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Trudeau do Canadá remodela gabinete em meio a pressão persistente para renunciar | Notícias de política

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Shakeup ocorre no momento em que o primeiro-ministro canadense pondera sobre seu futuro como líder do Partido Liberal após a renúncia do primeiro-ministro.

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, reorganizou seu gabinete, poucos dias depois de sua vice-presidente renunciou num movimento que causou ondas de choque em todo o país e renovou os apelos para que Trudeau renunciasse ao cargo de chefe do Partido Liberal.

O primeiro-ministro deu as boas-vindas aos membros do seu novo gabinete durante uma cerimónia de tomada de posse na capital Ottawa, na sexta-feira.

Entre as pastas mais importantes, o deputado de Ontário David McGuinty foi nomeado ministro da segurança pública do Canadá, supervisionando as agências federais de aplicação da lei.

Nathaniel Erskine-Smith, que também representa um distrito eleitoral em Ontário, será o novo ministro da Habitação do país.

A mudança ocorre depois que a ministra das finanças e vice-primeira-ministra do Canadá, Chrystia Freeland, anunciou na segunda-feira que estava renunciando em meio a um desentendimento com Trudeau sobre como lidar com uma possível “guerra tarifária” com os Estados Unidos.

No mês passado, o presidente eleito dos EUA Donald Trump alertou o Canadá que imporia tarifas de 25 por cento contra o país se este não fizesse mais para conter a migração irregular e o fluxo de drogas ilegais através da sua fronteira com os EUA.

“A nova administração dos Estados Unidos está a seguir uma política de nacionalismo económico agressivo, incluindo uma ameaça de tarifas de 25 por cento. Precisamos levar essa ameaça extremamente a sério”, escreveu Freeland em sua carta de demissão.

“Isso significa manter a nossa pólvora fiscal seca hoje, para que tenhamos as reservas de que poderemos precisar para uma guerra tarifária que se aproxima.”

Trudeau, que atua como primeiro-ministro do Canadá desde 2015, enfrentou meses de pressão para renunciar ao cargo de líder do o Partido Liberal antes de uma eleição federal que deve ser realizada antes do final de outubro.

A sua popularidade despencou nos últimos anos, à medida que o país enfrenta uma série de desafios, desde uma crise imobiliária ao aumento do custo de vida. As pesquisas mostram que os liberais estão muito atrás do Partido Conservador, da oposição, rumo às eleições de 2025.

Esta semana, vários deputados liberais apelaram publicamente o primeiro-ministro vai renunciar após a renúncia de Freeland, mas muitos continuaram a apoiar Trudeau em meio à pressão crescente.

Trudeau (à direita) aperta a mão do então presidente dos EUA, Trump, na cúpula do G7 na França em 2019 (Arquivo: Carlos Barria/Reuters)

O Globe and Mail informou na quinta-feira que o primeiro-ministro estava mantendo discussões com altos membros do gabinete e líderes partidários sobre o seu futuro.

Citando três fontes não identificadas familiarizadas com o assunto, o jornal disse Trudeau não tomará uma decisão até o início do ano novo sobre se planeja renunciar ou permanecer como líder.

Entretanto, os legisladores da oposição têm instado Trudeau a demitir-se ou a convocar eleições.

Na sexta-feira, o Novo Partido Democrático (NDP), de tendência esquerdista – que, até Setembro, tinha sido apoiando o governo da minoria liberal – disse que apresentaria uma moção de censura para derrubar o governo quando o Parlamento se reunir novamente no final de janeiro.

“Justin Trudeau falhou na maior função que um primeiro-ministro tem: trabalhar para as pessoas, não para os poderosos. Para focar nos canadenses, não em si mesmos”, disse o líder do NDP, Jagmeet Singh, em um comunicado compartilhado nas redes sociais na manhã de sexta-feira.

“Os liberais não merecem outra chance. É por isso que o NDP votará para derrubar este governo e dará aos canadianos a oportunidade de votar num governo que trabalhará para eles”, continuou ele.

“Não importa quem lidera o Partido Liberal, o tempo deste governo acabou. Apresentaremos uma moção clara de não confiança na próxima sessão da Câmara dos Comuns.”

Se todos os partidos da oposição votarem a favor da moção, o governo de Trudeau cairá e serão marcadas eleições.

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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