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Tribunal de Bangladesh rejeita novamente fiança para líder hindu acusado de sedição | Notícias dos tribunais

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Krishna Das Prabhu enfrenta acusações de sedição por liderar manifestações exigindo melhor segurança para grupos minoritários na cidade de Chattogram.

Um tribunal no Bangladesh negou novamente a fiança a um líder hindu que defende a protecção dos grupos minoritários no país.

Krishna Das Prabhu não compareceu à audiência no tribunal da cidade de Chattogram, no sudeste, onde o juiz das sessões metropolitanas, Saiful Islam, rejeitou seu pedido de fiança, de acordo com o promotor público Mofizul Haque Bhuiyan.

A segurança foi reforçada na audiência, com policiais e soldados vigiando o tribunal. A violência irrompeu após uma audiência anterior sobre fiança em novembro, com os seguidores de Prabhu acusados ​​​​de matar um promotor público muçulmano.

Prabhu, 39 anos, foi preso por supostamente desrespeitar a bandeira de Bangladesh durante um comício em Chattogram e enfrenta acusações de sedição.

Grupos hindus alegam que houve centenas de ataques contra hindus desde agosto, quando o governo de quase 16 anos da primeira-ministra Sheikh Hasina foi derrubado.

“Ele enfrenta acusações graves, como sedição e outras que envolvem a segurança e a soberania do nosso país”, disse Bhuiyan à agência de notícias Associated Press por telefone.

“Argumentamos no tribunal que se ele obtiver fiança isso poderia criar anarquia, como vimos no passado, quando ele desencadeou violência nas instalações do tribunal ao convocar milhares de seus apoiadores para protestar. Portanto, agimos contra seu pedido de fiança, pois acreditávamos que ele poderia fazer uso indevido de sua fiança.”

Monges hindus participam de uma manifestação de protesto condenando a prisão de Prabhu em Calcutá, Índia (Arquivo: Bikas Das/AP)

Prabhu é porta-voz do grupo Bangladesh Sammilito Sanatan Jagaran Jote. Ele também está associado à Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna (ISKCON), amplamente conhecida como movimento Hare Krishna.

Apurba Kumar Bhattacharjee, advogado que representa Prabhu, disse que apelaria da decisão.

Radharamn Das, vice-presidente e porta-voz da ISKCON em Calcutá, capital do estado indiano de Bengala Ocidental, disse à rede India Today que a saúde de Prabhu estava piorando. Ele disse que o líder hindu preso “tornou-se um rosto das minorias em Bangladesh”.

“As minorias o veem como um raio de esperança. Ele representa a voz deles”, disse Das.

Entretanto, a família do advogado assassinado à facada em Novembro, Saiful Islam Alif, abriu dois processos separados contra aqueles que dizem estar ligados à sua morte. Isso inclui 58 advogados hindus acusados ​​de vandalismo e porte de explosivos.

Bangladesh viu tensões religiosas depois que uma revolução liderada principalmente por estudantes derrubou a “autocrática” Hasina. O governo nacionalista hindu da Índia apoiou Hasina, que esteve em exílio na Índia desde que os manifestantes invadiram o seu palácio em 5 de agosto.

Bangladesh em dezembro solicitou à Índia mande Hasina de volta para enfrentar acusações de “massacres, assassinatos e crimes contra a humanidade”. A Índia confirmou que recebeu o pedido, mas não quis comentar mais.

Grupos hindus e outros grupos minoritários no Bangladesh e no estrangeiro criticaram o governo interino liderado pelo Prémio Nobel da Paz, Muhammad Yunus, por minando sua segurança após a queda de Hasina.

Yunus e os seus apoiantes dizem que os relatos de ataques a hindus e outros grupos minoritários desde Agosto têm sido exagerados.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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