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TCU valida acordo entre governo e Âmbar sobre térmicas – 09/10/2024 – Mercado

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Letícia Fucuchima

O Tribunal de Contas da União (TCU) validou nesta quarta-feira (9) um acordo firmado entre Ministério de Minas e Energia e Âmbar Energia para solucionar um impasse relacionado à contratação emergencial de usinas termelétricas em 2021, apontando vantagens de se manter o contrato de um dos empreendimentos para enfrentar a seca severa vivida pelo país neste ano.

No âmbito desse processo, o plenário do órgão de controle julgou improcedente uma representação do Ministério Público junto ao TCU (MP-TCU) que havia apontado possíveis irregularidades da manutenção dos contratos de usinas emergenciais da Âmbar, controlada pela holding J&F, dos irmãos Wesley e Joesley Batista.

A União e a Âmbar fecharam em maio um acordo para resolver a situação de usinas da empresa que venceram um leilão emergencial do governo em 2021, quando o Brasil enfrentava riscos de racionamento e apagão, mas que não entraram em operação nos prazos estipulados, descumprindo os contratos.

Esse acordo teve sua vigência adiada depois de ter sido questionado por alguns agentes do setor elétrico, como entidades que representam consumidores de energia. A avaliação era de que a empresa estaria sendo beneficiada, uma vez que mesmo tendo descumprido com as regras do leilão, ainda manteria seus contratos e receberia receitas bilionárias.

Pelo acordo, a Âmbar pagará cerca de R$ 1 bilhão em multas por descumprimento de prazos do contrato, mas receberá ainda R$ 10,5 bilhões em receitas pela geração termelétrica —ante R$ 18,7 bilhões estipulados na época da contratação.

A piora das condições hidrológicas nos últimos meses, com uma seca severa prejudicando a geração hidrelétrica e elevando os custos aos consumidores de energia, mudou o jogo e fez com o entendimento sobre esse caso mudasse.

Agora, o Brasil passou a precisar de um conjunto maior de usinas termelétricas em operação, de forma que a termelétrica Cuiabá, da Âmbar, passou a ser vista como importante para a operação do sistema elétrico até o final do ano.

No acordo costurado com o governo, a Âmbar passaria a atender os contratos do leilão emergencial de 2021 não por meio dos empreendimentos licitados à época, mas pela termelétrica Cuiabá, uma usina de 529,2 megawatts movida a gás natural.

Ela será despachada se o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) identificar necessidade, não tendo um contrato de inflexibilidade como previsto anteriormente, que demandaria geração ininterrupta.

“Se o período de seca se prolongar, o contrato com a Âmbar [e outras térmicas] pode se tornar indubitavelmente vantajoso, ou até indispensável, a julgar que haverá a necessidade de potência (ou energia)”, diz o acórdão do relator do processo no TCU, ministro Benjamin Zymler.

Zymler apontou ainda que, segundo análises do TCU, seria mais vantajoso para os consumidores de energia que a usina opere com contrato, e não como “merchant” (descontratada), uma vez que nessa última modalidade ela tenderia a ter custos de geração mais altos.

O custo variável unitário (CVU) da termelétrica Cuiabá, contratada, seria de R$ 1.166,91 por megawatt-hora (MWh), segundo cálculo da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).

Esse valor é “muito inferior” ao custo que seria pago na potencial necessidade de comprar energia de “usinas merchant”, estimada em R$ 2.734,39 o MWh, diz o acórdão.

Em nota, a Âmbar afirmou que a decisão do TCU desta quarta (9) “garante a segurança jurídica e energética do país, evitando a judicialização da questão e adicionando potência ao sistema elétrico nacional em um momento crítico com os baixos níveis dos reservatórios das hidrelétricas”.

Segundo a empresa, a aprovação pela corte de contas afasta qualquer questionamento a respeito do acordo e garante “benefícios significativos” para o consumidor em relação ao contrato original ao qual a Âmbar tinha direito.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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