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Suspeito do assassinato de general russo detido em Moscou, dizem autoridades | Rússia

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Pjotr Sauer and agencies

A Rússia deteve um cidadão uzbeque que os investigadores acreditam ter colocado a bomba que matou o tenente-general Igor Kirillov seguindo as instruções do serviço de segurança da Ucrânia, afirmou o comitê de investigação do país.

O jovem de 29 anos teria sido recrutado pelos serviços especiais ucranianos e prometeu 100 mil dólares e uma viagem para a União Europeia, informou a agência de notícias Tass, citando a agência de espionagem doméstica do país, a FSB.

O homem foi preso na aldeia de Chernoye, no distrito de Balashikha, em Moscou, informou a agência de notícias Ria, citando a porta-voz do Ministério do Interior, Irina Volk.

Kirillov, chefe da unidade militar de armas químicas, biológicas e radiológicas, foi morto junto com seu assistente quando uma bomba escondida em uma scooter elétrica explodiu quando os dois homens deixavam um prédio em uma área residencial no sudeste de Moscou, na terça-feira.

O Kremlin disse que o “regime nazista” ucraniano estava por trás do assassinato de Kirillov.

“Entendemos quem é nosso inimigo e do que ele é capaz. Isto prova mais uma vez a legitimidade das nossas ações durante a operação militar especial”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

A investigação estava “progredindo de forma bastante eficaz”, acrescentou.

O assassinato do general marca mais um marco embaraçoso para os poderosos serviços de inteligência russos FSB, que foram distraídos pela guerra em Ucrânia e uma repressão implacável à oposição política interna.

Kirillov foi o oficial militar russo mais graduado a ser assassinado dentro Rússia. O serviço de inteligência ucraniano SBU, que o acusou de ser responsável pelo uso de armas químicas contra as tropas ucranianas, algo que Moscovo nega, assumiu a responsabilidade pelo assassinato.

O comitê de investigação da Rússia, que investiga crimes graves, disse em comunicado na quarta-feira que o suspeito não identificado lhes disse que tinha vindo a Moscou para cumprir uma missão para os serviços de inteligência da Ucrânia.

Num vídeo da confissão publicado pelo meio de comunicação Baza, que é conhecido por ter fontes nos círculos policiais russos, o suspeito é visto sentado numa carrinha descrevendo as suas ações. Não ficou claro em que condições ele estava falando e a Reuters não conseguiu verificar imediatamente a autenticidade do vídeo.

Vestido com um casaco de inverno, o suspeito é mostrado dizendo que veio a Moscou por ordem dos serviços de inteligência da Ucrânia, comprou uma scooter elétrica e recebeu um dispositivo explosivo improvisado para realizar o ataque meses depois.

Ele descreve como colocou o dispositivo na scooter elétrica, que estacionou na entrada do prédio onde Kirillov morava. Os investigadores citaram-no como tendo dito que havia instalado uma câmera de vigilância em um carro alugado nas proximidades e que os organizadores do assassinato, que ele teria dito estarem baseados na cidade ucraniana de Dnipro, usaram a câmera para observar o que estava acontecendo. acontecendo.

O suspeito, que nasceu em 1995, é mostrado dizendo que detonou o dispositivo remotamente assim que Kirillov saiu do prédio.

Ele diz que a Ucrânia lhe ofereceu US$ 100 mil por seu papel no assassinato e residência em um país europeu.

Os investigadores disseram que estavam identificando outras pessoas envolvidas no assassinato e o jornal diário Kommersant informou que outro suspeito foi detido.

A cidadania do Uzbequistão do suspeito poderá levar a um novo aumento dos sentimentos anti-imigrantes na Rússia.

Vários milhões de asiáticos centrais trabalham na Rússia, principalmente nas indústrias de construção e serviços. Uma série de recentes ataques terroristas orquestrados por cidadãos radicalizados da Ásia Central desencadeou um aumento da xenofobia e uma onda de batidas policiais em centros de alojamento de migrantes. As leis de imigração também foram reforçadas.

Houve ainda mais indignação em Moscovo devido a um editorial do jornal britânico Times que descrevia a morte de Kirillov como “um acto legítimo de defesa”.

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, ameaçado retribuição contra jornalistas do Times em seu canal pessoal do Telegram na quarta-feira, escrevendo que o jornal era “cúmplice daqueles que perpetraram crimes contra a Rússia”.

“A esse respeito, tenha cuidado! Porque muitas coisas acontecem em Londres”, escreveu Medvedev, que serviu como presidente da Rússia entre 2008 e 2012 e é conhecido como um dos funcionários mais agressivos do país.

Respondendo à postagem de Medvedev, o secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, David Lammy, escreveu no X que sua “ameaça de gangster contra jornalistas do Times cheira a desespero”.

“Nossos jornais representam o melhor dos valores britânicos: liberdade, democracia e pensamento independente”, escreveu Lammy ao lado de uma foto sua lendo o Times.

Reuters contribuiu para este relatório



Leia Mais: The Guardian

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna-2.jpg

A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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