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Trump contrata o cubano-americano Marco Rubio para liderar o Departamento de Estado dos EUA | Notícias de Donald Trump
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2 anos atrásem
Colocando fim a dias de especulação, o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou o senador da Florida, Marco Rubio, para liderar o Departamento de Estado durante a próxima administração.
A escolha do seu antigo rival político foi rumores há dias e sinaliza o compromisso da nova administração com uma política externa agressiva.
Cubano-americano conhecido por suas opiniões linha-dura sobre a China e seu firme apoio a Israel, Rubio seria o primeiro hispano-americano a servir como principal diplomata de Washington se confirmado no cargo.
“Marco é um líder altamente respeitado e uma voz muito poderosa pela liberdade”, escreveu Trump num comunicado anunciando a sua escolha na quarta-feira. “Ele será um forte defensor da nossa nação, um verdadeiro amigo dos nossos aliados e um guerreiro destemido que nunca recuará diante dos nossos adversários.”
Em postagem no X, Rubio disse que está “honrado pela confiança que o presidente Trump depositou em mim”.
“Sob a liderança do Presidente Trump, entregaremos a paz através da força e colocaremos sempre os interesses dos americanos e da América acima de tudo”, acrescentou.
Liderar o Departamento de Estado dos EUA é uma responsabilidade tremenda e sinto-me honrado pela confiança que o Presidente Trump depositou em mim. Como Secretário de Estado, trabalharei todos os dias para levar a cabo a sua agenda de política externa. Sob a liderança do Presidente Trump, entregaremos a paz…
-Marco Rubio (@marcorubio) 13 de novembro de 2024
Trump também escolheu ex-congressista democrata Tulsi Gabbard para servir como diretor de inteligência nacional, uma posição poderosa que está no topo das agências de espionagem do país e atua como principal conselheiro de inteligência do presidente.
“Sei que Tulsi trará o espírito destemido que definiu a sua ilustre carreira à nossa comunidade de inteligência, defendendo os nossos direitos constitucionais e garantindo a paz através da força”, disse Trump num comunicado.
Gabbard é um veterano que serviu por mais de duas décadas na Guarda Nacional do Exército e foi destacado para o Iraque e o Kuwait. Mas ela não tem a típica experiência de inteligência de ex-funcionários. Ela buscou a nomeação democrata para presidente em 2020 com base em uma plataforma progressista e em sua oposição ao envolvimento dos EUA em conflitos militares estrangeiros.
Depois de deixar o Partido Democrata, tornou-se cada vez mais crítica do presidente Joe Biden e da sua administração e tornou-se popular entre os conservadores, aparecendo frequentemente em programas de televisão e rádio de extrema-direita, onde se tornou conhecida por apoiar políticas isolacionistas e mostrar desdém pelo “despertar”.
De ‘Pequeno Marco’ a Secretário de Estado
Desde a sua eleição para o Senado dos EUA em 2010, Rubio conquistou a reputação de manter opiniões agressivas sobre adversários dos EUA como a China, o Irão, a Venezuela e Cuba. Ele também apoiou firmemente a guerra de Israel em Gaza, dizendo a um activista da paz no ano passado que o Hamas era “100 por cento culpado” pelas mortes de palestinianos no enclave.
“Quero que destruam todos os elementos do Hamas que puderem colocar as mãos”, disse Rubio em um confronto com a cofundadora do Code Pink, Medea Benjamin, em dezembro.
“Essas pessoas são animais cruéis que cometeram crimes horríveis, e espero que vocês postem isso porque essa é a minha posição.”
Rubio atualmente atua no Comitê Seleto de Inteligência do Senado e no Comitê de Relações Exteriores.
Seu relacionamento com Trump mudou significativamente desde que os dois se enfrentaram pela primeira vez nas primárias presidenciais de 2016 e Rubio parece ter adaptado suas opiniões sobre questões como a guerra na Ucrânia e as políticas de imigração às de Trump.
Em 2016, Trump zombou da estatura física de Rubio, chamando-o de “Pequeno Marco”. Por sua vez, Rubio ridicularizou seu rival, chamando-o de “Trump das Mãos Pequenas”.
Comparado com o seu futuro chefe, Rubio é mais um intervencionista tradicional quando se trata de política externa, defendendo uma abordagem vigorosa aos conflitos estrangeiros, enquanto a política externa de Trump se concentra em evitar intervenções militares no estrangeiro.
Isto levou, por vezes, Rubio a criticar publicamente a política externa de Trump, inclusive em 2019, quando acusou o então presidente de “abandonar” o esforço militar dos EUA na Síria antes de este estar “completamente terminado”.
Rubio lidera um grupo de cubano-americanos com ideias semelhantes no Congresso que procura estimular a política externa dos EUA na América Latina numa direcção mais conservadora.
“Os tiranos de Havana, Caracas e Manágua não vão dormir hoje”, escreveu um colega republicano cubano-americano de Miami, o deputado norte-americano Carlos Gimenez, num post no X. “Os seus dias estão contados. O tempo deles acabou.”
Alinhando-se com Trump
No entanto, nos últimos anos, dizem os especialistas, Rubio suavizou a sua posição para se alinhar com Trump.
“Rubio é um político flexível e pragmático que se acomodou à ascensão do presidente Trump”, disse Paul Musgrave, professor associado de governo na Universidade de Georgetown, no Catar, à Al Jazeera.
Nos primeiros meses após a invasão em grande escala da Rússia em Fevereiro de 2022, por exemplo, Rubio recorreu às redes sociais para reunir fervorosamente o apoio à Ucrânia entre os americanos. Ele rotulou o presidente russo, Vladimir Putin, de “um assassino” e questionou a sua saúde mental – um afastamento significativo da abordagem por vezes deferente de Trump ao líder russo.
Em entrevistas recentes, Rubio sugeriu que a Ucrânia precisa de procurar “um acordo negociado” com a Rússia, e foi um dos 15 senadores republicanos a votar contra um pacote de ajuda militar à Ucrânia aprovado em Abril.
Mas alguns partidários de Trump veem Rubio com suspeita.
Shihab Rattansi, da Al Jazeera, relatou que houve um “tumulto” entre alguns dos mais ferrenhos apoiadores do presidente eleito por causa da nomeação de Rubio.
“Ele é visto com grande suspeita entre a base de Trump, mas, ao mesmo tempo, certamente encantou Donald Trump”, disse Rattansi.
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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22 horas atrásem
14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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7 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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