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Tarcísio defende extinção de contrato da Enel – 15/10/2024 – Cotidiano

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Paulo Eduardo Dias

Com partes da capital e da Grande São Paulo sem energia elétrica pelo quarto dia seguido, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi duro nas críticas contra a Enel e disse que a empresa vem falhando com o atendimento há tempos.

“Eu defendo é a abertura do processo de caducidade. Ou seja, um processo de extinção do contrato, que está previsto na lei por reiterados descumprimentos contratuais, teria que ser aberto. Porque a empresa, com o processo de caducidade na cabeça, ela começa a trabalhar”, disse, ao final de um evento que celebrou os 54 anos da Rota —tropa da PM.

O governador cobrou uma postura mais firme da gestão Lula (PT) no trato com a empresa.

“Você precisa de ações mais firmes. A regulação tem esses instrumentos. Você tem a possibilidade, por exemplo, de decretar intervenção na concessão. Isso não foi feito até hoje. Você tem a possibilidade de abrir o processo de caducidade. Isso também não foi feito até hoje”, declarou.

Segundo o governador, o centro de São Paulo sofreu um apagão no início do ano sem que houvesse condições climáticas adversas. “Naquela oportunidade nós pedimos, por exemplo, ações mais duras com relação à companhia, porque não adianta também só aplicar a multa. A empresa não paga a multa. Ela vai no Judiciário, ela consegue suspender as multas. Ela não paga as multas aplicadas pelo Procon. Ela não paga as multas aplicadas pelo regulador. Então você precisa de ações mais firmes.”

De acordo com Tarcísio, houve a elaboração de um plano de contingência com a concessionária, que não foi cumprido.

“Ela tinha que ter 2.500 pessoas na rua imediatamente após a chuva. E não teve. Ela passou o final de semana todo com pouco mais de 1.000 pessoas mobilizadas, sem cumprir aquilo que estava determinado. Ela tinha um compromisso de contratar pessoas. Não contratou.”

A Enel, ainda de acordo com o governador, deixou de mapear pontos críticos, locais que acabaram sendo alertados à companhia pelo próprio estado, principalmente onde estavam instalações da Sabesp para evitar a falta de água. “A Sabesp providenciou 36 grupos geradores por conta própria para dar conta da sua responsabilidade”, disse Tarcísio.

Conforme Tarcísio, o estado agiu para que unidades hospitalares não ficassem desassistidas. “O governo do estado abasteceu de diesel os geradores dos hospitais, porque os hospitais ficaram sem energia. O [hospital de cardiologoa] Dante Pazzanese estava sem energia. E quem proveu combustível para o Dante Pazzanese foi a Polícia Militar. Porque nós tínhamos 80 pessoas na UTI iriam que ficar sem energia. E empresa não se preparou para isso.”

No entendimento de Tarcísio, há necessidade de atuação do TCU (Tribunal de Contas da União), órgão responsável pelo controle externo, para acabar com um jogo de empurra-empurra entre o Ministério de Minas e Energia e a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). “O que o TCU pode fazer? Responsabilizar os agentes que estão falhando na fiscalização. O TCU pode impor medidas”, explicou.

Em meio a críticas contra a privatização, Tarcísio negou que a Sabesp, empresa estatal de saneamento, possa sofrer o mesmo problema que a energia, que vem causando transtornos aos paulistanos.

“O que aconteceu com a Enel, pode ter certeza, não vai acontecer com a Sabesp. Porque, ao contrário, aqui nós fortalecemos a agência reguladora.”



Leia Mais: Folha

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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