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Trump coloca fim à educação racial e de gênero nos EUA – 30/01/2025 – Mundo

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O presidente Donald Trump assinou nesta quarta-feira (30) ordens executivas para promover a escolha dos pais nas eleições escolares e encerrar o financiamento federal para currículos que ele chamou de “doutrinação” de alunos em ideologias “antiamericanas” sobre raça e gênero.

As duas diretrizes, que foram divulgadas uma semana após Trump tomar posse em seu segundo mandato, estão de acordo com sua promessa de campanha de reformular o sistema educacional do país de acordo com uma agenda conservadora rigorosa que, segundo os democratas, pode prejudicar as escolas públicas.

A primeira ordem orienta o Departamento de Educação a emitir orientações sobre como os estados podem usar fundos federais de educação para apoiar iniciativas de escolha, sem fornecer mais detalhes.

“É política da minha Administração apoiar os pais na escolha e direção da criação e educação de seus filhos”, disse o presidente na ordem. “Muitas crianças não prosperam na escola designada e administrada pelo governo.”

Sua segunda diretriz visa proibir as escolas de usar fundos federais para currículo, certificação de professores e outros propósitos relacionados à “ideologia de gênero ou ideologia de equidade discriminatória”.

“Nos últimos anos, no entanto, os pais testemunharam escolas doutrinando seus filhos em ideologias radicais e antiamericanas, ao mesmo tempo em que deliberadamente bloqueavam a supervisão dos pais”, diz o texto.

Trump e seus aliados acusaram, durante toda a campanha, as escolas públicas de ensinar crianças brancas a terem vergonha de si mesmas e de seus ancestrais devido ao histórico de escravidão e discriminação contra pessoas de cor no país.

A segunda ordem, sem evidências, alega que os professores têm “exigido aquiescência” aos conceitos de “privilégio branco” ou “preconceito inconsciente”, promovendo assim o racismo e minando a unidade nacional.

A ordem executiva terá um “efeito inibidor” sobre assuntos relacionados à raça e etnia nas escolas, disse Basil Smikle Jr., um estrategista político.

“Imagino que isso restringiria o tipo de material de leitura que está disponível para os alunos fora da sala de aula”, disse ele.

Embora essa ordem não invoque o termo “teoria crítica da raça” nominalmente, ela emprega a linguagem frequentemente usada pelos oponentes da TRC para criticar o ensino sobre racismo institucional.

Um conceito acadêmico antes obscuro, a teoria se tornou um elemento fixo no acirrado debate dos EUA sobre como ensinar as crianças sobre a história do país e o racismo estrutural. Uma estrutura acadêmica mais frequentemente ensinada em faculdades de direito, mas não em escolas primárias e secundárias, ela se baseia na premissa de que o preconceito racial – intencional ou não – está embutido nas leis e instituições dos EUA.

Os conservadores invocaram o termo para denunciar currículos que consideram muito liberais ou excessivamente focados na história de discriminação racial dos Estados Unidos. Os apoiadores dizem que entender o racismo institucional é necessário para lidar com a desigualdade.

Christina Greer, professora associada de ciência política na Universidade Fordham, disse que a ordem não foi nenhuma surpresa.

“Como candidato, ele disse que houve doutrinação radical de estudantes. Ele está se certificando de assustar estudantes e educadores em todo o país para que eles não possam ensinar a história real dos Estados Unidos”, declarou Greer.

Não ficou claro como a ordem emitida na quarta-feira afetaria como a história das relações raciais é ensinada nas escolas americanas. Durante seu discurso inaugural na semana passada, Trump criticou a educação que “ensina nossas crianças a terem vergonha de si mesmas — em muitos casos, a odiar nosso país”.

ESCOLHA DA ESCOLA

A primeira ordem também orienta o Departamento de Educação dos EUA a priorizar o financiamento federal para programas de escolha de escola, uma meta de longa data dos conservadores que dizem que as unidades públicas não estão conseguindo atender aos padrões acadêmicos enquanto promovem ideias liberais.

Muitos democratas e sindicatos de professores, por outro lado, dizem que a liberdade de escolha da escola prejudica o sistema público que educa 50 milhões de crianças nos EUA.

Os resultados dos testes federais divulgados pela Avaliação Nacional de Progresso Educacional na quarta-feira ressaltaram o desafio enfrentado pelos educadores em decorrência da perda generalizada de aprendizagem durante a pandemia da covid-19.

As pontuações mostraram que um terço dos alunos do oitavo ano ficaram abaixo do nível “básico” de leitura do NAEP, o maior número na história de três décadas do teste, enquanto cerca de 40% dos alunos do quarto ano também ficaram abaixo desse limite básico.

Essa ordem executiva também orienta os estados dos EUA sobre como eles podem usar subsídios em bloco para apoiar alternativas à educação pública, como escolas particulares e religiosas.

A educação nos EUA é financiada principalmente por impostos estaduais e locais, com fontes federais respondendo por cerca de 14% do financiamento das escolas públicas de ensino fundamental e médio, de acordo com dados do Censo.

A ordem de Trump pode afetar entre US$ 30 bilhões e US$ 40 bilhões em subsídios federais, estimou Frederick Hess, especialista em educação do American Enterprise Institute, de direita.

“Essas coisas são significativamente direcionais”, disse Hess, acrescentando que a diretriz de Trump representava “o apoio mais enfático à escolha de escola que já vimos em nível federal”.



Leia Mais: Folha

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.

A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.

A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.

Conscientização e prevenção

Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.

A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.

A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.

A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.



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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.

A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.

Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.

O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade



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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.

O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.

A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.

Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.

O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.

A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.

Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.

Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.



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