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Torcedores israelenses atacados após jogo da Liga Europa

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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou na manhã de sexta-feira, 8 de novembro, o envio de dois aviões a Amsterdã para resgatar torcedores de futebol depois que a violência e os ataques levaram a dezenas de prisões nos bastidores de uma partida da Liga Europa realizada na noite de quinta-feira, o Ajax Amsterdam- Maccabi Telavive (5-0).

“O Primeiro-Ministro ordenou o envio imediato de dois aviões de socorro para ajudar os nossos cidadãos”de acordo com um comunicado de imprensa dos seus serviços, que especifica que Netanyahu considerou “o incidente terrível com a maior seriedade”.

O Ministério da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, apelou aos cidadãos israelitas em Amesterdão para permanecerem nos seus quartos de hotel após os ataques nas ruas da cidade. “Os torcedores que foram assistir a uma partida de futebol enfrentaram o antissemitismo e foram atacados com uma crueldade inimaginável simplesmente por serem judeus e israelenses”disse o ministro.

Segundo o jornal israelense Haaretzcitando informações das autoridades holandesas recolhidas pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, dez israelitas ficaram feridos nesta violência. A condição deles permanece desconhecida. O Ministério das Relações Exteriores de Israel acrescentou que não conseguiu entrar em contato com outros dois israelenses.

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Naftali Bennett, primeiro-ministro israelense de curta duração de 2021 a 2022, postou vídeos desses ataques a X durante a noite. “Parece um POGROM PLANEJADO e ORGANIZADO”ele escreveu. “Pessoas inocentes derrubadas, espancadas, jogadas em um rio, etc. Apelo às autoridades neerlandesas para que actuem imediatamente para evitar ferimentos e coisas piores. »

Os vídeos que ele compartilhou mostram pessoas sendo atingidas, principalmente no chão. Em alguns, os atacantes gritam «Palestina Livre» e insultos em árabe. Outras mensagens, postado em particular por páginas antifascistasacusam os apoiadores israelenses de provocações e cantos de ódio.

Uma força policial forte

De acordo com Haaretzcerca de 3.000 cidadãos israelenses viajaram para Amsterdã para assistir ao jogo. O jornal noticiou que, segundo depoimentos de apoiadores, alguns dos ataques foram emboscadas planejadas. Diz-se que os atacantes montaram armadilhas para os israelenses em vários lugares da cidade quando eles voltavam da partida de trem.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, pediu ao governo holandês que ajudasse os cidadãos israelenses a chegar ao aeroporto com segurança, disse ele ao seu homólogo holandês, Caspar Veldkamp, ​​​​na sexta-feira.

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“Está presente um grande número de viaturas da unidade móvel e também foram chamados reforços. Os jovens também supostamente provocaram a polícia”, descreveu a mídia local AT5. A polícia protegeu e escoltou apoiadores israelenses até seu hotel, de acordo com imagens compartilhadas pelo AT5.

A polícia de Amesterdão, citada pela agência ANP, indicou ter feito 57 detenções no total durante o dia. Ela indicou quinta-feira em sua conta X que estava “particularmente vigilante”depois de relatar vários incidentes, incluindo uma bandeira palestina arrancada de uma fachada “por estranhos”.

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À tarde, cerca de uma centena de apoiantes israelitas reuniram-se na Praça Dam – rodeados por uma forte força policial – antes de se dirigirem ao estádio Johan Cruyff, a sudoeste da capital holandesa.

Uma manifestação pró-Palestina condenando a chegada do clube israelense foi inicialmente planejada perto do estádio, mas foi transferida um pouco mais para o bairro pela prefeitura de Amsterdã por razões de segurança.

Nos últimos meses, vários jogos de equipas israelitas foram realizados em terreno neutro, nomeadamente na Hungria, por medo da violência ligada aos conflitos em curso no Médio Oriente.

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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