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Tentei ‘sobriedade intermitente’. Aqui está o que aprendi entrando e saindo do vagão | Arwa Mahdawi
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2 anos atrásem
Arwa Mahdawi
‘Esta é a época de beber demais e depois jurar que, no próximo ano, você nunca mais beberá. Ou pelo menos costumava ser naquela temporada. Hoje em dia, os jovens simplesmente não estão interessados em beber. A Geração Z bebe cerca de 20% menos álcool per capita do que a geração Y como eu na sua idade, de acordo com um relatório da Pesquisa Berenberg.
Embora a minha geração tenha crescido sendo completamente normal – até mesmo encorajado – beber de forma irresponsável, a geração Z parece ser surpreendentemente sensata. Eles conseguiram tornar a sobriedade uma moda e rebatizaram o consumo responsável de álcool como “curioso sóbrio”. Agora, aparentemente, uma nova tendência decolou: “sobriedade intermitente”- o que, até onde eu sei, basicamente significa apenas tirar uma folga de vez em quando da bebida.
Quando comecei a sobriedade intermitente, não percebi que tinha um nome cativante, mas passei 2024 praticando-o. Passei o mês de janeiro seco, como muitas outras pessoas, e continuei a partir daí, abstendo-me regularmente por algumas semanas ou um mês ou mais de cada vez. Algumas pessoas fazem isso naturalmente, é claro. Eles não precisam rotular isso de “sobriedade intermitente” porque não têm uma relação disfuncional com o álcool. Se você é esse tipo de pessoa, parabéns, esta coluna não é para você!
Claro, o problema do álcool é que ele é uma substância inerentemente viciante. Algumas pessoas podem ser geneticamente mais predispostas a desenvolver dependência do que outras, mas, dadas as circunstâncias certas, qualquer pessoa pode desenvolver uma relação pouco saudável com a bebida. E você não precisa beber vodca às 7h para ter um problema – você pode apenas estar usando a bebida como muleta ou bebendo mais do que gostaria.
Ao longo dos anos, certamente comecei a adquirir maus hábitos de consumo de álcool e, há um ano, percebi que meu relacionamento com a bebida precisava de uma reinicialização dramática. Embora eu não quisesse dizer a mim mesmo que nunca mais poderia beber, me comprometer com a sobriedade intermitente parecia factível. Na época, pensei que abster-se regularmente seria um sacrifício e um trabalho árduo. Mas tem sido incrivelmente valioso e algo que continuarei fazendo daqui para frente. Embora isso não seja de forma alguma apresentado como um conselho de saúde, vou compartilhar algumas coisas que considero úteis caso você também esteja curioso e sóbrio.
1 Muitas vezes você deseja apenas um ritual para ajudá-lo a relaxar, não uma bebida
Para muitos de nós, uma taça de vinho à noite é uma forma reconfortante de terminar o dia: um pequeno ritual que diz que é hora de relaxar. Acho que você obtém a mesma satisfação ao tomar kombuchá ou água com gás em uma taça de vinho sofisticada. É mais fácil substituir um hábito por outra coisa do que desistir completamente de algo. E embora algumas pessoas que estão tentando abandonar o álcool considerem as cervejas sem álcool um gatilho, eu descobri que elas são uma ótima maneira de satisfazer o desejo por uma bebida mais “adulta”. Eu até comecei a preferi-los aos reais.
2 Reproduzir a fita adiante é uma boa maneira de lidar com os desejos
Eu costumava beber sem pensar e pedir uma bebida em um restaurante ou me servir de vinho no final do dia por hábito. Agora, quando sinto vontade, fico muito melhor pensando em tocar a fita adiante e me perguntar se realmente vale a pena tomar uma bebida para me sentir cansado no dia seguinte. Também me treinei para passar por um sistema chamado Halt e perguntar se estou “com fome, com raiva, sozinho ou cansado”. Às vezes, simplesmente fazer uma refeição pode eliminar a vontade de beber.
3 O exercício regular faz uma enorme diferença
Eu sei, eu sei, é bom senso. Ninguém precisa ser informado de que fazer exercícios é bom para você. E, no entanto, aqui estou para repetir o óbvio: o exercício melhora o humor, reduz o estresse e torna muito mais fácil não querer uma taça de vinho depois de um dia ruim.
4 O álcool realmente estraga o seu sono
Mesmo um pouco de álcool pode reduzir a quantidade de sono REM que você tem. Uma das maiores mudanças que observei quando me abstive de álcool por um tempo foi na qualidade do meu sono. Por muito tempo pensei que tinha problemas de cansaço e era normal acordar ainda cansado. Agora percebi que era apenas álcool. Abandonar o álcool é como passar do sono econômico básico para a primeira classe.
5 Ler mais sobre a ciência do álcool me faz querer menos
Compreender como o álcool afeta cada órgão do corpo tem sido útil para me encorajar a me abster. Todo mundo sabe que o álcool faz mal ao fígado, mas acho que a maneira como ele afeta o cérebro é muito menos compreendida. Andrew Huberman nem sempre é o narrador mais confiável, mas seu podcast sobre o que o álcool faz ao corpo, ao cérebro e à saúde geral teve mais de 7 milhões de visualizações por um motivo e vale a pena ouvir.
6 Molho picante é uma maneira estranhamente útil de conter desejos
De acordo com um estudoa comida picante funciona da mesma forma que o álcool quando se trata de ativar o sistema de recompensa do cérebro. O estudo é bastante limitado, mas certamente descobri que comer algo super picante me dá uma sensação de excitação, da mesma forma que uma bebida.
7 coisas diferentes funcionam para pessoas diferentes
Não faz muito tempo, as pessoas pensavam que um pouco de álcool fazia bem. Agora parece que há uma manchete todos os dias anunciando que simplesmente chegar perto de um merlot pode causar câncer. Mas, como observaram recentemente alguns professores de Harvard, o assunto é mais matizado. “Depois de inúmeros estudos, os dados não justificam declarações abrangentes sobre os efeitos do consumo moderado de álcool na saúde humana”, escreveram Kenneth Mukamal e Eric B Rimm no início deste ano.
À medida que aumenta o sentimento anti-álcool, penso que é importante ter em mente esta nuance. Pessoalmente, não acho útil demonizar o álcool ou comprometer-me a nunca mais beber nada – sim, pode não ser inerentemente saudável, mas há uma razão pela qual até os nossos antepassados mais antigos estavam a engolir a bebida. Por enquanto, a sobriedade intermitente me ajudou a encontrar um equilíbrio que funciona para mim. Para outras pessoas, entretanto, comprometer-se com a sobriedade completa pode ser mais viável.
Faça o que fizer, dar um tempo no álcool nunca é uma má ideia. É sempre útil lembrar que existem maneiras melhores de levantar o ânimo do que uma bebida forte.
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19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
15 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.
A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.
Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.
O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade
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