ACRE
Tigres separados quando pequenos são reunidos 50 anos depois; se apaixonaram
PUBLICADO
2 anos atrásem
Ambientalistas alcançaram uma conquista inédita. Após aproximadamente dez anos de trabalho, dois tigres que haviam sido separados quando eram filhotes foram reunidos. Eles faziam parte de um grupo de seis filhotes órfãos, nascidos de pais distintos. O curioso é que dois desses tigres formaram um par e tiveram um filhote juntos
A realização aconteceu na região de Pri-Amur, na Rússia, e levou uma década (de 2012 a 2021) para ser concluída. Os tigres pertencem à subespécie tigre-de-amur (Panthera tigris altaica).
Os resultados da pesquisa que viabilizou o projeto foram publicados em um estudo. “Esses resultados fornecem uma estrutura potencial para reintroduções de tigres e outros grandes felinos em todo o mundo”, afirmam os autores.
O estudo e a prática
O estudo, publicado na revista Wildlife, analisou especificamente o sucesso da reabilitação e reintrodução de filhotes órfãos como forma de restaurar a população de tigres.
Os pesquisadores acompanharam seis filhotes de tigre, encontrados órfãos nas florestas das Montanhas Sikhote-Alin, na Rússia, um Patrimônio Natural da Unesco e o último reduto de tigres no país.
Os filhotes foram alojados em santuários onde o contato com humanos era reduzido ao mínimo possível.
Leia mais notícia boa
- Ave selvagem mais velha do mundo põe ovo aos 74 anos; veja que lindo
- Burrinho de estimação se perde da família e é encontrado após 5 anos feliz com rebanho de alces; ‘melhor vida’
- Quatro tigres nascem de uma vez e zoo comemora; ameaçados de extinção
Muitos cuidados
Ao longo dos anos, os tigres receberam presas vivas para aprender a caçar.
O Bronx Zoo da WCS e outros parceiros aconselharam sobre maneiras de criar e manter os filhotes para que eles não dependessem de humanos.
Após um período de adaptação, os filhotes foram soltos como subadultos (com pelo menos 18 meses de idade) na região de Pri-Amur, na Rússia, incluindo áreas próximas às montanhas Sikhote-Alin. Essa soltura ocorreu dentro da área de distribuição original dos tigres-de-amur, com o objetivo de restaurar a população local.
Vida selvagem
Os filhotes foram criados em condições de semi-cativeiro para prepará-los para a vida selvagem. Durante o estudo, um fenômeno fascinante foi observado: uma história de união entre dois tigres.
Boris e Svetlana, dois tigres-de-amur sem parentesco genético, faziam parte dos seis órfãos originalmente soltos na natureza em 2014.
História de amor
Em 2015, um ano após sua libertação, Boris percorreu grandes distâncias até o local onde Svetlana havia estabelecido sua toca.
Boris e Svetlana formaram um par e tiveram um filhote chamado Amur. De acordo com o Good News Network (GNN), os dois tigres foram resgatados em regiões distintas da Rússia.
Na Rússia, um estudo reuniu seis filhotes de tigres separados quando bebês e a experiência mostra como se adaptaram à vida selvagem. Foto: Deccan Herald
Leia Mais: Só Notícias Boas
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 dia atrásem
1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
Relacionado
ACRE
Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
Relacionado
ACRE
Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
6 dias atrásem
28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
ACRE6 dias agoUfac entrega computadores para coordenações de PPGs — Universidade Federal do Acre
ACRE6 dias agoSeminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
ACRE3 dias agoUfac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
ACRE1 dia agoEgressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login