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Trump abraça papel de demagogo na missão divina de remodelar a América | Inauguração de Donald Trump
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2 anos atrásem
David Smith in Washington
He ressuscitou. Depois de se esquivar da bala de um assassino e da perspectiva de prisão Donald Trump encenou uma ressurreição política como nenhuma outra. Na segunda-feira, ao regressar ao poder, assumiu o papel de demagogo numa missão divina.
Empossado como 47º presidente dos EUA no Capitólio dos EUA, em Washington, Trump fez um discurso inaugural que se apresentou como um guerreiro sagrado e fez o seu “Carnificina americana”O discurso de 2017 parece quase inocente.
O primeiro criminoso condenado a prestar juramento canalizou oito anos de queixas e represálias para criticar o seu antecessor, Joe Bidensentado a poucos metros de distância, tanto como sua família biológica quanto sua família adotiva – o garotos bilionários da tecnologia – olhou.
E ao estabelecer uma agenda populista de extrema-direita que abrangesse a fronteira, a sala de aula e o planeta em rápido aquecimento, ele recorreu à armadura política mais antiga e ameaçadora.
“Minha vida foi salva por um motivo”, disse ele, lembrando como sobreviveu por centímetros a uma tentativa de assassinato em um comício de campanha em um campo da Pensilvânia no ano passado. “Fui salvo por Deus para tornar a América grande novamente… Para os cidadãos americanos, 20 de janeiro de 2025 é o dia da libertação.”
O discurso rapidamente dissipou as noções de que Trump poderia ser mais velho, mais sábio e mais unificador desta vez, que os terríveis avisos da campanha eleitoral, em que os seus próprios ex-funcionários o rotularam de fascista, eram apenas exageros no calor da batalha política.
A única coisa bipartidária sobre Trump na segunda-feira foi sua gravata roxa xadrez e a promessa inicial da “era de ouro da América”. Vice-presidente JD Vancecuja posse do juiz conservador da Suprema Corte, Brett Kavanaugh, foi outro momento de “possuir os liberais”, usava uma gravata vermelha Maga familiar.
A rotunda é uma grande sala circular abobadada localizada no centro do Capitólio dos EUA, projetada para lembrar o Panteão, o antigo templo romano. É decorado com pinturas históricas com molduras douradas e estátuas de mármore de seus ex-presidentes.
Enquanto Trump estava no púlpito presidencial, à sua direita estavam a primeira-dama Melania Trump, os seus filhos adultos e os rostos do complexo industrial tecnológico: Elon Musk da Tesla, Jeff Bezos da Amazon, Tim Cook da Apple, Mark Zuckerberg da Meta e Sundar Pichai do Google.
À esquerda do presidente estava a velha guarda. Biden, já enrugado pela perda de poder, como um velho rei reduzido a um plebeu, passou grande parte do discurso com as mãos na boca, como se tentasse não vomitar enquanto o seu legado se desintegrava diante dos seus olhos. Ao lado dele estava o vice-presidente cessante Kamala Harrisvestindo um preto fúnebre e trabalhando duro para manter uma expressão impassível. Atrás deles, Doug Emhoff, o ex-presidente Barack Obama, que foi Sem Michellee os Clintons e Bushes.
Tal como as últimas noites de luta que Trump aprecia, a presença dos ex-presidentes e das primeiras-damas criou um espectáculo de violência política, crueldade e dor. O grupo permaneceu grudado em seus assentos quase sempre que Trump pronunciava uma linha de aplausos que fazia todos os demais se levantarem em aplausos entusiásticos.
O novo presidente, que já enfrentou quatro processos criminais e foi condenado num deles, insistiu: “Nunca mais o imenso poder do Estado será usado como arma para perseguir adversários políticos”.
Ele continuou: “Ao nos reunirmos hoje, nosso governo enfrenta uma crise de confiança. Durante muitos anos, um sistema radical e corrupto extraiu poder e riqueza dos nossos cidadãos, enquanto os pilares da nossa sociedade estavam quebrados e aparentemente em completo abandono.”
Estas foram palavras marcantes de um homem que nomeado Musko homem mais rico do mundo, para cortar o financiamento governamental e trazer outros mestres tecnológicos do universo para a sua órbita. Mas o trumpismo sempre teve como objetivo tornar impetuosas, contundentes e flagrantes as forças que moldam a sociedade durante anos. Uma oligarquia há muito domina a América. Ele agora está elevando isso sem desculpas ou vergonha.
Citando furacões e incêndios, Trump voltou a fazer uma versão televisiva do seu antecessor, ao afirmar: “Temos agora um governo que não consegue gerir uma única crise em casa. Tudo isso vai mudar a partir de hoje e vai mudar muito rapidamente.”
Ele acrescentou: “A minha recente eleição é um mandato para reverter completa e totalmente uma traição horrível que está a ocorrer e para devolver ao povo a sua fé, a sua riqueza, a sua democracia e, na verdade, a sua liberdade”.
Trump prometeu: “A partir deste momento, o declínio da América acabou”.
Ele se perdeu no território de seus discursos de comício, lamentando criminosos perigosos que escaparam de instituições psiquiátricas que invadiam o país, embora não houvesse nenhuma primeira menção histórica a Hannibal Lecter em um discurso inaugural.
Trump castigou a antiga administração por se recusar a defender as fronteiras da América. A sua promessa de declarar emergências nacionais na fronteira e sobre a política energética (“Vamos perfurar, querido, perfurar”) foi aplaudida de pé.
Mergulhando nas guerras culturais, Trump declarou que a partir de hoje será política oficial do governo que existam apenas dois géneros: masculino e feminino. Isso gerou uma das maiores comemorações do dia entre os apoiadores de Trump que assistiram em telões em uma arena esportiva no centro de Washington.
O que o resto do mundo poderia estar achando de tudo isso? Sabe que esta face da América sempre esteve lá, às vezes nas sombras, às vezes ao sol. O seu 47º presidente insistiu que o seu “legado de maior orgulho será o de um pacificador e unificador” e depois anunciou que o Golfo do México seria renomeado como Golfo da América (Hillary Clinton riu-se disso). Quanto ao canal do Panamá, “vamos retirá-lo”.
Com outro floreio, Trump prometeu plantar a bandeira dos Estados Unidos no planeta Marte. Um encantado Musk, proprietário da SpaceX, sorriu de orelha a orelha, evidentemente encantado com a perspectiva de mais contratos governamentais de biliões de dólares. Houve um grande rugido de uma multidão de 20.000 pessoas na arena esportiva.
A festa de observação estava acontecendo porque a inauguração, tradicionalmente realizada nas escadas do Capitólio dos EUA, foi transferida para dentro devido às previsões de tempo frio. Como se constatou, isso provavelmente era desnecessário: a temperatura era de 27°F (-3°C) e o senador John Fetterman, da Pensilvânia, ainda apareceu com seus shorts de marca registrada.
Ainda assim, Trump evitou ter uma pequena multidão que teria de fingir ser maior do que a de Obama em 2009. Essa foi uma das primeiras mentiras de cerca de 30 mil durante o seu primeiro mandato, de acordo com os verificadores de factos do Washington Post.
Estar dentro da Capital One Arena – enfeitada com flâmulas de campeonatos de basquete e hóquei no gelo – era como estar dentro da identidade de Trump enquanto as cerimônias solenes do dia se desenrolavam. Foi um desfile espalhafatoso com as palavras “60ª posse presidencial” estampadas em vermelho e dourado em displays eletrônicos e músicas antigas douradas ecoando nos alto-falantes, o que gerou algumas justaposições bizarras.
A imagem de Biden e Trump caminhando no tapete vermelho desde a entrada da Casa Branca até uma limusine que os esperava foi acompanhada pelo adequadamente retrô dezembro de 1963 (Oh What a Night) de Frankie Valli and the Four Seasons. Quando a câmera cortou para um close do ex-prefeito de Nova York Rudi Giuliani, a multidão gritou.
A carreata ao Capitólio dos EUA foi acompanhada pelo som de Brown Eyed Girl de Van Morrison. Quando Trump entrou no prédio com os cabelos desgrenhados pelo vento, os apoiadores aplaudiram novamente. Corta para Musk: outra alegria. Corta para Vivek Ramaswamy: outra alegria.
Mas houve fortes vaias para Bill e Hillary Clinton enquanto Sweet Caroline de Neil Diamond tocava no sistema de som, e a multidão se juntava, “tão bom, tão bom”. O comediante Trevor Noah brincou dizendo que a música é a coisa que os brancos amam mais do que qualquer outra coisa no planeta.
Então Mr Blue Sky, da Electric Light Orchestra, explodiu enquanto Barack Obama recebia mais vaias. O ex-vice-presidente Mike Pence, que desafiou os apelos de Trump para anular as eleições de 2020, sofreu um destino semelhante. Quando George W Bush, um antigo presidente republicano, apareceu no ecrã, alguém começou a aplaudir, mas foi abafado por vaias – uma bela metáfora para a contínua crise de identidade do partido.
As vaias atingiram um crescendo quando as telas gigantes mostraram Biden e Harris caminhando pelo piso brilhante do Capitólio como se fosse o Boulevard dos Sonhos Quebrados, ou talvez o Boulevard das Democracias Quebradas.
Então, aplausos explodiram ao ver Trump caminhando pelo Capitólio e entrando na rotunda, onde apertou a mão de sua indicada para secretária de segurança interna, Kristi Noem, e tentou beijar Melania, mas não conseguiu passar pela aba larga de seu chapéu. . A arena esportiva explodiu com gritos de “EUA! EUA!”
Com a mão numa Bíblia, Trump foi devidamente empossado no local onde uma multidão violenta de seus apoiadores saqueou em 6 de janeiro de 2021. Ele apontou um dedo brincalhão para o presidente do tribunal John Roberts e apertou sua mão. Ele se virou e apertou a mão de Biden e pareceu dizer: “Obrigado, Joe”.
E nesse momento a ascensão de Trump dos mortos políticos foi completada. Antes de fazer uma oração, sob o olhar de um busto de Martin Luther King, o evangelista cristão Franklin Graham refletiu: “Senhor Presidente, tenho certeza de que houve momentos nos últimos quatro anos em que você pensou que estava muito escuro. Mas veja o que Deus fez.”
Olhem para minhas obras, poderosos, e se desesperem!
Leia mais sobre a cobertura de Trump do Guardian
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20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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