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Tatiana Tiburcio destaca movimento negro retratado em Garota do Momento: ‘Golaço’

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Prestes a estrear em Garota do Momento, Tatiana Tiburcio comemora movimento negro na trama de época, em coletiva de imprensa com a presença da CARAS Brasil

Tatiana Tiburcio (47) está na expectativa para a estreia de Garota do Momento, nova novela das seis, que estreia em novembro, na TV Globo. A atriz dará vida a personagem Vera Machado, mãe de Ulisses (Ícaro Silva) e esposa de Sebastião (Cridemar Aquino). Ela, o marido e amigos fundaram o Clube Gente Fina. Lá, Tia Vera, como é conhecida, canta e faz parte do coro de pastoras do clube. Em coletiva de imprensa com a presença da CARAS Brasil, Tatiana fala da importância do movimento negro retratado em uma história de época. “Golaço”, destaca. 

“É difícil falar de uma maneira muito reduzida sobre a importância de se retratar um clube de pessoas negras, em uma década como a de 50; e ainda refletindo para hoje. É difícil resumir isso. Mas acho que é um golaço da equipe toda e uma ousadia. Trazer isso para a cena, mas principalmente, trazer da forma como está sendo trazido. De uma maneira naturalizada, como deveria ser. Humanizada, principalmente, fundamentalmente”, salienta.

“Você tem personagens – esses dois personagens em particular (Vera e Sebastião) – colocados como seres humanos, e não como um estereótipo militante; sem nenhum demérito à militância. Mas o gol, para mim, está na humanização desses personagens, em colocá-los dentro de um contexto de participação dessa história. Dessa história de Brasil, dessa de sociedade, para além da ficção. Acho que isso que me seduziu muito em aceitar o convite; de ver os meus, a minha história, a minha ascendência sendo representada de uma maneira participante na construção de tudo isso”, continua.

Para ela, todos saem ganhando. “Porque é uma parte da história que não é muito retratada, mas que é parte dessa história, de forma muito fundamental. Quando você fala de rock’n roll, você está falando dessas pessoas. Quando você fala de samba, de cultura, de sociedade, da construção econômica dessa sociedade, você está falando dessas pessoas. Dessa galera que forma o Clube Gente Fina, entende? Então, poder ver isso sendo retratado com leveza, discurso, humanidade, complexidade, é muito bacana. E acho que todo mundo ganha, não é só a gente que está sendo retratado ali, mas a gente ganha enquanto sociedade e com leveza, que é o principal, que eu acho que é a maneira mais efetiva de chegar no coração das pessoas”, frisa.

Tatiana faz uma reflexão sobre o movimento negro, ainda exaltando o Clube Gente Fina. “É muito bacana essa relação que a gente tem com esse clube, que parece que é parte da nossa vida mesmo. Sou do interior do Rio de Janeiro, nasci no Rio, mas fui criada no interior, em Casimiro de Abreu. E a minha família é uma família grande. Minha avó teve 11 filhos, então tenho 11 tios. E lá tinham os seus clubes. Tinha um clube, na verdade, que frequentavam majoritariamente pessoas pretas porque nos outros clubes elas não podiam entrar. E a minha família, meus tios, minha mãe chegavam no clube e era aquela coisa: Os Tiburcios chegaram”, conta.

“E eles dançavam muito. Meu tio Ed, meu tio Babal, eles dançavam muito, tiravam muita onda dançando. Então, era um lugar de autoafirmação, de valorização. Eles trabalhavam aqui no Rio, voltavam no final de semana para reinar no seu Gente Fina. Enquanto esses lugares eram e ainda são de alguma maneira; porque hoje esses clubes se diversificaram em rodas de samba, em viadutos, em outras formas de acontecer, mas ainda com o mesmo princípio de identidade, de valorização de uma identidade, de encontro, de fortalecimento. Lugares onde a nossa beleza, a nossa cultura, os nossos modos, os nossos fazeres são reconhecidos e valorizados”, completa a artista.

‘LUGAR DE AUTOAFIRMAÇÃO’

A carioca ainda revela, com muito entusiasmo e alegria, a reação da mãe sobre sua personagem. “Costumo dizer no camarim que todo figurino que eu coloco, tiro uma foto e mando para a minha mãe. E ela fica toda feliz. Ela fala: ‘Nossa, que lindo! Traz pra mim’ (risos). Ela se vê, isso é muito bacana. A novela nem estreou e ela e as minhas tias se veem ali, sabe? E se veem num lugar de autoafirmação, onde a gente está falando das nossas questões que passam por um lugar de dor, de incômodo. Tem uma cena linda com a Paloma (Duarte), que a gente fala sobre isso, dessa diferença dos feminismos”, fala.

“Que a gente fala o feminismo como se fosse uma coisa só. E o que uma mulher negra vive enquanto mulher, como mulher, não enquanto como mulher. É completamente diferente do que uma mulher branca vive como mulher, que uma mulher indígena vive como mulher. Até mesmo que uma mulher nordestina, porque ainda entram outras camadas, que são as regionais. Esse privilégio, essa predominância de determinadas regiões em cima da manifestação cultural de um povo, em um país de dimensões continentais como o nosso. Então, você vê os seus se reconhecendo em você, num lugar que eles sabem que existe e que era praticamente não visto”, acrescenta.

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.

O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.

A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.

Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.

O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.

A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.

Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.

Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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