ACRE
Tentando curar o trauma dos ataques israelenses na Cisjordânia ocupada | Notícias de conflito de Israel-Palestina
PUBLICADO
2 anos atrásem
Jenin e Tulkarem, a Cisjordânia Ocupada – Omaima Faraj inclina a cabeça em silêncio por um momento – ela está cansada, mas o trabalho não para.
Ela chega a uma escola que virou a escola perto de Tulkarem, onde sua primeira paciente, uma mulher deslocada idosa que a cumprimenta com ternura, está esperando que ela medisse sua glicose e pressão arterial. Então ela se muda para a próxima sala de aula, a próxima paciente, andando por uma passagem aberta encharcada sob o sol do final de fevereiro.
Faraj, 25, tem se voluntariado para ajudar os residentes devastados pelos ataques israelenses há semanas. Ela é uma das jovens palestinos que trabalham para lidar com a emergência que Israel está criando em toda a Cisjordânia ocupada, enquanto invadindo campos de refugiados e desloca milhares.
Correndo para o perigo
Quando A ocupação militar de Israel e deslocamento do acampamento Começou no que os israelenses chamaram de operação de “parede de ferro”, em 21 de janeiro, Faraj entrou no acampamento em vez de fugir da violência.
Ela ficou lá com seus colegas voluntários por mais de 12 dias críticos, quando os ataques estavam no seu mais feroz e as pessoas ainda estavam tentando se organizar para fugir do acampamento.
Eles se concentraram em fornecer ajuda às pessoas necessitadas – os feridos, os idosos e as pessoas com mobilidade limitada. Ninguém poderia chegar ao hospital porque os soldados israelenses não os deixavam.
Os soldados israelenses perseguiram os voluntários, Faraj relata, descrevendo como eles ameaçariam ela e seus colegas, dizendo -lhes para sair e nunca mais voltarem ou seriam baleados.
Um incidente a assombra particularmente, de um homem idoso que ficou preso em sua casa por quatro dias.
A equipe continuou tentando alcançá -lo, mas os soldados israelenses bloquearam seu caminho. Finalmente, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha interveio, coordenando com os israelenses para permitir uma passagem segura para os voluntários.
Quando chegaram ao homem, ele estava em apuros – sem comida, água e higiene por quatro dias, mas finalmente conseguiram evacuá -lo.
Quando estavam saindo, foram obrigados, avisados para não voltar – ou correr o risco de ser baleado.
Médicos de mochila
“Não tivemos um plano de emergência para isso”, diz Alaa Srouji, diretora do Al-Awda Center em Tulkarem.

Al-Awda e o Centro Lajee do Aida, em Belém, estão treinando voluntários para documentar as expulsões das pessoas e as condições do acampamento para que possam avaliar o auxílio necessário.
Os voluntários têm cerca de 15 enfermeiros e médicos que se uniram quando os ataques israelenses começaram, para fornecer assistência médica e distribuir essenciais aos milhares de pessoas que foram prejudicadas.
Seus rostos jovens mostram o preço de quase dois meses de trabalho sem parar com pessoas deslocadas pelo ataque israelense aos campos de Nur Shams e Tulkarem.
Eles estão lutando para preencher uma enorme lacuna deixada quando Israel proibiu a Agência de Refugiados Palestinos das Nações Unidas (UNRWA) de ajudar as pessoas na Cisjordânia ocupada.
Esses voluntários não têm sede, passam o dia todo caminhando para servir as pessoas com nada além de suas mochilas e determinação.
Eles vão a um dos 11 abrigos temporários e às pressas ou onde quer que seus pacientes tenham conseguido encontrar um lugar para morar.
Eles trazem apoio médico e psicológico e também roupas, comida e outras necessidades para aqueles que perderam tudo para os soldados invasores de Israel.

Nas mochilas, há gaze, monitores portáteis de glicose, luvas, ataduras, torniquetes, monitores manuais de pressão arterial, cadernos e canetas.
“Nosso papel como comunidade local é tão importante”, diz Alaa.
Os voluntários também devem se apoiar emocionalmente, mantendo sessões de grupo para lidar com o pedágio de trabalhar dentro de suas comunidades devastadas.
Muitos deles são do acampamento, então também são deslocados, direcionados e viram seus bairros nivelados por escavadeiras israelenses.
Faraj não é diferente. Como muitos palestinos, ela é marcada por perda e violência depois que seu irmão de 18 anos foi morto por um drone israelense em janeiro de 2024.
O acampamento é uma zona de não go. Alguns moradores deslocados correm o risco de retornar às suas casas para tentar recuperar alguns de seus pertences.
Eles navegam nas ruas cheias de escombros, o cheiro de comida apodrecida deixada para trás em casas agora absorvidas e esgotos abertos por escavadeiras, enquanto os soldados israelenses patrulham e os drones pairam no alto, procurando movimentos dentro do acampamento.
Rindo, chorando, gritando o trauma
A uma hora de carro de Tulkarem fica a Jenin e a 10 minutos de Jenin é uma vila chamada Kfr Dan, onde um som incomum de som no ar – o riso infantil.

Cerca de 20 crianças vagam pelo jardim de uma casa grande. Eles estão reunidos em um círculo difícil por treinadores que os incentivam a falar – em voz alta – a soltar seu medo e raiva.
A atividade é organizada pelo Freedom Theatre de Jenin, que chegou a Kafr Dan para fornecer esse momento de descanso para que as crianças deslocadas sejam simplesmente, pelo menos por um momento.
Eles começaram dentro de Jenin Camp como um espaço onde crianças e jovens poderiam participar de atividades culturais, mas foram bloqueadas pelo exército israelense de estar lá.
Então, “trazemos o teatro para as crianças”, diz Shatha Jarrar, uma das três coordenadoras de atividades.
As crianças são incentivadas a serem tão altas quanto quiserem, para gritar o medo e a raiva que seguram por dentro depois a violência à qual foram expostos.
Um jogo envolvendo uma pequena bola equilibrada em uma colher é a próxima, fazendo as crianças rirem de novo e seus assistindo mães sorriem, felizes em ver seus filhos felizes.
Sentado ao lado está um sorridente um Muhammed, 67 anos, que trouxe algumas crianças para se juntar às atividades.
No entanto, eles não são seus filhos, pois ela ofereceu abrigo em sua casa a uma família de sete anos que foi recentemente deslocada de Jenin.

Um Muhammed foi deslocada em 2002, durante a segunda Intifada, sua casa no campo de refugiados de Jenin destruído pelas forças israelenses quando seus três filhos eram pequenos.
Eles estão mais velhos agora, diz ela, seus olhos se arrastando enquanto se lembra do trauma do deslocamento. Eles têm filhos próprios e ela é avó.
Um muhammed sabe tudo muito bem O medo dos tanques israelenses rolando e explosões ecoando. É por isso que agora ela insiste em ajudar as pessoas a passar pela mesma coisa.
Shatha, 26, e seus dois co-organizadores começam a guardar seus equipamentos, guardando-o em mochilas. As atividades são realizadas para hoje.
Shatha tomou conhecimento do Freedom Theatre quando participou de um programa lá quando criança e depois decidiu dedicar seu tempo ao legado do teatro.
“O teatro é um mundo diferente e um modo de vida. Meu trabalho com crianças faz parte deste mundo. As crianças são as nossas amanhã”, diz ela.
Perto dela há uma mãe – que prefere reter seu nome – que estava assistindo seus filhos.

Ela, o marido e dois filhos viveram com a visão distópica dos quadroneses israelenses, encanando ordens para evacuar. Então veio os helicópteros Apache pairando no céu, ataques de drones e uma frota de veículos blindados que invadiam, acompanhados por soldados israelenses fortemente armados.
Seus olhos se arregalam e seu discurso acelera, as memórias frescas enquanto ela conta sua história.
Finalmente, quando saíram, eles tiveram que ficar de pé enquanto os soldados israelenses examinaram seus rostos e prenderam alguns dos homens tentando sair.
Quando eles saíram, ela tinha esperança de que eles fossem permitidos em alguns dias.
Mas a realidade de seu deslocamento está se estabelecendo lentamente.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
19 horas atrásem
14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
Relacionado
ACRE
Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
6 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
Relacionado
ACRE
Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
7 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
ACRE7 dias agoUfac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
ACRE6 dias agoAlunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
ACRE19 horas agoUfac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login