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Talibã do Afeganistão envia delegação à cúpula climática da COP – DW – 10/11/2024

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Talibã funcionários de Afeganistão participará da conferência da ONU sobre o clima que começa na próxima semana em Baku, no Azerbaijãodisse o Ministério das Relações Exteriores do país às agências de notícias AFP e Reuters no domingo.

Será a primeira vez que o Afeganistão participará na cimeira global anual sobre o clima desde que os talibãs recuperaram o poder em 2021, em meio a a rápida retirada dos EUA do paísduas décadas depois de derrubar o anterior regime talibã.

O governo talibã não é reconhecido internacionalmente e a ONU não permitiu que os talibãs ocupassem o assento do Afeganistão na Assembleia Geral.

COP29 os organizadores também adiaram a decisão de considerar a participação afegã desde 2021, o que significa que o país não pôde participar noutras cimeiras recentes, apesar de tentar.

As ONG afegãs também se queixaram de que tinham dificuldade em participar em tais sessões desde o regresso dos Taliban.

Um homem sentado em um telhado de concreto caído durante as enchentes na vila de Borka, em Baghlan, Afeganistão, em 13 de maio de 2024.
Após um período de seca, as chuvas sazonais provocaram grandes inundações repentinas no norte do Afeganistão em Maio deste ano.Imagem: Muhammad Yasin/Middle East Images/AFP/Getty Images

Chefe da agência ambiental diz que a mudança climática é um assunto “humanitário”, não político

“Uma delegação do governo afegão estará em Baku” para a cúpula, disse à AFP o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Afeganistão, Abdul Qahar Balkhi.

Tanto a AFP como a Reuters relataram, citando fontes não oficiais, que a delegação talibã teria apenas o estatuto de observador, em vez de ser um participante de pleno direito.

A Reuters citou uma fonte diplomática dizendo que isso significa que a delegação, da agência ambiental nacional, seria capaz de “potencialmente participar em discussões periféricas e potencialmente realizar reuniões bilaterais”.

Não foi possível dar aos delegados credenciais padrão como participantes plenos, disse a fonte, dado que o Taliban não foi reconhecido como o governo legítimo do Afeganistão.

Mulheres afegãs, expulsas pelo Taleban, estudam medicina no exterior

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O Taleban busca mais reconhecimento internacional em gerale fizeram algumas incursões – como a participação em reuniões organizadas pela ONU em Doha e a participação de ministros talibãs em fóruns na China e na Ásia Central nos últimos dois anos.

Mas a sua governação fundamentalista, particularmente o tratamento que dispensam às mulheres e às meninase a natureza violenta do seu regresso ao poder ainda deixaram os Taliban mais ou menos isolado no cenário mundial.

No entanto, sobre o tema das alterações climáticas, funcionários da Agência Nacional de Protecção Ambiental (NEPA) do país argumentam que as barreiras políticas à entrada deveriam ser ainda menores, dada a natureza da questão.

“A mudança climática é um assunto humanitário”, disse à AFP o vice-chefe da NEPA, Zainulabedin Abid, no mês passado. “Apelamos à comunidade internacional para que não relacione as alterações climáticas com a política.”

Esta fotografia tirada em 27 de outubro de 2024 mostra o vice-chefe da Agência Nacional de Proteção Ambiental (NEPA) do Afeganistão, Zainulabedin Abid, falando durante uma entrevista à AFP em seu escritório em Cabul.
Zainulabedin Abid, vice-chefe da Agência Nacional de Proteção Ambiental, disse no mês passado que as mudanças climáticas deveriam ser consideradas uma questão humanitária e não política.Imagem: Charlotte Machado/AFP/Getty Images

País em risco, onde secas e inundações repentinas já são comuns

Apesar de uma população comparativamente pequena e escassa, o Afeganistão é considerado um dos países mais afetados pelas alterações climáticas em todo o mundo.

As inundações repentinas no início deste ano mataram centenas de pessoas, e o país altamente dependente da agricultura tem sofrido uma das piores secas das últimas décadas.

Muitos afegãos vivem como agricultores de subsistência e enfrentam uma insegurança alimentar cada vez mais profunda no meio das chuvas sazonais flutuantes e da paisagem muitas vezes árida.

A fraca resposta do Taliban às inundações repentinas foi criticada

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A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2024, mais conhecida como COP29, está programada para acontecer de segunda-feira, 11 de novembro, até 22 de novembro, sexta-feira seguinte.

msh/wmr (AFP, Reuters)



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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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