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Tropas russas avançam em direção a Pokrovsk e tomam segunda cidade ucraniana em uma semana | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia

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A Rússia capturou uma segunda cidade na região oriental de Donetsk, na Ucrânia, no espaço de uma semana, numa ofensiva de meses que não mostra sinais de diminuir, com o Estado-Maior da Ucrânia a relatar mais de 150 ataques por dia em toda a frente.

O Ministério da Defesa da Rússia disse que suas tropas capturaram Hrodivka, uma cidade situada a caminho de Pokrovsk, que os generais ucranianos dizem ser um alvo importante.

As forças russas entraram em Hrodivka em início de setembro. A sua captura ocorreu apenas cinco dias após a queda de Vuhledar na fronteira Donetsk-Zaporizhia.

A campanha aérea da Rússia também está em pleno andamento.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, disse que a Rússia lançou 800 bombas planadoras e enviou quase 400 drones e 20 mísseis para a Ucrânia na semana passada.

“Este terror aéreo diário pode ser interrompido. Isso requer a unidade de parceiros e (armas) de longo alcance”, disse Zelenskyy.

Zelenskyy pediu aos seus aliados que permitissem que a Ucrânia usasse mísseis fornecidos pelo Ocidente para atacar os aeródromos russos a partir dos quais as bombas planadoras são enviadas a bordo dos bombardeiros Tupolev-95.

A Rússia alertou sobre consequências terríveis caso os aliados permitam que a Ucrânia ataque centenas de quilómetros dentro da Rússia.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, fez isso novamente na terça-feira.

“Assim que esta decisão for tomada, se for tomada, saberemos sobre ela e sobre o esquema que (o presidente russo) Vladimir Putin mencionadojá estará em vigor”, disse Lavrov.

(Al Jazeera)

A Rússia também sofreu reveses.

O porta-voz das forças do norte da Ucrânia em Kharkiv, Vitaly Sarantsev, revelou no domingo que um grande ataque mecanizado no início da semana passada em Vovchansk resultou em mais mortos do que feridos russos.

“O inimigo utilizou um grande número de efetivos e um número significativo de veículos blindados que, sob a cobertura de dois tanques, tentaram atacar (nossas) posições”, disse Sarantsev.

“Eles tentaram avançar para a planta (industrial), mas foram recebidos pelo fogo da nossa artilharia e pelos golpes dos nossos drones FPV (visão em primeira pessoa)”, disse ele.

“Pela primeira vez, o número de mortos superou o número de feridos. Isto mostra que a intensidade da batalha foi tal que o inimigo simplesmente não teve tempo de retirar o seu pessoal ou de levar os feridos – todos morreram durante este ataque.”

A Ucrânia disse que, em geral, 40 por cento das perdas russas em Kharkiv foram “irreversíveis” – ou seja, mortos ou feridos irrecuperáveis.

Perdas russas “significativas” devido a avanços marginais

A Ucrânia foi pioneira no uso de drones no campo de batalha para destruir veículos blindados e demonstrou o uso de drones FPV Phoenix para lançar munições em três armazéns russos de munições em Luhansk e em veículos blindados de transporte de pessoal.

Os especialistas têm discutido sobre a capacidade da Rússia de continuar a absorver enormes perdas de homens e veículos.

Tem levado a cabo ofensivas nas regiões ucranianas de Kharkiv, Luhansk, Donetsk e Zaporizhia desde Fevereiro, quando a Ucrânia assumiu uma postura defensiva.

“As forças russas conduziram vários ataques mecanizados do tamanho de um batalhão no oeste do Oblast de Donetsk desde julho de 2024, a maioria dos quais resultou em perdas significativas de veículos blindados em troca de avanços territoriais marginais”, escreveu o Instituto para o Estudo da Guerra, com sede em Washington. tanque de reflexão.

Ativistas agitam bandeiras durante um evento que marca o 72º aniversário do presidente russo Vladimir Putin durante o conflito Rússia-Ucrânia em Donetsk, Ucrânia controlada pela Rússia, 7 de outubro de 2024. REUTERS/Alexander Ermochenko
Ativistas agitam bandeiras russas em uma área controlada pela Rússia na região de Donetsk, na Ucrânia, durante um evento que marca o 72º aniversário do presidente russo, Vladimir Putin, durante a guerra da Rússia na Ucrânia, em 7 de outubro de 2024 (Alexander Ermochenko/Reuters)

A Rússia teve o seu maior sucesso este ano na frente de Pokrovsk.

Desde que tomou Avdiivka em fevereiro, formou uma extensão saliente de 40 km em direção a Pokrovsk.

Por uma contagem, perdeu cinco divisões de veículos para conseguir isso.

O Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, um think tank com sede em Londres, estimou que a Rússia tinha perdido 8.800 veículos blindados e tanques nos primeiros dois anos da guerra e estava a esgotar rapidamente os arsenais soviéticos.

Segundo as contas da Ucrânia, a Rússia tem vindo a perder mais de 30.000 efetivos e 1.500 sistemas de artilharia por mês desde o verão.

Na ofensiva de longo alcance

A Ucrânia continuou a estar na ofensiva em ataques de longo alcance contra alvos russos de energia e defesa.

O Estado-Maior da Ucrânia disse ter atingido um depósito de petróleo em Feodosia, na Crimeia ocupada pela Rússia. Eles disseram que o depósito de Feodosia era o maior depósito militar de petróleo em Crimeia e foi usado para abastecer as forças russas na frente. Um assessor do chefe das forças de ocupação da Crimeia confirmou na segunda-feira um incêndio no depósito de Feodosia sem explicar a causa.

O governador da região russa de Belgorod disse que 45 drones ucranianos atacaram a região na terça-feira, ferindo duas pessoas.

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(Al Jazeera)

O chefe do Serviço de Fronteiras da Ucrânia, Andriy Demchenko, disse que a Ucrânia continua a disparar contra plataformas russas de produção de gás no Mar Negro para evitar que sejam utilizadas para extração de gás ou para fins militares.

A inteligência militar e o Serviço de Fronteiras da Ucrânia “realizam constantemente tarefas nas águas do Mar Negro, a fim de controlar este território e impedir a entrada do inimigo”, disse Demchanko.

Aumentando a produção de armas

Zelenskyy disse em seu discurso na noite de segunda-feira que solicitaria investimento ocidental na produção de drones e de guerra eletrônica na Ucrânia em uma reunião dos chefes de governo dos principais aliados de Kiev, no sábado, na base aérea dos EUA em Ramstein, Alemanha. Mas na quarta-feira, a reunião foi adiada após a retirada do presidente dos EUA, Joe Biden, dada a escala do Furacão Milton.

O ministro da Defesa holandês, Ruben Brekelmans, disse que seu país investiria 400 milhões de euros (439 milhões de dólares) no desenvolvimento de drones na Ucrânia.

“Isso diz respeito a todos os tipos de drones avançados que podem ser usados ​​para reconhecimento, defesa e ataque, particularmente no ar, mas também em terra e no mar”, disse Brekelmans.

Brekelmans também revelou que os caças F-16 holandeses chegaram à Ucrânia e todos os 24 prometidos pela Holanda seriam entregues “nos próximos meses”.

O Financial Times informou no sábado que durante a sua visita a Washington no mês passado, Zelenskyy propôs concessões temporárias de terras em troca da adesão da Ucrânia à NATO e de um fim negociado para a guerra.

Isto envolveria o reconhecimento de que a Rússia mantém o controlo de facto dos territórios que capturou, mas as conquistas não seriam reconhecidas pela Ucrânia ou pelos seus aliados ocidentais como legais, afirma o relatório.

O acordo agora envolveria a aceitação de que as terras confiscadas pela Rússia teriam de ser reconquistadas por negociação no futuro, segundo o jornal.

Zelenskyy disse no seu discurso de sábado à noite que a soberania não seria renunciada: “(Paz e segurança) é possível exclusivamente com base no direito internacional e sem qualquer comércio de soberania ou comércio de territórios”. INTERATIVO Refugiados da Ucrânia-1728474222(Al Jazeera)



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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

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Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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