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Trump acirra guerra à imprensa, diz crítica de mídia – 04/01/2025 – Mundo

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Maurício Meireles

Tem faltado coragem aos veículos de imprensa americanos diante das ameaças feitas por Donald Trump e por seus aliados. Quem diz é Margaret Sullivan, uma das principais críticas de mídia dos Estados Unidos, que foi ombudsman do jornal The New York Times e hoje assina uma coluna no britânico The Guardian.

A culpa seria não só dos meios em si, mas também dos conglomerados que os controlam. Sullivan se refere a exemplos recentes, como o acordo que a rede ABC News —pertencente à Disney— fez com os advogados de Trump para pagar US$ 15 milhões (R$ 93 milhões) e, com isso, encerrar um processo de difamação movido pelo republicano.

É incomum que veículos de imprensa topem esse tipo de acerto nos EUA, uma vez que, ao fazê-lo, podem encorajar outros processos do tipo. Além disso, é dificílimo provar uma acusação de difamação contra um meio de comunicação no país, especialmente se o autor da ação é uma figura pública —nesse caso, o ônus da prova é mais rigoroso e é preciso demonstrar que o jornalista agiu com má-fé.

“Há um elemento de covardia e autocensura que é perturbador; e é o oposto do que precisamos no momento”, afirma à Folha Sullivan, que também assina a newsletter semanal American Crisis.

“Quando [os jornais] The Washington Post e Los Angeles Times decidiram não publicar seus editoriais em apoio a Kamala Harris [durante a corrida eleitoral], foi um mau sinal do que estava por vir, porque parecia algo motivado por um desejo de agradar a Trump, caso ele fosse eleito.”

Em outubro, o Post rompeu com uma tradição de décadas e anunciou que não endossaria nenhum candidato. Mais tarde, veio a público que o jornal tinha um editorial pronto com aval a Kamala, mas o dono do veículo, o bilionário Jeff Bezos, barrou a publicação.

Sullivan tem sido uma crítica contundente do trabalho da imprensa americana desde a ascensão do trumpismo. Em 2022, publicou o livro “Newsroom Confidential”, em que mistura suas memórias como jornalista com uma análise da cobertura da eleição de 2016, além de discutir os atritos dentro da própria Redação do New York Times.

A autora diz que, às vésperas da posse de Trump para seu novo mandato, os veículos continuam cometendo os mesmos erros de dez anos atrás. Só que, desta vez, ela acredita que o cenário que se anuncia seja ainda pior.

“O novo mandato vai ser mais desafiador, porque Trump está acirrando sua guerra à imprensa com processos judiciais e outras jogadas agressivas”, declara.

Em outubro, por exemplo, o republicano defendeu revogar a concessão da CBS News. No começo de dezembro, o aliado de Trump indicado para chefiar o FBI, Kash Patel, disse que o novo governo “vai atrás” da imprensa —só ainda não sabe se vai fazê-lo com processos civis ou criminais.

O precedente judicial que dificulta processos de difamação contra a mídia americana e protege a liberdade de imprensa é de 1964. Mas não se sabe como a atual composição da Suprema Corte, de maioria conservadora, vai se comportar se alguma ação do tipo chegar ao tribunal.

Além disso, o Projeto 2025, espécie de manifesto de setores da direita americana propondo um plano de voo para o novo governo Trump, prevê medidas para facilitar o acesso ao sigilo telefônico e a emails de jornalistas, como forma de intimidar repórteres e fontes. Também há uma expectativa de corte de verbas para a mídia pública, como a NPR e a PBS.

O cenário de mídia, contudo, tem algumas diferenças em relação ao primeiro mandato de Trump —inclusive à direita.

“A mídia tradicional, incluindo a Fox News, não é a única, ou mesmo a principal, fonte de informação das pessoas. Youtubers, podcasters e pessoas que escrevem em plataformas como o Substack [de newsletters e artigos independentes] são influentes de um jeito que não eram anos atrás”, afirma Sullivan.

Isso ocorre num contexto em que muitos analistas americanos têm apontado o acesso à educação universitária como um dos principais pontos de corte a definir a posição política dos eleitores. Aqueles com diploma, por exemplo, teriam maior tendência a votar no democratas.

Ao mesmo tempo, a última eleição mostrou um crescimento de Trump em diversos segmentos, inclusive entre eleitores negros e latinos. Como jornalistas americanos, vindos de universidades, podem dar conta desta nova realidade?

“A crítica de que os jornalistas são elitistas e distantes da realidade do seu público é real em alguns casos. Mas não acho que resolvemos isso contratando jornalistas sem diploma universitário”, diz Sullivan. “É preciso conhecer o país profundamente e escrever com perspicácia e sensibilidade. E informar o público, não bajulá-lo.”


RAIO-X | Margaret Sullivan

Nasceu em 1957, no estado de Nova York. É jornalista, crítica de mídia e escritora. Foi a primeira mulher a assumir o cargo de ombudsman no jornal The New York Times, posto que ocupou de 2012 a 2015. Depois, foi colunista de mídia no The Washington Post. Hoje, assina a newsletter semanal American Crisis e, desde 2013, uma coluna no The Guardian. Também é diretora executiva do Craig Newmark Center for Journalism Ethics and Security, na Universidade Columbia. É autora de “Newsroom Confidential” e outros livros.



Leia Mais: Folha

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II Semana Acadêmica de Sistemas de Informação — Universidade Federal do Acre

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Programa insere novos servidores no exercício de suas funções — Universidade Federal do Acre

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Programa insere novos servidores no exercício de suas funções — Universidade Federal do Acre

A Diretoria de Desempenho e Desenvolvimento, da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, realizou a abertura do programa Integra Ufac, voltado aos novos servidores técnico-administrativos. Durante o evento, foi feita a apresentação das pró-reitorias, com explanações sobre as atribuições e o funcionamento de cada setor da gestão universitária. O lançamento ocorreu nessa quarta-feira, 11, na sala de reuniões da Pró-Reitoria de Graduação, campus-sede. 

A finalidade do programa é integrar e preparar os novos servidores técnico-administrativos para o exercício de suas funções, reforçando sua atuação na estrutura organizacional da universidade. A iniciativa está alinhada à portaria n.º 475, do Ministério da Educação, que determina a realização de formação introdutória para os ingressantes nas instituições federais de ensino.

“Receber novos servidores é um dos momentos mais importantes de estar à frente da Ufac”, disse a reitora Guida Aquino. “Esse programa é fundamental para apresentar como a universidade funciona e qual o papel de cada setor.”

A pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Oliveira da Cruz, enfatizou o compromisso coletivo com o fortalecimento institucional. “O sucesso individual de cada servidor reflete diretamente no sucesso da instituição.”

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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Atlética do Curso de Engenharia Civil — Universidade Federal do Acre

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atletica_devastadora.jpg

NOME DA ATLÉTICA

A. A. A. DE ENGENHARIA CIVIL – DEVASTADORA
Data de fundação: 04 de novembro de 2014

MEMBROS  DA GESTÃO ATUAL

Anderson Campos Lins
Presidente

Beatriz Rocha Evangelista
Vice-Presidente

Kamila Luany Araújo Caldera
Secretária

Nicolas Maia Assad Félix
Vice-Secretário

Déborah Chaves
Tesoureira

Jayane Vitória Furtado da Silva
Vice-Tesoureira

Mateus Souza dos Santos
Diretor de Patrimônio

Kawane Ferreira de Menezes
Vice-Diretora de Patrimônio

Ney Max Gomes Dantas
Diretor de Marketing

Ana Clésia Almeida Borges
Diretora de Marketing

Layana da Silva Dantas
Vice-Diretora de Marketing

Lucas Assis de Souza
Vice-Diretor de Marketing

Sara Emily Mesquita de Oliveira
Diretora de Esportes

Davi Silva Abejdid
Vice-Diretor de Esportes

Dâmares Peres Carneiro
Estagiária da Diretoria de Esportes

Marco Antonio dos Santos Silva
Diretor de Eventos

Cauã Pontes Mendonça
Vice-Diretor de Eventos

Kaemily de Freitas Ferreira
Diretora de Cheerleaders

Cristiele Rafaella Moura Figueiredo
Vice-Diretora Chreerleaders

Bruno Hadad Melo Dinelly
Diretor de Bateria

Maria Clara Mendonça Staff
Vice-Diretora de Bateria

CONTATO

Instagram: @devastadoraufac / @cheers.devasta
Twitter: @DevastadoraUfac
E-mail: devastaufac@gmail.com

 



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