ACRE
Técnico de enfermagem do SAMU é agredido com martelada na cabeça em ocorrência
PUBLICADO
5 anos atrásem
O técnico de enfermagem do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Fábio Sousa, foi agredido com uma martelada na cabeça na manhã deste domingo, 12, enquanto tentava atender um paciente numa residência localizada na rua Pedro Álvares Cabral, bairro Estação Experimental, em Rio Branco.
Segundo informações dos paramédicos do SAMU, o condutor da viatura e o técnico de enfermagem, Fábio, foram acionados pela regulação para atender um paciente psiquiátrico. Quando os profissionais chegaram ao local, Fábio foi atingido antes mesmo de sair da viatura com um martelo que foi arremessado pelo homem. O objeto atingiu a cabeça do técnico na região do supercílio. O profissional foi socorrido pelos amigos do SAMU e encaminhado ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde recebeu quatro pontos na sobrancelha.
A Polícia Militar foi acionada até ao local da ocorrência, conseguiu prender o acusado de agredir o técnico de enfermagem e o encaminhou à Delegacia de Flagrantes (Defla) para os devidos procedimentos.
Após receber os atendimentos no Pronto-Socorro, Fábio registrou um boletim de ocorrência na delegacia. Servidores chegaram a relatar ao ac24horas que muitas das vezes em ocorrências classificadas como vermelha, a Polícia Militar é acionada, mas não conseguem chegar primeiro que a viatura do SAMU. Tem casos que quando se trata de pacientes psiquiátricos, a polícia não comparece ao local.
“A Polícia chegou a informar uma vez a regulação do SAMU, que não são treinados para esse tipo de ocorrências”, disse um servidor do SAMU.
Adicional de periculosidade
O ac24horas entrou em contato com o Presidente do Sindicato dos Condutores de Ambulâncias e Supervisor de Frota do SAMU, Ayache, para saber do adicional de periculosidade que os servidores não estão recebendo por parte do governo do Acre. A entidade informou que todos os documentos foram encaminhados à Secretaria de Saúde que ainda não emitiram uma resposta.
“Nós já entramos com a documentação no governo para valorização dos servidores, devido a gente ver, presenciar tudo que eles passam. Como eu havia falado antes, a Polícia Penal tem uma gratificação para servidores que fazem transporte de apenados, e o SAMU também faz faz transporte de presidiários. Os servidores do Hospital de Saúde Mental do Acre (HOSMAC) têm uma gratificação para quem trabalha com pacientes psiquiátricos, inclusive os servidores do SAMU também trabalham com esses pacientes, inclusive em via pública e pacientes muitas das vezes com armas branca, ripas, tijolos e martelo. Nós já solicitamos ao governo, estamos em negociação com o governo para conseguir essa valorização desses servidores. Nossos profissionais correm esses riscos de vida, de tentativas de homicídios, roubos, agressões. Espero a sensibilidade do governo em ver a necessidade desses servidores, em valorizá-los”, concluiu.
Com informação de Ac24horas
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR

Profecia publicada 20 dias antes chama atenção após terremoto no Peru ser sentido no Acre

Calendário 2026 do Acre: Veja o calendário do Governo e Judiciário que vai ditar o ritmo do ano

Exposição sobre presídios acreanos é levada para Assembleia Legislativa do Acre para Audiência Pública do plano Pena Justa
ACRE
Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
Relacionado
ACRE
Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
Relacionado
ACRE
Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 semanas atrásem
28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)