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Taliban reforma o sistema educacional do Afeganistão – DW – 30/11/2024

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“Os talibãs fizeram mudanças fundamentais nos currículos escolares e universitários do país nos últimos três anos”, informou a organização afegã de direitos humanos Rawadari. A organização, fundada pelo ex-chefe da Comissão Independente de Direitos Humanos do Afeganistão, Shahrzad Akbar, documenta violações dos direitos humanos no país.

O Islamista Talibã governantes têm proibiu as meninas de frequentar a escola além da sexta série e as mulheres de irem à universidade. Também removeram todos os tópicos relacionados com os direitos humanos e os direitos das mulheres dos currículos escolares e universitários, dizendo que questões relacionadas com a igualdade, a liberdade, as eleições e a democracia contradizem a ideologia talibã.

Eles não param por aí. As abordagens educativas inclusivas e não discriminatórias, que são particularmente importantes no Afeganistão devido às suas muitas minorias étnicas e religiosas, também estão a ser abandonadas.

Jornalista exilada produz TV para mulheres no Afeganistão

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A aquisição de salas de aula e salas de aula pelo Talibã

“O ensino em diferentes línguas maternas e a cobertura de assuntos relacionados com religião, cultura e história tem sido severamente restringido aos estudantes destas minorias”, disse Rawadari. “O acesso a programas de alfabetização e formação profissional também foi severamente restringido para meninas com deficiência.”

“Os talibãs removeram muito conteúdo dos livros escolares”, disse Sardar Mohammad Rahimi, que serviu como vice-ministro da Educação do Afeganistão até a tomada do poder pelos talibãs em agosto de 2021.

“Os talibãs ainda não têm capacidade para criar novos conteúdos”, disse Rahimi, que agora vive no exílio francês e trabalha como professor visitante na Universidade INALCO, em Paris, à DW. “Faltam-lhes tanto os especialistas como os meios técnicos para redesenhar e publicar completamente os currículos. Levariam cerca de cinco anos para transformar fundamentalmente o sistema educativo.”

Sem cantar, sem ler: mulheres protestam contra a proibição do Taliban online

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Muitos intelectuais e académicos afegãos deixaram o país desde a tomada do poder pelos Taliban. Os governantes islâmicos também demitiram numerosos conferencistas e professores de escolas e universidades nos últimos três anos. Foram substituídos principalmente por licenciados em escolas religiosas que seguem a ideologia dos Taliban.

“Os talibãs estão atualmente concentrados na expansão das suas escolas religiosas, as madrassas; este é um desenvolvimento perigoso”, disse Rahimi.

Rejeição das mulheres e dos direitos humanos

Madrassas, ou escolas religiosas, existem em muitos países islâmicos. Em Afeganistãoestas escolas são controladas pelos talibãs. O seu objectivo é promover uma interpretação estrita do Islão e garantir que a sua visão do Islão seja transmitida à próxima geração.

Os talibãs seguem uma interpretação extremamente conservadora do Islão sunita, que apela à aplicação da Sharia, ou lei islâmica, em todas as áreas da vida. Também propaga uma ordem social rígida. Os Taliban rejeitam os direitos das mulheres e os direitos humanos e consideram o mundo ocidental uma influência prejudicial na sociedade islâmica. Desde que regressou ao poder em 2021, os talibãs inverteram os progressos realizados nas últimas duas décadas no que respeita à Direitos das mulheres afegãs.

Uma mulher vestida de burca caminha com uma garota por uma rua em Cabul em 7 de maio de 2022
As mulheres não estão autorizadas a mostrar o rosto em público ou a levantar a vozImagem: AHMAD SAHEL ARMAN/AFP

Organizações de direitos humanos como a Amnistia Internacional relatam frequentemente como mulheres e raparigas afegãs são sujeitas a punições brutais por alegadamente “comportamento não-islâmico”. As punições incluem prisão, sofrendo violência sexual enquanto estava sob custódia e flagelações públicas. Além disso, muitas raparigas que já não podem frequentar a escola são forçadas a casar.

‘Um inferno de opressão estrutural e violência sistemática’

“Os talibãs transformaram o país num inferno de opressão estrutural e violência sistemática contra mulheres e meninas afegãs”, disse Maryam Marof Arwin à DW. A activista afegã das mulheres e dos direitos humanos alertou urgentemente para as consequências da criminalização das mulheres, referindo-se às leis talibãs que impõem restrições de longo alcance às mulheres e raparigas.

Estas leis não só obrigam as mulheres a cobrir o rosto e o corpo em público, mas também as proíbem de levantar a voz fora de casa. Os rapazes monitoram as mulheres e agem como moral police para fazer cumprir as regras.

“Precisamos urgentemente de um plano coordenado para a educação online para todas as crianças em idade escolar no Afeganistão”, disse Rahimi. “Existem numerosos projetos liderados por estrangeiros que atualmente apoiam meninas, em particular, que não têm acesso às escolas secundárias, com materiais didáticos. Se estes projetos fossem melhor coordenados, poderiam dar um contributo significativo para a educação de todas as crianças do Afeganistão.”

Mulheres afegãs, expulsas pelo Taleban, estudam medicina no exterior

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Este artigo foi traduzido do alemão.



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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Ufac realizou a cerimônia de certificação dos estudantes concluintes do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAp), referente ao ano letivo de 2025. Pela primeira vez, a solenidade ocorreu no campus-sede, na noite dessa quinta-feira, 29, no Teatro Universitário, e marcou o encerramento de uma etapa da formação educacional de jovens que agora seguem rumo a novos desafios acadêmicos e profissionais.

A entrada da turma Nexus, formada pelos concluintes do 3º ano, foi acompanhada pela reitora Guida Aquino; pelo diretor do CAp, Cleilton França dos Santos; pela vice-diretora e patronesse da turma, Alessandra Lima Peres de Oliveira; pelo paraninfo, Gilberto Francisco Alves de Melo; pelos homenageados: professores Floripes Silva Rebouças e Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti; além da inspetora homenageada Suzana dos Santos Cabral.

Guida destacou a importância do momento para os estudantes, suas famílias e toda a comunidade escolar. Ela parabenizou os formandos pela conquista e reconheceu o papel essencial dos professores, da equipe pedagógica e dos familiares ao longo da caminhada. “Tenho certeza de que esses jovens seguem preparados para os próximos desafios, levando consigo os valores da educação pública, do conhecimento e da cidadania. Que este seja apenas o início de uma trajetória repleta de conquistas. A Ufac continua de portas abertas e aguarda vocês.”

Durante o ato simbólico da colocação do capelo, os concluintes reafirmaram os valores que orientaram sua trajetória escolar. Em nome da turma, a estudante Isabelly Bevilaqua Rodrigues fez o discurso de oradora.

A cerimônia seguiu com a entrega dos diplomas e as homenagens aos professores e profissionais da escola indicados pelos concluintes, encerrando a noite com o registro da foto oficial da turma.

 



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Especialização em Enfermagem Obstétrica tem aula inaugural — Universidade Federal do Acre

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Especialização em Enfermagem Obstétrica tem aula inaugural — Universidade Federal do Acre

O curso de especialização em Enfermagem Obstétrica teve sua aula inaugural nesta terça-feira, 27, na sala Pedro Martinello do Centro de Convenções, campus-sede da Ufac. O curso é promovido pela Universidade Federal de Minas Gerais, com financiamento do Ministério da Saúde, no âmbito da Rede Alyne; a Ufac é um dos 39 polos que sedia essa formação em nível nacional.

A especialização é presencial, com duração de 16 meses e carga horária de 720 horas; tem como objetivo a formação e qualificação de 21 enfermeiros que já atuam no cuidado à saúde da mulher, preparando-os para a atuação como enfermeiros obstetras. A maior parte dos profissionais participantes é oriunda do interior do Estado do Acre, com predominância da regional do Juruá.

“Isso representa um avanço estratégico para o fortalecimento da atenção obstétrica qualificada nas regiões mais afastadas da capital”, disse a coordenadora local do curso, professora Sheley Lima, que também ressaltou a relevância institucional e social da ação, que está alinhada às políticas nacionais de fortalecimento da atenção à saúde da mulher e de redução da morbimortalidade materna.

A aula inaugural foi ministrada pela professora Ruth Silva Lima da Costa, com o tema “Gravidez na Adolescência e Near Miss Neonatal na Região Norte: Dados da Pesquisa Nascer no Brasil 2”. Ela é doutora em Ciências da Saúde pela Fiocruz, enfermeira da Ufac e docente da Uninorte.

 



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Calendário 2026 do Acre: Veja o calendário do Governo e Judiciário que vai ditar o ritmo do ano

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Foto de capa [internet]

Clique aqui para baixar o calendário estadual completo: Decreto 11.809, Calendário 2026 Acre, ed. 14.173-B, de 22.12.2025

Há quem organize a vida por metas, há quem organize por boletos… e existe um grupo que planeja o ano inteiro por uma régua silenciosa, porém poderosa: o calendário oficial. Desde início de janeiro, essa régua ganhou forma no Acre com dois instrumentos que, na prática, definem como o Estado vai pulsar em 2026 — entre atendimentos, plantões, prazos, audiências e aquele respiro estratégico entre uma data e outra.

De um lado, o Governo do Estado publicou o Decreto nº 11.809, de 22 de dezembro de 2025, fixando feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos do Poder Executivo, do dia 1º de janeiro ao último dia do ano, com a ressalva de que serviços essenciais não podem parar.

Do outro, o Tribunal de Justiça do Acre respondeu com a sua própria cartografia do tempo: a Portaria nº 6569/2025, que institui o calendário do Poder Judiciário acreano para 2026, preservando o funcionamento em regime de plantão sempre que não houver expediente. O texto aparece no DJe (edição nº 7.925) e também em versão integral, como documento administrativo autônomo.

Clique aqui para baixar o calendário forense completo: DJE – Portaria 6.5692025, edição 7.925, 22.12.2025

O “mapa do descanso” tem regras — e tem exceções

No calendário do Executivo, as datas nacionais aparecem como pilares já conhecidos (como Confraternização Universal, Tiradentes, Dia do Trabalho, Independência, Natal), mas o decreto também reforça a identidade local com feriados estaduais e pontos facultativos típicos do Acre.

Chamam atenção duas engrenagens que costumam passar despercebidas fora da rotina pública:

  1. ponto facultativo não é sinônimo de folga garantida — a chefia pode convocar para expediente normal por necessidade do serviço;
  2. quando o servidor é convocado nesses dias, o decreto prevê dispensa de compensação para quem cumprir horário no ponto facultativo.

No Judiciário, a lógica é parecida no objetivo (manter o Estado funcionando), mas diferente na mecânica. A Portaria do TJAC prevê expressamente que, havendo necessidade, pode haver convocação em regime de plantão, respeitando-se o direito à compensação de horas, conforme regramento administrativo interno.

Quando o município faz aniversário, a Justiça muda o passo

O “calendário do fórum” também conversa com o mapa das cidades. A Portaria prevê que, em feriado municipal por aniversário do município, não haverá expediente normal nas comarcas correspondentes — apenas plantão. E, quando o município declara ponto facultativo local, a regra traz até prazo de comunicação no interior: pelo menos 72 horas de antecedência para informar se haverá adesão.

É o tipo de detalhe que não vira manchete — mas vira realidade para quem depende de balcão, distribuição, atendimento e rotina de cartório.

Um ano que já começa “com cara de planejamento”

Logo na largada, o Executivo lista 1º de janeiro como feriado nacional e já prevê, para 2 de janeiro, ponto facultativo (por decreto específico citado no anexo). Também aparecem o Carnaval e a Quarta-feira de Cinzas como pontos facultativos, desenhando, desde cedo, o recorte de semanas que tendem a ser mais curtas e mais estratégicas.

No Judiciário, a Portaria organiza o mesmo período com olhar forense — e, além de datas comuns ao calendário civil, agrega as rotinas próprias do Poder Judiciário, preservando a prestação jurisdicional via plantões e regras de compensação.

Rio Branco também entra no compasso de 2026

Para além do calendário estadual e do Judiciário, a capital também oficializou seu próprio “mapa do tempo”: o Prefeito de Rio Branco editou o Decreto Municipal nº 3.452, de 30/12/2025, estabelecendo os feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos e entidades do Poder Executivo Municipal, com referência expressa ao calendário do Estado.

Na prática, a cidade reforça o mesmo recado institucional: serviços essenciais não param, funcionando por escala ou plantão, e os gestores ficam autorizados a convocar servidores em dias de ponto facultativo, sem exigência de compensação para quem cumprir expediente. No anexo, aparecem datas que impactam diretamente a rotina da população, como o Carnaval (16 a 18/02, ponto facultativo), o Dia do Servidor Público (28/10, ponto facultativo) e o Aniversário de Rio Branco (28/12, feriado municipal) — fechando o ano com a véspera de Ano Novo (31/12, ponto facultativo).

Clique aqui para baixar o calendário municipal completo: DOE, edição 3.452, de 30.12.2025 – Calendário Prefeitura de Rio Branco-AC

Por que isso importa 

O calendário oficial é mais do que uma lista de “dias marcados”: ele é o roteiro do funcionamento do Estado. Para o cidadão, significa previsibilidade; para advogados e jurisdicionados, significa atenção ao modo como cada órgão funcionará em datas críticas; para gestores, significa logística e escala; e para o próprio Acre, significa um desenho institucional que equilibra tradição, trabalho e continuidade.

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