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Testemunhas dizem que assassino de empresário não pediu dinheiro antes de atirar contra ele em loja no Acre

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A Polícia Civil continua investigando a morte do empresário Jorge de Souza Batista, de 65 anos, alvejado a tiros dentro da sua floricultura no bairro Bosque, em Rio Branco, no último sábado (5). O crime, tratado até o momento como latrocínio pela polícia, teve grande repercussão já que Jorge das Flores era um dos pioneiros no ramo de floricultura no estado, atuando há mais de 20 anos em Rio Branco.

O g1 teve acesso a detalhes dos depoimentos, tanto do acusado, Juliano Salvador Leitão, de 27 anos, como de duas funcionárias da loja que estavam no momento do crime. Diferente do que diz Leitão, réu confesso do crime, as testemunhas alegam que em nenhum momento ele chegou a pedir dinheiro da vítima antes de atirar contra Jorge.

O que diz o acusado

Ao cometer o crime, Juliano Leitão foi preso ainda próximo da loja no Bosque quando tentava pegar um mototáxi porque, segundo ele, o comparsa, que estava do lado de fora, fugiu ao ouvir os disparos.

Ele conta que recebeu ordem de uma facção para assaltar o empresário porque ele teria uma caixa com grande quantia de dinheiro dentro do porta-luvas do carro.

O acusado mora no bairro Raimundo Melo e contou à polícia que recebeu uma ligação de um membro da facção da qual ele faz parte que passou as orientações. Ele conta que foi orientado a ir até um supermercado na Avenida Getúlio Vargas, e que um outro criminoso, que havia saído do presídio um dia antes, iria buscá-lo para que eles cometessem o crime.

O acusado diz que não saberia informar o contato do suposto mandante porque “os membros da facção” trocam de chips telefônicos com certa frequência.

“Alega que a vítima esboçou reação tocando nos bolsos e, por acreditar que ele pudesse estar armado, efetuou os disparos. Pediu a chave do carro, mas a vítima teria jogado a carteira no chão e que ao recolher a carteira, deu mais um tiro, mas quando saiu da loja correndo, que não viu o comparsa, saiu em busca de um mototáxi, quando foi preso”, diz o depoimento.

Leitão então teve a prisão convertida em flagrante ainda no domingo (6) e foi levado ao Complexo Prisional Rio Branco. Ele tem passagem por estelionato, quando foi preso, e ameaça.

Jorge foi um dos pioneiros no ramo da floricultura em Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal

Jorge foi um dos pioneiros no ramo da floricultura em Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal

O que dizem as testemunhas

Já a versão das testemunhas contradizem a do acusado no mesmo ponto: não houve pedido de dinheiro. Uma das funcionárias, que trabalha há três meses na loja, disse que o empresário a chamou para ir até o depósito, onde ficam as rosas, geladeiras e outros equipamentos de manutenção.

“Ele mandou fazer a limpeza do freezer e passar os itens para a geladeira. Neste momento, ele virou as costas e viu um estranho dentro do depósito já com a arma na mão, sendo que em momento nenhum perguntou por dinheiro. Que Jorge não tentou reagir e não fez nenhum movimento brusco e disse apenas: ‘O que é isso rapaz’ e ele logo foi atirando”, contou em depoimento.

A outra funcionária, contratada há apenas 3 dias, confirmou o primeiro depoimento da testemunha, reforçando que em nenhum momento foi pedido dinheiro e que Jorge também não reagiu.

O empresário foi atingido com dois tiros próximo ao pescoço, passou por cirurgia, mas morreu no fim da tarde de sábado (5) após duas paradas cardíacas. Desta forma, a Polícia Civil disse que, inicialmente o crime seria tratado como latrocínio, já que com Leitão foi achada a carteira da vítima.

O que dizem amigos e familiares

Já a família pede apuração rígida dos fatos, uma vez que muitos objetos de valores que estavam com o empresário não foram levados. A defensora pública Iacuty Aiache, que é ex-cunhada do empresário, falou com carinho dele e pediu explicações.

“Sentimento que fica é de indignação e muita tristeza porque o Jorge é do Rio e ele há mais de 30 anos escolheu o Acre para morar e é muito triste pra gente, conhecedor de tudo que fez, ele foi o primeiro cara que vendeu flores do Acre, ter um fim trágico desses. A pergunta que não quer calar: o que houve realmente? Não levaram nada de Jorge, ele tava com R$ 2,6 mil no bolso, com um anel que valia R$ 30 mil, ele tinha R$ 10 mil no carro e ficou intacto lá e é muito triste. Fica uma lacuna, um vácuo na vida da gente”, diz.

A ex-mulher do empresário, Dínia Aiache, que também foi pioneira ao lado do ex-marido na venda de flores, tem duas filhas com ele. Ela disse que ficou abalada com a notícia.

“É um sentimento que dói muito. Jorge foi uma pessoa amada, muito amada, ele tinha os defeitos dele, mas sempre foi uma pessoa alegre, que não via muito maldade, mas ele era esperto, ficava andando e tomando conta das coisas. A gente fica desorientada, ainda mais quando tem filho no meio, mas Deus vai consolar o coração de todos para eles aceitarem essa perda”, disse durante o velório no domingo (6).

O corpo do empresário foi enterrado na segunda-feira (7) porque a família esperava a chegada de uma das filhas de Jorge que mora em outro estado.

Amigos se despediram do empresário ainda no domingo (6) — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Amigos se despediram do empresário ainda no domingo (6) — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

O que diz a Polícia Civil

 

O diretor de Polícia Civil da Capital e do Interior (DPCI), Pedro Paulo Buzolin, falou sobre o caso na segunda-feira (7). Ele disse que imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas em busca de identificar o segundo autor do crime.

“A investigação ainda está em curso para precisar de forma contundente o crime, mas a princípio se trata de latrocínio. As diligências começaram logo após o crime, com coleta de imagens, e ainda não identificamos o segundo autor, mas estamos trabalhando para isso. As informações apontam que havia um segundo autor em uma motocicleta, que se evadiu do local logo após o crime. Com certeza vai ser indiciado por latrocínio, tão logo a gente tenha sua qualificação”, disse em coletiva.

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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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