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Trump ameaça Putin com impostos, tarifas e sanções por causa da guerra na Ucrânia | Política externa dos EUA

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Pjotr Sauer

Donald Trump ameaçou a Rússia com impostos, tarifas e sanções se um acordo para acabar com a guerra na Ucrânia não for alcançado em breve, enquanto o novo presidente dos EUA tenta aumentar a pressão sobre Moscovo para iniciar negociações com Kiev.

Escrevendo numa publicação no Truth Social na quarta-feira, Trump disse que a economia da Rússia estava a falhar e instou Vladimir Putin a “resolver agora e parar esta guerra ridícula”.

Sem um acordo, Trump disse: “Não tenho outra escolha senão impor altos níveis de impostos, tarifas e sanções a qualquer coisa que seja vendida pela Rússia aos Estados Unidos e a vários outros países participantes”.

A declaração marca os esforços mais detalhados de Trump até agora para acabar com a guerra em Ucrânia. Durante a campanha eleitoral, ele disse que acabaria com a guerra “em 24 horas” se fosse eleito.

“Vamos acabar com esta guerra, que nunca teria começado se eu fosse presidente! Podemos fazer isso da maneira mais fácil ou da maneira mais difícil – e a maneira mais fácil é sempre melhor”, disse ele.

Trump prometeu durante sua campanha presidencial acabar com a guerra antes mesmo de assumir o cargo. Questionado na segunda-feira sobre quanto tempo levaria para isso, ele disse: “Tenho que falar com o presidente Putin. Teremos que descobrir.”

A mídia dos EUA informou esta semana que Trump havia instruído seu enviado especial, Keith Kellogg, a encerrar a guerra em 100 dias.

Autoridades russas de alto escalão expressaram uma disposição incomum de se envolver com Trump em declarações recentes. Putin elogiou sua disposição para “restaurar contatos diretos com a Rússia” na segunda-feira.

No que parecia ser um apelo ao bem documentado gosto de Trump pela bajulação, Putin descreveu-o como corajoso em duas ocasiões, referindo-se à tentativa de assassinato contra ele num comício de campanha em Butler, Pensilvânia, em 13 de Julho.

Em contraste, a retórica de Trump em relação à Rússia tem sido mais dura, marcando algumas das suas críticas públicas mais fortes de sempre a Putin e à sua liderança.

Questionado sobre a guerra na Ucrânia logo após a sua tomada de posse, na segunda-feira, Trump disse que o seu homólogo russo estava a destruir a Rússia ao recusar-se a negociar um cessar-fogo.

“Ele não pode estar entusiasmado, não está muito bem”, disse aos jornalistas, referindo-se à guerra de Putin. “A Rússia é maior, tem mais soldados a perder, mas não é assim que se governa um país.”

“Parece provável” que os EUA sancionem a Rússia se Putin não negociar sobre a Ucrânia: Trump – vídeo

Mesmo assim, Trump escreveu na quarta-feira que “sempre teve um relacionamento muito bom” com Putin e que “não pretendia transformar a Rússia”.

As últimas declarações de Trump destacam o desconforto que muitos membros da elite de Moscovo sentem sobre a sua imprevisibilidade, o que levou a uma resposta cautelosa desde a sua reeleição.

Alexander Kots, um importante correspondente pró-guerra do Komsomolskaya Pravda, escreveu no Telegram que Trump havia emitido um ultimato a Putin.

“Como já disse antes, é melhor preparar-se para o pior. Em breve, olharemos para o mandato de Biden com nostalgia, como um degelo”, disse.

pular a promoção do boletim informativo

Falando à mídia estatal na quarta-feira, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia disse que Moscou viu uma “pequena janela de oportunidade” para forjar acordos com o novo Administração Trump.

O Kremlin, contudo, sinalizou que não tem pressa em assinar um acordo de paz.

O vice-embaixador da Rússia na ONU, Dmitry Polyanskiy, deu uma resposta cautelosa aos comentários de Trump. “Não se trata apenas da questão de acabar com a guerra. É antes de mais nada a questão de abordar as causas profundas da crise ucraniana”, disse ele.

“Portanto, temos que ver o que significa o ‘acordo’ no entendimento do Presidente Trump.”

Putin tem repetidamente demarcado um maximalista posição para pôr fim à guerra nos últimos meses, exigindo que a Ucrânia não aderisse à NATO, e que adoptasse um estatuto neutro e sofresse algum nível de desmilitarização. Ele insistiu que o Ocidente suspendesse as sanções contra a Rússia e disse que queria manter o controle da Crimeia e das quatro regiões ucranianas reivindicadas por Moscou em 2022.

Numa demonstração de força, Putin manteve conversações nos últimos dias com dois dos seus principais aliados na sua luta contra o Ocidente. Ele recebeu o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, em Moscou na sexta-feira e falou via link de vídeo com o líder chinês, Xi Jinping, na terça-feira.

A última declaração de Trump sobre a guerra na Ucrânia omite notavelmente qualquer menção ao fornecimento de armas adicionais a Kiev, sinalizando em vez disso uma mudança no sentido da implementação de medidas económicas contra Moscovo.

Dada a redução dos laços comerciais entre os EUA e a Rússia e a série de sanções já impostas à Rússia, a eficácia da ameaça directa de tarifas de Trump é incerta. O comércio entre os dois países nos primeiros 11 meses de 2024 foi de apenas 3,4 mil milhões de dólares. O comércio anual entre os EUA e Europa em comparação, é de cerca de US$ 1,5 trilhão.

Funcionários da administração Trump indicaram anteriormente que acreditam que os EUA poderiam atingir ainda mais a economia da Rússia, sancionando o seu sector energético.

Tatiana Stanovaya, fundadora da empresa de análise política R.Politik, disse que, apesar dos esforços de Trump para forçar Putin a negociar, o líder russo parecia convencido de que tinha os recursos para sobreviver à Ucrânia.

“Um acordo de paz nos termos da Rússia pouparia recursos significativos, mas na ausência de tal acordo, Putin está preparado para lutar enquanto for necessário”, escreveu ela no X.

Ela também escreveu que é pouco provável que a actual situação económica da Rússia obrigue Putin a negociar com a Ucrânia. “Se o Kremlin concluir que não existe nenhum acordo favorável com Trump, provavelmente concentrar-se-á em prolongar o conflito”, acrescentou.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.

A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.

Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.

O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade



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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.

O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.

A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.

Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.

O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.

A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.

Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.

Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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