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Tenho dificuldade em fazer amigos – agora a minha filha também | Vida e estilo
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2 anos atrásem
Philippa Perry
A questão Cresci em uma família que me apoiava e era bem-intencionada, mas carente de qualquer afeto ou carinho. Sei que meus pais me amam à sua maneira e que são engraçados e gentis sob a frieza.
Posso demonstrar amor e carinho pela minha própria filha, mas sei que herdei suas características de outras maneiras. EU tenho apenas um punhado de pessoas de quem sou próximo. Sei que meu senso de humor e perspectiva podem parecer frios e sarcásticos. Acho difícil conversar sobre amenidades.
Minha incapacidade de me sentir à vontade com as pessoas está realmente afetando minha vida – e a de minha filha. Observo os outros pais nos portões da escola se abraçando, conversando, marcando encontros e fico perplexo ao ver como chegaram tão rapidamente a esse estágio de amizade. Sou quase sempre ignorado e quando tento para conversar, sou mantido nas periferias da conversa.
Sinto-me estranho e tímido, como se houvesse algo desanimador em mim. Eu sempre uso maquiagem por causa de inseguranças sobre minha aparência e estou convencida de que isso também é desanimador para outras mães. A escola da minha filha já levantou preocupações sobre ela socialmente e como ela luta para fazer amigos além de um pequeno grupo. Estou preocupado por não estar demonstrando essas habilidades a ela o suficiente. Como posso ser uma pessoa mais calorosa, mais à vontade e acessível?
A resposta de Filipa Parece que você viveu uma vida imersa em uma espécie de afeto silencioso e retido e, embora tenha consciência do amor que existia em sua casa, parece que sua expressão estava limitada e silenciada por uma hesitação emocional, que encontrou seu caminho em sua própria vida, apesar de suas melhores intenções.
O fato de você poder demonstrar amor e carinho para sua filha já é algo lindo. É uma prova de sua consciência, de sua capacidade de quebrar ciclos e de seu desejo de dar a ela o que você talvez desejasse. Mas também parece que você herdou alguma armadura emocional, uma espécie de barreira autoprotetora que dificulta a conexão com outras pessoas, especialmente naqueles momentos de interação humana casual que parecem tão fáceis para alguns.
Entendo o que você está dizendo sobre ficar nos portões da escola, observando os outros pais se envolverem tão facilmente no tipo de conversa fiada e camaradagem que lhe escapa. É fácil sentir, nesses momentos, que algo em você está desligadoque você está do lado de fora olhando para dentro. Mas o que você descreve, esse sentimento de constrangimento, de ser lento em ser afetuoso com as pessoas, muito frio, muito fechado, é profundamente humano. Muitos de nós estamos convencidos de que nossas inseguranças estão de alguma forma gritando para o mundo, porque comparamos o que sentimos por dentro com o que as outras pessoas nos parecem por fora. Mas, na realidade, você não será o único a se sentir estranho. Duvido que você seja frio ou inacessível. Acredito que você é alguém que aprendeu a se proteger. Talvez haja uma parte de você que acredita que, se derrubar essas defesas, você se exporá ao julgamento, à vulnerabilidade ou à rejeição. Mas o caminho a seguir, eu acho, é permitir-se inclinar-se para essas vulnerabilidades e abraçar exatamente aquilo que parece desconfortável.
Comece pequeno. Não pense demais nas interações nos portões da escola. Não se concentre no que você sente que falta ou em como você se sente; em vez disso, concentre-se na outra pessoa. Ouça-os. Pergunte a eles como eles estão. A intenção por trás da conversa fiada é mais importante do que as próprias palavras. E se sua maquiagem parece uma armadura, considere que talvez não seja seu rosto que seja desanimador, mas a autoconsciência que está escondida por baixo dele. Quando você se interessa pelo outro, em vez de se preocupar com sua aparência, a autoconsciência diminui. As pessoas são atraídas pela abertura, pelo calor e acredito que você possui essas coisas.
As lutas de sua filha podem refletir algumas das suas, mas isso não significa que você esteja falhando com ela. Você está ciente disso e essa consciência é mais poderosa do que você imagina. Ela está aprendendo com você, mas também é ela mesma, navegando em seu próprio terreno emocional. O que mais importa é que ela se sinta amada por você e que o amor encontre o seu caminho através das menores frestas, apesar de quaisquer restrições emocionais que você possa sentir.
As paredes que você herdou não definem você, nem precisam durar para sempre. Mesmo que você nunca abrace estranhos nos portões da escola, isso não significa que você não seja capaz de uma conexão profunda. Você já está, do seu jeito, no seu tempo.
Seja paciente consigo mesmo. O mundo já tem pessoas barulhentas e rápidas o suficiente para abraçar. O que mais precisa é de alguém como você, alguém atencioso, que reserve um tempo para realmente ver as pessoas, que ame, mesmo que o faça discretamente.
Leitura recomendada Ousando muito: como a coragem de ser vulnerável transforma a maneira como vivemos, amamos, criamos e lideramos por Brené Brown.
Toda semana Philippa Perry aborda um problema pessoal enviado por um leitor. Se desejar conselhos de Philippa, envie seu problema para askphilippa@guardian.co.uk. As inscrições estão sujeitas ao nosso termos e Condições
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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15 horas atrásem
14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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