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Tecnologia incentiva inclusão e personalização de serviços – 17/12/2024 – Tec
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2 anos atrásem
Marina Costa
Ao reduzir os custos operacionais das instituições e aumentar a eficiência em processos diversos, a transformação digital pode impulsionar a inclusão de pessoas que ainda não têm acesso integral ao sistema financeiro, diz André Miceli, professor e coordenador do MBA de Marketing e Negócios Digitais da FGV (Fundação Getulio Vargas).
Ele exemplifica que, com uma maior adesão ao open finance —que permite que clientes compartilhem seus dados entre diferentes bancos—, a tendência é de aumento da concorrência entre instituições financeiras e de personalização de serviços, levando a condições melhores em empréstimos e outros produtos.
“Além de permitir que bancos incumbentes, ou seja, que dominam o mercado, criem soluções mais baratas para um público com renda menor, a digitalização abre espaço para a criação de novas empresas. Os bancos digitais nasceram nessa onda, e o desdobramento natural disso é que mais pessoas se bancarizem.”
Assessoria de investimentos – XP Investimentos
Para crescer, corretora investe na oferta de planejamento financeiro
O Brasil conta com quase 26,6 mil assessores de investimentos, segundo dados de outubro da Ancord (Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias). O número é 342% maior que o registrado em 2018, de 6.011 assessores.
São 18,4 mil profissionais da área só na XP Investimentos, marca mais lembrada da categoria na pesquisa O Melhor da Internet, com 22% das menções. Thiago Maffra, CEO da XP Inc., considera que a empresa contribuiu para o crescimento da profissão, que deve seguir relevante mesmo com o avanço da inteligência artificial.
“A tecnologia traz novas ferramentas, melhora a experiência do cliente e potencializa o papel do assessor de investimentos, mas não o substitui. Quando falamos de planejamento financeiro de forma ampla, o assessor é ainda mais fundamental.”
Na terceira onda de crescimento da XP, o foco é o serviço de planejamento financeiro —comum no private banking, que atende clientes de alta renda— para quem tem patrimônio acima de R$ 100 mil, abordando temas como previdência, crédito, investimentos e sucessão.
“Entendemos toda a vida financeira do cliente para fazer recomendações e ajudá-lo a ter uma solução completa”, explica Maffra. “Com isso, reforçamos o posicionamento de ter um serviço muito acima do que os bancos entregam e de não ser só um vendedor de produtos.”
XP Investimentos
22% das menções
Fundação
2001
Sede
São Paulo
Canais digitais
Site, aplicativo e redes sociais
Usuários
4,6 milhões de clientes ativos (somando todas as marcas do grupo XP Inc.)
IA ajuda banco a aprimorar e personalizar serviços
Ferramentas de inteligência artificial têm ajudado instituições financeiras a analisar dados e propor produtos, serviços e orientações mais personalizados. A IA também é usada em análises de crédito, detecção de fraudes e assistentes virtuais que podem melhorar a experiência do cliente e reduzir os custos operacionais dos bancos, diz Miceli, da FGV.
O Nubank utiliza ferramentas de IA nessas frentes desde que foi fundado, afirma Vitor Olivier, diretor de tecnologia do banco. “É como conseguimos entregar serviços mais acessíveis, com preço mais baixo, numa escala de mais de 100 milhões de clientes.”
Um exemplo está na análise de dados obtidos via open finance para ampliar o conhecimento sobre a vida financeira dos clientes e fortalecer o relacionamento com eles oferecendo, além de recomendações, produtos e serviços adequados às necessidades e com preços mais vantajosos —seja do Nubank, seja de concorrentes, segundo Olivier.
“Queremos ajudar o cliente a tomar decisões melhores sobre a gestão financeira. Ao observar o comportamento fora do Nubank, conseguimos identificar se há dinheiro parado e sinalizar que dá para mover para um fundo ou trazer para render no Nubank, e ajudar alguém que está em cheque especial em outra instituição a cobrir se tiver recurso ou até mesmo oferecer um crédito mais barato para quitar a dívida.”
Nubank
26% das menções
Fundação
2013
Sede
São Paulo
Canais digitais
Site, aplicativo, redes sociais e ouvidoria via email (ouvidoria@nubank.com.br) e telefone (0800 887 046)
Usuários
Mais de 100 milhões de clientes no Brasil e 110 milhões de clientes globalmente
Meio de pagamento online – Pix e PayPal
Novidades do Pix podem promover inclusão e aquecer economia
Com 20% das menções, o Pix lidera como meio de pagamento online, categoria estreante n’O Melhor da Internet. Segundo pesquisa divulgada pelo Banco Central no início do mês, o Pix é a forma de pagamento mais usada no país, por 76,4% da população, superando o dinheiro em espécie e os cartões de débito e crédito.
Benéfico pelo imediatismo, pela disponibilidade, pela gratuidade e pela facilidade de uso, o Pix simplifica a transferência de recursos e facilita a entrada de pessoas que teriam dificuldade com processos burocráticos no sistema financeiro, afirma Miceli, da FGV.
Além de promover inclusão, novidades previstas para o Pix, como pagamento por aproximação e acréscimo de funções do cartão de crédito, podem aquecer a economia.
“Uma pessoa que não tem acesso a cartão de crédito, mas consegue parcelar compras no Pix, antecipa transações que só aconteceriam depois ou que nem aconteceriam. O giro da economia é o grande impacto que o Pix traz numa realidade econômica como a brasileira.”
O Pix divide a liderança na pesquisa Datafolha com o PayPal, citado por 18% dos entrevistados. Procurada pela Folha, a empresa não respondeu.
Pix
20% das menções
Lançamento
2020
Sede
Brasília (Banco Central)
Canais digitais
Site do BC, disponível em instituições financeiras
Usuários
170 milhões (pessoas físicas e jurídicas)
PayPal
18% das menções
Fundação
1998
Sede
São Paulo
Canais digitais
Site a aplicativo
Usuários
432 milhões no mundo
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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
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3 horas atrásem
21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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