NOSSAS REDES

ACRE

Titãs de Wall Street mostram entusiamo para Trump 2.0 – 11/12/2024 – Mercado

PUBLICADO

em

Rob Copeland

No dia seguinte à eleição presidencial, o CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, pegou o telefone para fazer uma ligação que esperava não ter que fazer.

Dimon, que havia apoiado privadamente a vice-presidente Kamala Harris e se gabado para associados de que não falava com Donald Trump há anos, agora estava na posição de ligar para o presidente eleito para parabenizá-lo e oferecer ajuda de qualquer forma. Trump não atendeu, forçando Dimon a deixar uma mensagem na caixa postal, de acordo com duas pessoas com conhecimento da ligação.

O desprezo —e uma mensagem subsequente de Trump nas redes sociais dizendo que Dimon “não seria convidado” a fazer parte de sua administração— não diminuiu o entusiasmo do banqueiro. Dimon disse alguns dias depois que sua indústria estava “dançando nas ruas” com a vitória de Trump e as maiorias republicanas na Câmara dos Representantes e no Senado.

Hoje em dia, parece que todos que são alguém em Wall Street —para não mencionar muitos que não são ninguém— estão animados com o retorno de Trump. Em entrevistas, banqueiros, advogados, investidores e executivos corporativos com uma ampla gama de visões políticas disseram que, apesar das opiniões mistas sobre as políticas propostas por Trump em geral, veem em sua administração a maior possibilidade de um impulso para o mundo dos negócios em uma geração ou mais.

Em parte, eles foram conquistados pelas escolhas do presidente eleito de uma coleção bastante comum de veteranos republicanos para papéis regulatórios econômicos e financeiros. Eles esperam que esse grupo fortemente ligado a Wall Street, como Paul Atkins, advogado de longa data para firmas de investimento escolhido para presidir a Comissão de Valores Mobiliários, e Howard Lutnick, banqueiro de investimento bilionário, como secretário de comércio designado, se concentrem em causas conservadoras rotineiras como regulamentação financeira mais leve e impostos mais baixos (ou pelo menos uma continuação dos cortes de impostos que estão prestes a expirar).

Notavelmente, a perspectiva otimista ignora algumas das ideias econômicas não convencionais —nomeadamente tarifas sobre todas as importações para os Estados Unidos— que Trump prometeu. Também se assume que o presidente eleito continuará a guardar suas escolhas políticas mais provocativas para burocracias como o FBI, que os financistas veem como não relacionadas ao seu mundo.

Por enquanto, esses riscos estão em segundo plano em relação à oportunidade fria e dura. Um banqueiro de investimento proeminente, que pediu anonimato porque não está autorizado a falar publicamente sobre o assunto, apontou que, em meio à postura de Trump, há lucro a ser feito: Seu banco estava vendo um aumento no interesse de clientes corporativos que procuram comprar instrumentos financeiros caros e complicados que reduzem o risco de mudanças no preço das moedas.

O cliente recebe estabilidade financeira, enquanto o banco de investimento gera taxas.

Com Trump 2.0, parece haver algo para todos na arena financeira: Para banqueiros como Dimon, no topo da lista de desejos está o afrouxamento dos requisitos de capital iminentes, conhecidos como “fim de jogo de Basel III”, que eles dizem que reduziria a quantidade de dinheiro que têm disponível para emprestar e, em última análise, lucrar. Reguladores internacionais argumentaram que as regras propostas são necessárias para prevenir outra crise financeira.

CEOs com grandes pacotes salariais contingentes ao aumento dos preços das ações estão animados que Trump, como fez em sua primeira administração, está novamente agitando por taxas de juros mais baixas, que geralmente impulsionam os mercados financeiros ao incentivar a assunção de riscos.

As taxas de juros são definidas pelo Federal Reserve, não diretamente pelo presidente, e já estão em queda. Ainda assim, Trump não mostrou escrúpulos em insistir publicamente que o banco central mantenha as taxas baixas, apesar de uma tradição na qual os presidentes geralmente evitam pressão direta sobre o Fed.

Taxas mais baixas também seriam um impulso para fusões e aquisições, ofertas públicas iniciais e outras engrenagens na máquina de fazer dinheiro de Wall Street, que ficaram emperradas nos últimos quatro anos após a pandemia e sob uma administração Biden que tentou reprimir grandes empresas tentando ficar maiores. Quando Trump nomeou uma ex-lobista de tecnologia, Gail Slater, para liderar a divisão antitruste do Departamento de Justiça, ele disse que esperava que ela “facilitasse, em vez de sufocar”, o mundo corporativo, uma linguagem que não estaria deslocada no movimento de desregulamentação de Reagan.

E talvez ninguém esteja mais eufórico do que investidores em criptomoedas e capitalistas de risco, que abraçaram o presidente eleito, antes cético em relação ao bitcoin, e esperam ser autorizados a registrar e comercializar novas moedas para investidores comuns. O preço do bitcoin, um proxy para as esperanças da indústria em geral, recentemente tocou US$ 100 mil e disparou quase 40% desde a eleição. O S&P 500 subiu 6% desde então.

Como sempre com Trump, cuja tomada de decisões pode ser difícil de prever, avaliar a chance de um ganho financeiro de longo prazo de seu tempo no cargo pode ser semelhante a ler um teste de Rorschach em que a mesma imagem pode parecer diferente dependendo do observador.

É fácil o suficiente elaborar um argumento para explicar por que o otimismo financeiro pode estar fora de lugar: Trump falou sobre planos de gastos que aumentariam a dívida nacional e a imposição de tarifas e uma renovação de cortes de impostos que poderiam exacerbar a inflação. Um aperto no mercado de trabalho causado por deportações em massa de imigrantes também poderia causar um aumento nos salários, à medida que as empresas são forçadas a competir agressivamente por trabalhadores.

E tempos áureos para Wall Street são frequentemente seguidos por problemas econômicos. A indústria de serviços financeiros tradicionalmente prosperou até o limite do colapso, como antes do estouro da bolha da internet em 2000 e do mercado hipotecário em 2007.

Houve também uma exasperação generalizada entre o setor financeiro no final do mês passado, quando Trump ameaçou impor uma tarifa de 25% sobre produtos do México e do Canadá. Wall Street odeia incerteza e uma guerra comercial em ebulição entre dois dos maiores parceiros comerciais dos EUA traria isso em abundância.

E ainda assim, não muito tempo depois dessa ameaça, muitos financistas buscaram profundamente uma razão para se concentrar no positivo, passando entre si uma carta de janeiro para investidores do escolhido por Trump para secretário do Tesouro, Scott Bessent, que descreveu as tarifas como menos importantes do que podem parecer porque estariam “na mesa, mas raramente descarregadas.”

Um porta-voz da transição de Trump não respondeu a um pedido de comentário.



Leia Mais: Folha

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

//www.instagram.com/embed.js



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS