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Tri mundial de surfe supera câncer e volta às competições – 19/01/2025 – Esporte

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Lucas Bombana

Tricampeão mundial de surfe na modalidade longboard, o carioca Phil Rajzman, 42, passava o Natal de 2023 com familiares e amigos no Havaí quando percebeu que havia algo de errado com seu corpo.

Convivendo já havia algumas semanas com um incômodo na região da costela quando se deitava sobre a prancha para remar no mar em direção às ondas, o surfista pensou inicialmente que poderia se tratar de um quadro de gastrite.

Na ceia natalina, no entanto, ao comer um pouco além do habitual, sentiu-se mal, vomitou e percebeu que a situação poderia ser mais grave. Após consultas com médicos no Havaí e no Brasil, teve o diagnóstico de linfoma não Hodgkin, um tipo de câncer que afeta o sistema linfático.

Logo em seguida vieram as pesadas sessões de quimioterapia que o deixaram bastante debilitado. Em meados de junho de 2024, Phil se preparava para ser internado no hospital para um transplante de medula como parte do tratamento.

Após uma bateria de exames pré-operatórios, para surpresa dos médicos, os resultados apontaram que o paciente estava curado, sem mais a necessidade do transplante. “Eu penso que foi um milagre”, afirmou Phil, emocionado, à Folha. “Foi a maior vitória da minha vida.”

Ele acredita que seu histórico como atleta de elite por mais de duas décadas tenha sido importante na recuperação. Segundo o surfista, além do preparo físico, o aspecto mental e a resiliência para se manter focado em busca de um objetivo, mesmo em uma circunstância difícil como o combate a um câncer, foram decisivos.

“Você manter-se ativo, continuar se alimentando, dormindo o período que tem que dormir, acordando, levantando, saindo da cama, alimentando-se bem, mantendo a cabeça boa… Acho que o esporte, a cabeça de atleta, fez toda a diferença”, afirmou Phil. Ele usou canabidiol, que considerou importante para a manutenção do apetite e o necessário descanso à noite.

“O tratamento é doloroso, horrível. Mas eu tinha a opção de ficar pensando nesses problemas e a opção de focar o objetivo final. Você ter uma família, amigos, um esporte que ama, são coisas que motivam a estar vivo.”

Quando ainda enfrentava a doença, Rajzman precisou voltar ao Havaí, onde reside por seis meses ao ano, para resolver pendências burocráticas. Na ocasião, ao aterrissar na ilha, percebeu que as ondas estavam perfeitas para a prática do surfe e, mesmo longe de suas melhores condições, pegou a prancha e foi ao mar.

“Tive aquela sensação de novo de estar dentro do tubo, de pegar uma onda grande. Aquilo me fez reviver essa sensação de bem-estar. No meio do processo todo, eu voltei a me sentir pleno, feliz, encantado com a natureza e falei: ‘Cara, isso é Deus, estou conectado com Deus, é uma mensagem me dizendo que vou ficar bem, vou viver isso mais vezes na minha vida'”, recordou.

No fim de outubro, recuperado, ele já estava de volta às competições. Na praia de Itacoatiara, em Niterói, ficou com o vice-campeonato no torneio Tunel Crew Shootout 2024, perdendo a decisão para o amigo de longa data Raoni Monteiro.

Cerca de dois meses depois, de volta ao Havaí, subiu ao lugar mais alto do pódio na tradicional competição Hale´Iwa International Open, uma das poucas que ainda não havia conquistado.

Embora não tenha o mesmo preparo físico de jovens atletas que agora são seus adversários, Phil disse ter se apoiado na experiência adquirida ao longo de décadas em cima da prancha para adotar um posicionamento estratégico, à espera das melhores ondas.

“Acho que talvez tenha sido a primeira vez que a minha filha Coral, de cinco anos, tenha visto eu ganhar um evento entendendo o que está acontecendo, porque antes ela era muito novinha. E foi muito legal viver esse momento junto com ela”, sorriu

O surfista agora quer servir como um exemplo para outras pessoas que estão enfrentando o câncer.

“Meu sonho agora é voltar a ter patrocinadores que me permitam estar 100% voltado às competições e poder, de alguma forma, passar essa mensagem de que, muitas vezes, aparecem esses obstáculos na vida, mas que eles não servem para enfraquecer, muito pelo contrário, servem para fortalecer, para você sair daquilo mais forte.”



Leia Mais: Folha

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Nota da Andifes sobre os cortes no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para as Universidades Federais — Universidade Federal do Acre

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publicado:
23/12/2025 07h31,


última modificação:
23/12/2025 07h32

Confira a nota na integra no link: Nota Andifes



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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

A Ufac, a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer realizaram, nessa quarta-feira, 17, a entrega dos equipamentos de halterofilismo e musculação no Centro de Referência Paralímpico, localizado no bloco de Educação Física, campus-sede. A iniciativa fortalece as ações voltadas ao esporte paraolímpico e amplia as condições de treinamento e preparação dos atletas atendidos pelo centro, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a inclusão de pessoas com deficiência.

Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a preparação esportiva e garantir melhores condições de treino aos atletas do Centro de Referência Paralímpico da Ufac.

Durante a solenidade, a reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Sozinho não fazemos nada, mas juntos somos mais fortes. É por isso que esse centro está dando certo.”

A presidente da APA, Rakel Thompson Abud, relembrou a trajetória de construção do projeto. “Estamos dentro da Ufac realizando esse trabalho há muitos anos e hoje vemos esse resultado, que é o Centro de Referência Paralímpico.”

O coordenador do centro e do curso de Educação Física, Jader Bezerra, ressaltou o compromisso das instituições envolvidas. “Este momento é de agradecimento. Tudo o que fizemos é em prol dessa comunidade. Agradeço a todas as instituições envolvidas e reforço que estaremos sempre aqui para receber os atletas com a melhor estrutura possível.”

O atleta paralímpico Mazinho Silva, representando os demais atletas, agradeceu o apoio recebido. “Hoje é um momento de gratidão a todos os envolvidos. Precisamos avançar cada vez mais e somos muito gratos por tudo o que está sendo feito.”

A vice-governadora do Estado do Acre, Mailza Assis da Silva, também destacou o trabalho desenvolvido no centro e o talento dos atletas. “Estou reconhecendo o excelente trabalho de toda a equipe, mas, acima de tudo, o talento de cada um de nossos atletas.”

Já o assessor do deputado estadual Eduardo Ribeiro, Jeferson Barroso, enfatizou a finalidade social da emenda. “O deputado Eduardo fica muito feliz em ver que o recurso está sendo bem gerenciado, garantindo direitos, igualdade e representatividade.”

Também compuseram o dispositivo de honra a pró-reitora de Inovação, Almecina Balbino, e um dos coordenadores do Centro de Referência Paralímpico, Antônio Clodoaldo Melo de Castro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Orquestra de Câmara da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 17, uma apresentação musical no auditório do E-Amazônia, no campus-sede. Sob a coordenação e regência do professor Romualdo Medeiros, o concerto integrou a programação cultural da instituição e evidenciou a importância da música instrumental na formação artística, cultural e acadêmica da comunidade universitária.

 

A reitora Guida Aquino ressaltou a relevância da iniciativa. “Fico encantada. A cultura e a arte são fundamentais para a nossa universidade.” Durante o evento, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, destacou o papel social da arte. “Sem arte, sem cultura e sem música, a sociedade sofre mais. A arte, a cultura e a música são direitos humanos.” 

Também compôs o dispositivo de honra a professora Lya Januária Vasconcelos.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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