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Tenho vergonha do que disse sobre Blake Lively. Suas alegações deveriam chocar a todos nós | Laura Snapes
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2 anos atrásem
Laura Snapes
“Sele está realmente relembrando a garota malvada e alheia, é incrível. “Meu Deus, ela disse que envolveu o marido, ela é TÃO aquela mulher.” Eu adoraria dizer que esses comentários, escritos neste verão sobre Blake Lively, o ator principal no drama de violência doméstica Termina Conoscoforam postados no Reddit por algum troll misógino anônimo.
Lively fez o que pareciam ser aparições promocionais surdas para divulgar sua linha de cuidados com os cabelos e bebidas ao lado do filme. Foi revelado que ela teve uma cena reescrita por seu marido, ator/diretor Ryan Reynolds, e que ela assumiu o controle da versão final, que também contou com uma música de sua melhor amiga, Taylor Swift. Tudo, desde a conduta de Lively até sua predileção por flores, parecia um jogo justo, gerando uma grande quantidade de discursos negativos e prejudicando sua reputação. Mas os comentários acima foram textos escritos por mim, feitos no meu chat em grupo mais ativo.
No sábado, Lively apresentou uma reclamação com o departamento de direitos civis da Califórnia contra Justin Baldoni, tanto o diretor do filme quanto seu co-protagonista masculino, o produtor Jamey Heath, a produtora Wayfarer Studios e seu séquito de relações públicas/gerenciamento de crises, alegando que eles procuraram ativamente prejudicar sua reputação para pré- evite qualquer possibilidade de ela tornar pública uma reclamação de RH que ela fez durante a produção do filme.
Alegando violação de limites físicos, comentários sexuais e inapropriados e ausência de coordenação de intimidade, o processo judicial é uma leitura surpreendente. Afirma que Heath mostrou a Lively imagens não solicitadas de sua esposa dando à luz enquanto eles filmavam uma cena em que sua personagem o fazia; que o “melhor amigo” de Baldoni foi convocado para interpretar o ginecologista-obstetra naquela cena, em que Lively estava “quase nua” na frente de dezenas de tripulantes; que Baldoni conversou com ela sobre encontros sexuais não consensuais; que ele chorou no trailer dela por causa das reações às fotos dos paparazzi nas filmagens que a chamavam de velha e pouco atraente, o que a levou a lembrá-lo de que naquelas cenas sua personagem tinha acabado de ser abusada pelo marido e que ela deveria parecer autenticamente angustiada, não “gostosa”. ”.
Em janeiro, antes de retomar as filmagens após o Greve do Writers Guild of Americafoi realizada uma reunião na qual a Lively buscou a implementação de 30 novos conjuntos de proteções. Wayfarer disse: “Embora a nossa perspectiva seja diferente em muitos aspectos, garantir um ambiente seguro para todos é fundamental, independentemente das opiniões divergentes. Em relação aos seus pedidos descritos, consideramos a maioria deles não apenas razoáveis, mas também essenciais para o benefício de todas as partes envolvidas.” Uma dessas proteções era que a Lively não deveria estar sujeita a ações retaliatórias por se manifestar. Em vez disso, a sua queixa procura ilustrar que as partes por detrás do filme alegadamente contrataram relações públicas e gestão de crises – incluindo uma empresa que representou Johnny Depp e é parcialmente financiada pelo magnata da música Scooter Braun, que comprou as masters dos primeiros seis álbuns de Swift – para destruir A reputação da Lively por meio da manipulação da mídia e das redes sociais.
“Você sabe que podemos enterrar qualquer pessoa”, escreveu Melissa Nathan, especialista em gestão de crises, à executiva de relações públicas Jennifer Abel, uma das milhares de mensagens intimadas por Lively. (Bryan Freedman, advogado de Baldoni, chamou as acusações de “categoricamente falsas”, dizendo que um gestor de crise foi contratado devido a “múltiplas exigências e ameaças” alegadamente feitas por Lively.)
Em uma mensagem subsequente, Nathan disse a Abel que Baldoni não percebeu o quão sortudo ele teve, dadas as alegações que ouviram sobre sua conduta no set: “o sussurrar no ouvido as conotações sexuais como Jesus fodendo Cristo”.
Embora as estrelas do filme tenham sido instruídas a manter suas atividades promocionais positivas e edificantes – “reúna seus amigos, use suas flores e saia para ver”, Lively disse em um vídeo promocional – Baldoni, que a maior parte do elenco deixou de seguir nas redes sociais, como os fãs perceberam, se posicionou como um aliado feminista engajado nas questões de violência doméstica. Em resposta à resposta da mídia social “realmente aumentando” em termos de críticas a Lively, Nathan mandou uma mensagem para Abel: “É realmente triste porque apenas mostra que há pessoas que realmente querem odiar as mulheres”. Um documento de “planejamento de cenário” da empresa de Nathan, TAG PR, disse que poderia “explorar histórias sobre a transformação do feminismo em armas e como as pessoas no círculo (de Lively), como Taylor Swift, foram acusadas de utilizar essas táticas para ‘intimidar’ para conseguir o que eles querem.” Baldoni disse a Heath que “não gostou” do documento porque não o deixou se sentindo suficientemente protegido.
“A armamento da ‘armamento do feminismo’.” Foi assim que um amigo do nosso bate-papo em grupo disse enquanto estudávamos o Reportagem do New York Times que deu a notícia das alegações de Lively e a subsequente divulgação de toda a sua denúncia; enquanto olhávamos para trás, horrorizados, sobre o que havíamos dito sobre ela nos últimos meses (inteiramente em particular, apresso-me a acrescentar). Percebemos até que ponto um grupo de jornalistas supostamente alfabetizados em mídia foi potencialmente manipulado por uma narrativa misógina inventada; quão persistente e perniciosa a misoginia internalizada pode ser quando outra mulher não atende aos seus padrões.
É claro que o feminismo pode ser transformado em arma e aproveitado para ganho pessoal. O florescimento do feminismo cultural pop há uma década abriu o caminho para o “feminismo” “girlboss” e lean-in, que não lutava por muito mais do que o direito da mulher de agir e ganhar tão vorazmente como os homens; agora é considerado uma piada, até mesmo a criadora da girlboss, Sophia Amoruso, se distanciando disso em… entrevistas para promover sua nova empresa de capital de risco. Estas são conversas matizadas sobre não permitir que a luta pela igualdade, respeito e segurança seja aproveitada para ganho próprio. Mas a ideia das máquinas de Hollywood e de relações públicas pervertendo esse conceito para desacreditar uma mulher aparentemente decidida a garantir a segurança dela e dos outros – no cenário caótico de um filme sobre o fim dos ciclos de violência doméstica – é um nível de xadrez 4D que é aterrorizante. na sua imperceptibilidade, eficácia e prevalência potencial.
Há uma desconexão assustadora na forma como os partidos da crise e da publicidade se regozijam com sua aparente vitória de relações públicas – “Tantas mensagens contraditórias É realmente muito engraçado se você pensar sobre isso”, Nathan enviou uma mensagem de texto para Abel – e a guerra secreta que eles supostamente usado para manipular a mídia tablóide para que repetisse sua narrativa. “Isso correu tão bem que estou morrendo… Temos os quatro majores desistindo da reclamação de RH”, disse Nathan a Abel. Quando MailOnline publicou um artigo em agosto perguntando “Blake Lively está definido para ser CANCELADO?” Abel mandou uma mensagem para Nathan: “Você realmente se superou com esta peça”. Esses métodos são mortais e estão profundamente sintonizados com a forma como formar e nutrir o sentimento da mídia e das redes sociais contra uma mulher. Como Taylor Lorenz escreve em seu boletim informativo Revista do usuárioele segue suas sugestões diretamente do Gamergate manual.
Com quantas mulheres isso aconteceu? Quantas campanhas difamatórias seduziram nossos instintos mais básicos e mesquinhos a engolir sua linha? Quantos diretores e atores homens se posicionaram com sucesso como aliados feministas pós-#MeToo por razões cínicas? Além das narrativas de celebridades, como isso afetou a forma como percebemos as mulheres em nossas próprias vidas? Culturalmente, parecemos ter progredido – em vez disso, regrediu – desde o ostracismo de figuras que agem mal até à procura de formas politicamente legíveis de agir contra qualquer pessoa cujo maior crime possa ser “parecer um pouco irritante”. Alguém “não é uma garota”, como você costuma ouvir online, ou apenas tem valores diferentes dos seus? O comportamento deles parece conflituoso e desconfortável para você porque pode refletir suas próprias inseguranças?
A reclamação de Lively deixou minha cabeça girando. Em que você pode realmente confiar? Como questionamos as narrativas aceitas sem cair na teoria da conspiração? Por que tantas pessoas odeiam tanto as mulheres? Quanta misoginia internalizada agita minha pele todos os dias? Eu gostaria de chegar a um final bonito, para dizer que através de questionamentos assíduos e informados e de uma alfabetização midiática aguda, casos como o de Lively podem, você sabe, terminar conosco. Mas a verdade é que não creio que tenhamos hipótese.
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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15 horas atrásem
14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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