados. Eles representaram 21% de todas as transferências, acima dos 13% da semana anterior.
Os médicos estão alarmados com as condições caóticas nos hospitais superlotados, colocando os pacientes em risco. Mashkur Khan, do Royal College of Physicians, disse: “Nossa academia de fisioterapia agora foi ocupada por camas extras e os corredores estão lotados. Os pacientes muitas vezes são tratados em cadeiras o dia todo e a noite toda.”
O professor Sir Stephen Powis, diretor médico nacional do NHS Inglaterra, disse que os hospitais estavam sob “pressão excepcional”, com a equipe de pronto-socorro tão sobrecarregada que alguns “diziam que seus dias de trabalho pareciam alguns dos dias que tivemos durante o auge da pandemia”. .
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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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