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Trump diz que ameaçou atacar Moscou para intimidar Putin – 18/10/2024 – Mundo

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O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump ameaçou atacar Moscou na tentativa de demover o presidente da Rússia, Vladimir Putin, de seus planos de invadir a Ucrânia, afirmou o próprio republicano ao The Wall Street Journal, sem dar detalhes de quando isso teria acontecido.

A entrevista, publicada nesta sexta-feira (18) pelo jornal americano, mostra que a postura pouco ortodoxa na política externa que o empresário adotou durante o seu mandato, entre 2017 e 2021, deve permanecer em um eventual retorno à Casa Branca —ou seja, caso ele consiga derrotar a vice-presidente Kamala Harris nas eleições do início de novembro.

“Eu me dava muito bem com ele”, afirmou Trump sobre o presidente russo. “Eu disse: ‘Vladimir, se você for atrás da Ucrânia, eu vou te atacar com tanta força que você nem vai acreditar. Vou te atacar bem no meio de Moscou’. Eu disse: ‘Somos amigos. Não quero fazer isso, mas não tenho escolha’.”

Ao chamar Putin de amigo enquanto ameaçava a Rússia com um ataque, de acordo com seu relato, o americano reforça as declarações públicas ambíguas que os dois líderes costumam dar em relação ao outro, muitas vezes com ironia. No início de setembro, por exemplo, o líder russo afirmou que torcia para Kamala ganhar as eleições devido ao seu “riso contagiante”.

Trump é acusado por críticos de apoiar Putin em troca de uma interferência na campanha das eleições de 2016, que deram vitória ao republicano —apesar de uma apuração de três anos feita pelo Departamento de Justiça dos EUA ter descartado a hipótese.

A despeito das ameaças que diz ter feito a Putin, o ex-presidente é um crítico dos gastos destinados à Ucrânia pelos EUA, um dos principais aliados de Kiev na guerra contra a Rússia. Se eleito, diz, acabaria com o conflito em 24 horas, algo que implicaria muitas concessões a Moscou, de acordo com críticos.

Trump encara com a mesma simplicidade um eventual bloqueio de Taiwan pelo líder da China, Xi Jinping —algo “muito fácil” de resolver, segundo ele. “Eu diria: Se você entrar em Taiwan, desculpe por fazer isso, eu vou te taxar —quer dizer, impor tarifas— em 150% a 200%”, afirmou o ex-presidente.

Questionado sobre a necessidade de força militar para impedir um ataque a Taiwan, ilha governada democraticamente e que Pequim vê como seu próprio território, Trump disse que não precisaria. “Ele me respeita e sabe que sou louco”, disse.

Tarifa sobre importação, aliás, é uma política que Trump defende mesmo sem a necessidade de dissuadir uma eventual invasão. As propostas do plano econômico do republicano incluem taxas de 60% sobre importações da China, de 10% sobre produtos do resto do mundo e de até 200% sobre veículos montados e importados do México.

Durante sua Presidência, a abordagem agressiva em relação à China foi marcada por ondas de tarifas que mergulharam os dois países em uma guerra comercial que afetou os mercados mundiais.

“Sei que vocês [do jornal] são muito contra tarifas, mas acho que é a palavra mais bonita no dicionário. Acho mais bonita do que qualquer palavra que eu possa pensar, exceto ‘fé’ ou ‘amor'”, disse Trump durante a entrevista.

De acordo com o jornal, o republicano defende que seu plano econômico atrairia empresas, e, nesse contexto, os EUA precisariam de migrantes, segundo ele.

“Quero que muitas pessoas entrem, mas quero que entrem legalmente”, disse. “Vamos trazer muitas empresas por meio de uma combinação de impostos mais baixos em que você constrói aqui, e temos que protegê-las com tarifas. Mas a imigração ilegal, do jeito que está acontecendo agora, em que as pessoas estão vindo, seus países estão despejando seus piores prisioneiros e seus piores criminosos em nosso país, não é sustentável.”

Desde o início do mandato do atual presidente, Joe Biden, Trump tem afirmado que os migrantes que cruzam a fronteira vêm de prisões ou instituições de saúde mental de outras nações. O republicano nunca apresentou fontes que corroborassem essa afirmação à imprensa americana.



Leia Mais: Folha

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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre

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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, no gabinete da Reitoria, representantes da Receita Federal do Brasil (RFB) para a apresentação do projeto Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). A reunião contou com a participação da Coordenação do curso de Ciências Contábeis e teve como foco a proposta de implantação do núcleo na universidade.
O reitor em exercício e pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, destacou a importância da iniciativa para os estudantes e sua relação com a curricularização da extensão. Segundo ele, a proposta representa uma oportunidade para os alunos e pode fortalecer ações extensionistas da universidade.

A analista tributária da RFB e representante de Cidadania Fiscal, Marta Furtado, explicou que o NAF é um projeto nacional voltado à qualificação de acadêmicos do curso de Ciências Contábeis, com foco em normas tributárias, legislação e obrigações acessórias. Segundo ela, o núcleo é direcionado ao atendimento de contribuintes de baixa renda e microempreendedores, além de aproximar os estudantes da prática profissional.

Durante a reunião, foi informada a futura assinatura de acordo de cooperação técnica entre a universidade e a RFB. Pelo modelo apresentado, a Ufac disponibilizará espaço para funcionamento do núcleo, enquanto a receita oferecerá plataforma de treinamento, cursos de capacitação e apoio permanente às atividades desenvolvidas.

Como encaminhamento, a RFB entregou o documento referencial do NAF, com orientações para montagem do espaço e definição dos equipamentos necessários. O processo será enviado para a Assessoria de Cooperação Institucional da Ufac. A expectativa apresentada na reunião é de que o núcleo seja integrado às ações de extensão universitária.

Também participaram da reunião o professor de Ciências Contábeis e vice-coordenador do curso, Cícero Guerra; e o auditor fiscal e delegado da RFB em Rio Branco, Claudenir Franklin da Silveira.



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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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