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Supremo tribunal de Hong Kong decide a favor dos direitos dos casais do mesmo sexo | Notícias LGBTQ
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2 anos atrásem
O juiz decide que as políticas do governo que favorecem os casais heterossexuais “não podem ser justificadas”.
O tribunal superior de Hong Kong decidiu afirmar os direitos de habitação e herança para casais do mesmo sexo, posicionando-se contra o governo numa vitória para a comunidade LGBTQ da cidade.
O presidente do tribunal, Andrew Cheung, escreveu em duas decisões na terça-feira que o Tribunal de Última Instância rejeitou por unanimidade os recursos interpostos pelo governo de Hong Kong contra decisões anteriores que afirmavam os direitos LGBTQ.
A advogada governamental Monica Carss-Frisk argumentou que a política habitacional de Hong Kong foi concebida para apoiar a “procriação” entre parceiros do sexo oposto.
Mas na sua decisão, Cheung disse que as políticas que excluem casais do mesmo sexo de apartamentos públicos para arrendamento e de apartamentos subsidiados vendidos ao abrigo do Regime de Propriedade de Casa da cidade “não podem ser justificadas”.
“(Para) casais do mesmo sexo necessitados que não podem pagar alojamento privado para alugar, a política de exclusão (do governo) pode muito bem significar privá-los de qualquer oportunidade realista de partilhar a vida familiar sob o mesmo tecto”, disse Cheung.
Sobre a questão da herança, os juízes Joseph Fok e Roberto Ribeiro escreveram na decisão de terça-feira que as autoridades também “não conseguiram justificar o tratamento diferenciado” de casais do mesmo sexo.
Os juízes consideraram as regras existentes que excluem casais do mesmo sexo dos benefícios aplicáveis a marido e mulher quando se trata de distribuição de bens de uma pessoa falecida como “discriminatórias e inconstitucionais”.
A decisão de terça-feira marca o fim de uma batalha legal de seis anos que começou quando o residente Nick Infinger levou o governo de Hong Kong a tribunal por causa de uma política que excluía ele e o seu parceiro do arrendamento de habitações públicas, uma vez que não eram considerados uma “família normal”.
O caso foi posteriormente ouvido juntamente com o de outro casal, Henry Li e o seu falecido marido Edgar Ng, que também contestaram as políticas governamentais sobre habitação subsidiada e regras de herança que excluem casais do mesmo sexo.
Infinger e Li venceram o desafio constitucional no Tribunal de Recurso de Hong Kong em Outubro de 2023. Mas em Fevereiro o governo levou os casos ao Tribunal de Última Instância, onde o painel de cinco juízes locais decidiu esta semana.
A decisão surge após uma vitória parcial dos direitos LGBTQ em Hong Kong, em Setembro de 2023, quando o mesmo tribunal decidiu contra a concessão de direitos matrimoniais plenos a casais do mesmo sexo, mas deu ao governo dois anos para estabelecer um quadro que alargasse outros direitos.
Os activistas disseram esperar que o quadro obrigatório proteja os direitos LGBTQ de uma forma mais sistémica, para que não tenham de depender de vitórias incrementais nos tribunais.
O grupo de defesa da Igualdade no Casamento de Hong Kong aplaudiu as decisões de terça-feira, mas instou o governo “a acabar imediatamente com a exclusão de casais do mesmo sexo do casamento”.
O apoio público ao casamento entre pessoas do mesmo sexo em Hong Kong está a crescer e atingiu 60% no ano passado, de acordo com um inquérito conjunto realizado por três universidades.
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac entrega computadores para coordenações de PPGs — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi), da Ufac, entregou notebooks e computadores para as coordenações e as secretarias dos programas de pós-graduação (PPGs) da instituição. A solenidade ocorreu nesta sexta-feira, 28, no auditório da Pró-Reitoria de Graducação, campus-sede. Na ocasião, foram abordadas pautas como a liberação de mais de R$ 400 mil em recursos do Programa de Apoio à Pós-Graduação, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.
“A pesquisa e a pós-graduação foram a base que me consolidaram na gestão universitária. Queremos dialogar com os coordenadores para atender às demandas de pessoal, de espaço e de ajuste de fluxo”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Trataremos com a mesma atenção os mestrados acadêmicos, os mestrados profissionais e os programas em rede. Isso é uma condição mínima de trabalho para cada programa no seu dia a dia.”
Para o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti, a medida visa fortalecer a infraestrutura de apoio à produção científica e tecnológica regional. “São equipamentos novos, com boa configuração, que vão dar suporte aos coordenadores comandarem esses programas tão necessários para o desenvolvimento da pesquisa, da inovação e da pós-graduação em nossa região”, comentou.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac propõe criação do curso de Psicologia no campus Floresta — Universidade Federal do Acre
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26 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com o secretário de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Marcus Vinícius David, e a equipe da Secretaria de Educação Superior (Sesu), nessa terça-feira, 25, em Brasília. A pauta foi a formalização da proposta de criação do curso de Psicologia no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A expectativa da universidade é de que o curso possa ser ofertado a partir de 2027.
O reitor destacou que o Vale do Juruá não dispõe de formação superior com esse perfil e que profissionais que atuam na região muitas vezes vêm de Rio Branco ou de outros Estados. A avaliação da gestão é de que existe demanda por psicólogos tanto no atendimento pelo Sistema Único de Saúde quanto no setor privado.
A criação do curso integra as possibilidades do Programa Universidades Transformadoras e, de acordo com o reitor, foi uma das demandas apontadas durante o processo eleitoral da atual gestão “Seria uma oportunidade para os filhos, os jovens que estão saindo do ensino médio, que têm o sonho de caminhar nessa área da saúde e se formar em Psicologia”, pontuou Josimar.
Na agenda com o MEC, também foram apresentadas outras demandas da universidade. O reitor convidou formalmente Marcus Vinícius David para conhecer o campus Floresta e visitar obras da Ufac vinculadas ao Programa de Aceleração do Crescimento no campus Fronteira, em Brasileia.
Nesta quarta-feira, 26, Josimar também participou da 188ª Reunião Extraordinária do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), realizada na sede da entidade, em Brasília. A participação integrou a agenda institucional da Ufac na capital federal.
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