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Temporal provoca alagamentos e quedas de árvores no Rio – 20/12/2024 – Cotidiano
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Aléxia Sousa
A forte chuva, acompanhada de forte ventania, que atinge a região metropolitana do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (20) provocou alagamentos em diferentes pontos dos municípios da Baixada Fluminense e da capital. Não há informações de vítimas nas ocorrências.
As rajadas de vento também derrubaram árvores em vários bairros do Rio, afetando a mobilidade e o transporte público. Na estação da Vila Militar, na zona norte da cidade, foi registrada uma ventania de 82 km/h entre 15h e 16h.
O município entrou em estágio 2 devido ao registro de chuva moderada em pelo menos duas estações meteorológicas do Sistema Alerta Rio, às 16h45.
O Estágio 2 é o segundo nível em uma escala de cinco e significa que há riscos de ocorrências de alto impacto na cidade. Ainda segundo o Alerta Rio, há possibilidade de nova mudança de estágio devido à chuva ou outros fatores.
O Centro de Operações do Rio registrou chuva em bairro das zonas Norte e Sul, centro, Barra da Tijuca e Jacarepaguá, na zona oeste. Em uma hora, houve registro de 56,4 mm de chuva na região, segundo dados pluviométricos do Sistema de Alerta e Alarme da Defesa Civil.
A Defesa Civil do município do Rio disse que acionou três sirenes no morro da Formiga, na Tijuca, zona norte, por volta das 17h, devido ao risco de deslizamento.
Uma das regiões mais atingidas, a zona sul teve diversos pontos de alagamento, como na rua das Laranjeiras entre a Pinheiro Machado e a Soares Cabral. A avenida Niemeyer foi interditada.
Nas redes sociais, vídeos mostram o estrago provocado pela queda de uma árvore gigante no largo dos Leões, no Humaitá, na zona sul.
A força do vento arrancou a árvore pela raiz em meio à chuva forte, interditando um trecho da rua. Ela caiu ainda sobre brinquedos e bancos da praça. Não houve feridos.
Os rios de Nova Iguaçu, Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e Petrópolis, na região serrana, entraram em estágio de atenção para elevação.
A chuva também impactou a operação na Ponte Rio-Niterói. A Ecoponte, concessionária que administra a via, está realizando o que chama de “operação comboio”, com viaturas da concessionária guiando o fluxo com velocidades baixas, entre 20 e 30 km/h.
A Light informou que técnicos trabalham em casos pontuais para restabelecer a energia após o temporal desta sexta-feira em locais isolados.
A chuva também afetou o transporte público. Nos trens da Supervia, a entrada do terminal da Central do Brasil ficou alagada. As partidas de Belford Roxo para a Central do Brasil chegaram a ser suspensas às 17h, por causa das fortes chuvas na Baixada Fluminense. A situação foi normalizada cerca de duas horas depois.
A Linha 2 do metrô, entre as estações Acari/Fazenda Botafogo e Coelho Neto, na zona norte da capital, sofreu com lentidão por conta de galhos e telhas na via. O material foi retirado e o fluxo voltou ao normal.
No VLT, todas as linhas chegaram a ter as operações suspensas por conta de alagamentos em ruas do Centro do Rio. Segundo a concessionária, no entanto, a circulação foi normalizada por volta das 20h.
O tempo instável deve continuar até o início da próxima semana. Neste sábado (21), com a chegada e passagem da frente fria, há previsão de pancadas de chuva a partir da tarde, podendo vir com raios e rajadas de vento moderados a fortes.
Entre o próximo domingo (22) e a terça-feira (24), devido ao transporte de umidade do oceano em direção ao continente, a previsão é de chuva fraca a moderada isolada a qualquer momento. Os ventos estarão fracos a moderados.
As temperaturas vão se manter elevadas, e o tempo abafado também contribui para o tempo instável.
O volume de chuva é elevado, e pode superar os 100 mm em algumas cidades, provocando impactos como alagamentos, transbordamento de rios e córregos urbanos e deslizamentos nas áreas que são mais suscetíveis.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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