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Tequila: demanda fraca nos EUA faz México acumular estoque – 06/01/2025 – Mercado
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12 meses atrásem
Madeleine Speed, Christine Murray
O México está acumulando mais de meio bilhão de litros de tequila em estoque, quase tanto quanto sua produção anual, enquanto a indústria, de rápido crescimento, enfrenta a desaceleração da demanda e a perspectiva de tarifas sobre exportações para os EUA sob Donald Trump.
Até o final de 2023, a indústria tinha 525 milhões de litros de tequila em estoque, envelhecendo em barris ou aguardando engarrafamento, de acordo com dados compartilhados com o Financial Times pelo Conselho Regulador de Tequila mexicano. Dos 599 milhões de litros de tequila produzidos no ano passado, cerca de um sexto permaneceu em estoque, segundo os números.
“Muito mais destilado novo está sendo produzido do que vendido, e os estoques estão começando a se acumular”, disse o analista da Bernstein, Trevor Stirling, atribuindo o acúmulo à queda na demanda e à nova capacidade de destilarias que recentemente começou a operar no México. “A indústria de tequila está se preparando para um 2025 muito turbulento.”
A sede dos consumidores pela bebida nacional do México cresceu rapidamente na última década, à medida que o destilado se tornou popular nos EUA, em parte graças a marcas apoiadas por celebridades, como a Casamigos, de George Clooney.
Mas a demanda caiu nos últimos 18 meses, à medida que o boom de destilados da pandemia diminuiu e os consumidores reduziram seu consumo em resposta aos preços mais altos.
Folha Mercado
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A quantidade de destilados vendidos nos EUA nos primeiros sete meses do ano encolheu 3% em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com o provedor de dados de bebidas IWSR. O consumo de tequila caiu 1,1%, em comparação com um aumento de 4% em 2023 e um aumento de 17% em 2021, o auge da febre da tequila.
Embora parte do estoque esteja no processo de envelhecimento, em vez de apenas aguardando engarrafamento, a tequila evapora rapidamente em comparação com outros destilados envelhecidos —em parte devido ao clima quente do México— o que significa que a maioria da tequila não é deixada em barris por mais de três anos.
Para agravar os problemas da indústria, Trump ameaçou o México, o maior parceiro comercial dos EUA, com uma tarifa de 25% sobre seus produtos. Isso seria devastador para a indústria e para a economia do México, que depende de seu vizinho do norte para comprar 83% de suas exportações.
“Seria dar um tiro no próprio pé, porque seus consumidores teriam que pagar muito mais”, disse o presidente do Conselho Regulador de Tequila, Ramón González.
Dois terços de toda a tequila produzida no México foram exportados em 2023, e 80% disso foi enviado para os EUA, de acordo com o grupo, que garante que os produtos atendam às especificações e protege a designação de origem do destilado.
Os maiores mercados de exportação de tequila após os EUA no ano passado foram Espanha e Alemanha —cada um representou apenas 2%.
González disse que havia uma preocupação geral sobre as possíveis tarifas, mas minimizou sua probabilidade, apontando para o aumento do investimento em tequila por empresas dos EUA e para as ameaças anteriores de Trump que não se concretizaram durante seu último mandato.
“Quando ele era presidente, ele disse exatamente a mesma coisa, que haveria tarifas etc.”, afirma González. “Não só ele não colocou impostos sobre bebidas alcoólicas, como os reduziu”, diz, referindo-se à Lei de Cortes de Impostos e Empregos de 2017, que reduziu as taxas de impostos sobre álcool produzido ou importado para os EUA.
Duas das maiores marcas de tequila, Patrón, de propriedade da Bacardi, e Casamigos, que agora pertence à Diageo, listada em Londres, têm reduzido os preços há mais de um ano em resposta à demanda mais fraca dos consumidores, de acordo com pesquisa da Bernstein.
Ao mesmo tempo, os produtores de tequila têm se beneficiado de preços mais baixos de matérias-primas, incluindo o agave, a planta da qual a tequila é feita.
“Há um excesso de oferta no momento de várias vezes o que a indústria precisa, e provavelmente algumas dessas plantações não serão vendidas olhando para os números da indústria”, disse González.
O preço do agave despencou de cerca de 30 pesos por quilo para entre 6 e 8 pesos para fornecedores com contratos, ou tão baixo quanto 2 pesos no mercado à vista, de acordo com produtores e agricultores.
“Seria um grande golpe para a economia da categoria se o benefício financeiro da queda dos preços do agave fosse anulado por guerras de preços de alto nível”, disse Stirling.
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Nota da Andifes sobre os cortes no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para as Universidades Federais — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
23 de dezembro de 2025Notícias
publicado:
23/12/2025 07h31,
última modificação:
23/12/2025 07h32
Confira a nota na integra no link: Nota Andifes
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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
18 de dezembro de 2025A Ufac, a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer realizaram, nessa quarta-feira, 17, a entrega dos equipamentos de halterofilismo e musculação no Centro de Referência Paralímpico, localizado no bloco de Educação Física, campus-sede. A iniciativa fortalece as ações voltadas ao esporte paraolímpico e amplia as condições de treinamento e preparação dos atletas atendidos pelo centro, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a inclusão de pessoas com deficiência.
Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a preparação esportiva e garantir melhores condições de treino aos atletas do Centro de Referência Paralímpico da Ufac.
Durante a solenidade, a reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Sozinho não fazemos nada, mas juntos somos mais fortes. É por isso que esse centro está dando certo.”
A presidente da APA, Rakel Thompson Abud, relembrou a trajetória de construção do projeto. “Estamos dentro da Ufac realizando esse trabalho há muitos anos e hoje vemos esse resultado, que é o Centro de Referência Paralímpico.”
O coordenador do centro e do curso de Educação Física, Jader Bezerra, ressaltou o compromisso das instituições envolvidas. “Este momento é de agradecimento. Tudo o que fizemos é em prol dessa comunidade. Agradeço a todas as instituições envolvidas e reforço que estaremos sempre aqui para receber os atletas com a melhor estrutura possível.”

O atleta paralímpico Mazinho Silva, representando os demais atletas, agradeceu o apoio recebido. “Hoje é um momento de gratidão a todos os envolvidos. Precisamos avançar cada vez mais e somos muito gratos por tudo o que está sendo feito.”
A vice-governadora do Estado do Acre, Mailza Assis da Silva, também destacou o trabalho desenvolvido no centro e o talento dos atletas. “Estou reconhecendo o excelente trabalho de toda a equipe, mas, acima de tudo, o talento de cada um de nossos atletas.”
Já o assessor do deputado estadual Eduardo Ribeiro, Jeferson Barroso, enfatizou a finalidade social da emenda. “O deputado Eduardo fica muito feliz em ver que o recurso está sendo bem gerenciado, garantindo direitos, igualdade e representatividade.”
Também compuseram o dispositivo de honra a pró-reitora de Inovação, Almecina Balbino, e um dos coordenadores do Centro de Referência Paralímpico, Antônio Clodoaldo Melo de Castro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre
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18 de dezembro de 2025A Orquestra de Câmara da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 17, uma apresentação musical no auditório do E-Amazônia, no campus-sede. Sob a coordenação e regência do professor Romualdo Medeiros, o concerto integrou a programação cultural da instituição e evidenciou a importância da música instrumental na formação artística, cultural e acadêmica da comunidade universitária.
A reitora Guida Aquino ressaltou a relevância da iniciativa. “Fico encantada. A cultura e a arte são fundamentais para a nossa universidade.” Durante o evento, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, destacou o papel social da arte. “Sem arte, sem cultura e sem música, a sociedade sofre mais. A arte, a cultura e a música são direitos humanos.”
Também compôs o dispositivo de honra a professora Lya Januária Vasconcelos.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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