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Trump lança ameaças à Gronelândia, ao Panamá e ao Canadá – deveríamos levá-lo a sério? | Donald Trump

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David Smith in Washington

“MFeliz Natal”, Donald Trump escreveu em sua plataforma Truth Social no dia de Natal com uma foto sua e de sua esposa, Melania. Até agora, tão tradicional. Mas o presidente eleito dos EUA estava apenas começando.

Noutra publicação, Trump desejou feliz Natal a todos “inclusive aos maravilhosos soldados da China, que estão amorosamente, mas ilegalmente, operando o canal do Panamá”. Ele zombou do primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, e reivindicou os EUA poderiam anexar o Canadá como seu 51º estado. Para garantir, ele se dirigiu ao “povo da Groenlândia, que é necessário aos Estados Unidos para fins de Segurança Nacional e que deseja que os EUA estejam lá, e nós o faremos!”

Era o tipo de diatribe que, se feita por um tio bêbado na mesa da ceia de Natal, poderia ser ridicularizada ou enfraquecida por “Alguém para a sobremesa?” Mas Trump, de 78 anos, está a menos de um mês de ter acesso aos códigos nucleares e comandar as forças armadas mais fortes do mundo. Ninguém tem certeza se deve levá-lo literalmente ou seriamente – ou ambos.

Notoriamente inconstante e caprichoso, este é o homem que, como já foi dito, não joga xadrez tridimensional, mas na maioria das vezes está apenas comendo as peças. Há também suspeitas de que Trump está à procura de alavancagem como parte da “arte do acordo” – e que a antiga estrela de reality shows está a ganhar as manchetes para parecer forte a nível interno e externo.

Reed Galenopresidente da JoinTheUnion.us, uma coalizão pró-democracia, disse: “O cara é um troll há quase 80 anos. O problema é que agora ele é um troll que está prestes a governar, novamente, a nação mais poderosa que a humanidade já conheceu. Ele quer fazer isso porque quer indignação. Ele quer, na medida em que acha que pode induzi-lo, medo ou pânico. O caos é a moeda de seu reino e sempre será, porque as coisas fora de controle são a única maneira de ele estar no controle.”

A ideia de comprar a Gronelândia não é nova para Trump. Quando ele primeiro levantou a perspectiva de comprar a vasta ilha estratégica, um território dinamarquês, durante o seu primeiro mandato em 2019, foi amplamente tratado como uma piada. Mas então Trump cancelou uma viagem à Dinamarca depois de a sua primeira-ministra, Mette Frederiksen, o ter rejeitado.

Trump reviveu a sua pressão no fim de semana passado ao nomear o seu embaixador em Copenhaga, dizendo que “a propriedade e o controlo da Gronelândia são uma necessidade absoluta” para a segurança nacional dos EUA. Mas recebeu a mesma resposta, com o primeiro-ministro da Gronelândia, Múte Egede, dizendo na segunda-feira a ilha rica em recursos “não está à venda”.

À primeira vista, tudo parece um teatro político do absurdo. Mas Trump, o disruptor-chefe, adquiriu o hábito de transformar o impensável em pensável e em inevitável.

Galen disse: “Devíamos levá-lo a sério. Se ele aparecer em Copenhague com um cheque de US$ 1 trilhão para Groenlândiatalvez os dinamarqueses aceitem – não sei. Mas lembre-se também, esse é um cara que nunca pagou por nada na vida, então sempre que ele diz que quero comprar, não é assim que funciona.”

Entretanto, o presidente eleito também mirou no Panamá. Ele condenou o que chamou de taxas injustas para os navios dos EUA que passam e ameaçou exigir o controle de o canal do Panamá ser devolvido a Washington.

Trunfo disse no domingo passado se o Panamá não concordar “então exigiremos que o Canal do Panamá seja devolvido aos Estados Unidos da América – na íntegra, rapidamente e sem questionamentos”. Ele também sugeriu a crescente influência da China em torno do canal, que foi construído pelos EUA em 1914 para ligar os oceanos Atlântico e Pacífico. Foi devolvido ao Panamá sob um acordo de 1977.

O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, rejeitou as ameaças de Trump, dizendo que “cada metro quadrado” do canal permaneceria nas mãos dos panamenhos. Trump respondeu no Truth Social: “Veremos isso!”

Como se duas brigas diplomáticas não bastassem, Trump provocou repetidamente os vizinhos Canadá que seria uma “ótima ideia” tornar-se o 51º estado dos EUA – num cenário sombrio de ameaças de tarifas. Ele também se referiu ironicamente a Trudeau como “governador” – um título usado pelos principais funcionários eleitos em cada um dos 50 estados dos EUA.

O Canadá procurou dar a outra face. Em entrevista ao Politico’s Podcast de aprofundamento do manualKirsten Hillman, embaixadora do Canadá nos EUA, disse: “Acho que o presidente eleito está se divertindo um pouco. O Canadá pode aguentar. Você sabe, temos um forte senso de quem somos e podemos distribuí-lo.”

Grandes icebergs flutuam enquanto o sol nasce perto de Kulusuk, na Groenlândia. Fotografia: Felipe Dana/AP

Na verdade, Trump fez muitas declarações precipitadas no seu primeiro mandato na Casa Branca que não deram em nada, incluindo a detonação de furacões para impedir que atingissem os EUA e a sugestão da injeção de lixívia para curar a Covid. Na segunda vez, porém, parece diferente. Apelidado de “César Americano”, Trump parece mais ousado, mais bem organizado e mais intencional.

Ele agora entende onde estão as alavancas de poder e os pontos de pressão e está cercado por leais mais flexíveis. Embora a sua primeira abordagem à Gronelândia se tenha baseado nos instintos de um promotor imobiliário, desta vez ele cita preocupações de segurança nacional – um discurso de vendas que provavelmente terá maior ressonância no Capitólio.

Poucos especialistas esperam que ele declare guerra ao Canadá, Dinamarca ou Panamá – mas percebem uma combinação de blefe e intimidação destinada a desequilibrar os aliados e obter vitórias menores. Este tratamento severo contrasta fortemente com os repetidos elogios de Trump a líderes, incluindo o russo Vladimir Putin, que invadiu a Ucrânia em 2022 numa apropriação de terras de sua autoria.

Para alguns, lembra horrivelmente o “grande jogo” imperialista do século XIX. Brett Bruenex-diretor de engajamento global da Casa Branca de Barack Obama, disse: “É surpreendente que no século XXI ainda falemos de potências globais que tentam tomar, seja pela força ou por pressão, territórios de outros países. Temos o exemplo de Putin tentando retomar a Ucrânia. Temos o exemplo da China tentando tomar grandes áreas do Mar do Sul da China.”

Bruen, presidente da agência de relações públicas Global Situation Room, acrescentou: “Agora temos Trump, que essencialmente está a tentar forçar tanto a Gronelândia como o Panamá a ceder território contra a sua vontade, e isso viola todos os princípios fundamentais do direito internacional e do direito internacional. estabilidade.

“Isso abre uma caixa de Pandora de crises que provavelmente não seriam contidas, porque se Trump puder ameaçar as fronteiras de outros países, então (Recep Tayyip) Erdoğan (da Turquia) e Mohammed bin Salman (da Arábia Saudita) e toda uma série de outros desagradáveis os líderes farão o mesmo.”

O barulho de sabre de Trump no Panamá e os planos relatados para uma “invasão suave” do México, visando cartéis de drogas através de operações de forças especiais transfronteiriças ou ataques de drones, provavelmente agitarão lembranças ruins dos EUA entre os líderes latino-americanos e poderia empurrar alguns para o abraço da China.

Em 1973, por exemplo, os EUA instigaram um golpe contra o então presidente do Chile, Salvador Allendeum socialista eleito democraticamente. Em 1989 o EUA invadiram o Panamá para derrubar o ditador militar Manuel Noriega, que havia sido indiciado nos EUA por tráfico de drogas. O Presidente George HW Bush disse à nação que os seus objectivos eram proteger vidas americanas, restaurar a democracia, levar Noriega à justiça e “garantir a integridade dos tratados do Canal do Panamá” antes que o Panamá assumisse o controlo total do canal em 1999.

O súbito expansionismo de Trump é duplamente estranho, porque ele criticou duramente as desventuras passadas dos EUA no estrangeiro. Ele obteve uma série de adiamentos durante a guerra do Vietname, criticou a invasão do Iraque por George W. Bush e gabou-se de não ter levado os EUA a nenhuma nova guerra durante a sua presidência. A sua política de “América em primeiro lugar” prega o isolacionismo e não complicações estrangeiras.

Mas para Larry Jacobsdiretor do Centro para o Estudo de Política e Governança da Universidade de Minnesota, há ecos da “teoria do louco” do presidente Richard Nixon – abraçando a irracionalidade para manter os adversários na dúvida e na defensiva.

“Ele está fazendo uma série de ameaças ultrajantes e impossíveis”, disse Jacobs. “Vamos comprar a Groenlândia? Não está à venda, é um país soberano, é simplesmente ridículo. O que ele fez com o Canadá é uma terra semelhante de faz-de-conta. O canal do Panamá? Isso está resolvido há décadas. Mas é tudo uma tática na sua mente para perturbar o status quo e melhorar a posição negocial da sua Casa Branca.”

Com Joe Biden rapidamente se tornando o fantasma do Natal passado, Trump será o fantasma do Natal futuro nos próximos quatro anos. Jacobs alertou: “É um aperitivo antes do prato principal com Trump. Esta será a presidência novamente. É sobre o caos. É uma questão de imprevisibilidade. É sobre uma espécie de abordagem maluca ao escritório mais poderoso do planeta Terra. É assustador.”



Leia Mais: The Guardian

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.

A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.

A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.

Conscientização e prevenção

Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.

A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.

A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.

A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.



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